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domingo, 23 de dezembro de 2012

José Maria da Fonseca | Bloggers Day 2012: Almoço e Visita à Adega

Após termos começado o dia com a vindima, e de seguida sermos brindados com uma prova de vinhos directamente das barrica e um vertical do emblemático Periquita, seguimos para um não menos marcante almoço acompanhado por algumas surpresas da casa e uma visita ao espaço onde tudo acontece antes dos vinhos da JMF chegarem às nossas casas. 

Começando pelo almoço, com a gastronomia já tradicional do Bloggers Day, foram provados e bebidos os seguintes vinhos:

Lancers 2011 (Branco) 
Cor amarelo pálido, límpido. No nariz mostra-se apelativo com aromas a fruta tropical e fresco. Boca com perfil fresco, frutado, macio, muito redondo e pronto a beber. O final continua fresco e frutado de comprimento curto. Ideal para iniciar uma refeição ou simplesmente... beber.
Classificação Pessoal: 75/100
 
Pasmados 2008 (Branco) 
No meu copo, apresenta uma cor amarela com reflexos dourados, embora houvesse alguma diferença de cor de garrafa para garrafa este branco estava muito seguro. No nariz notava-se o tempo, aromas mais quentes e doces, com alguma fruta seca, alguma complexidade. Na boca continuidade de alguma fruta seca, alguma fruta fresca ainda presente e um final seco a conferir-lhe algum longitude.
Classificação Pessoal: 79/100

Hexagon 2005 (Tinto) *Garrafa Magnum* 
Apresenta cor rubi, concentrado, ainda com poucas nunaces de cor a mostrar a sua idade. Aromas de boa intensidade a frutos vermelhos maduros, toque de especiarias, pimentas e um toque fresco, mineral, pedra. Na boca a conjugação da fruta e da especiaria é mais notada, o vinho cresce, bastante suave, muita frescura e vivacidade. O final de boca, persistente, torna-se guloso.
Classificação Pessoal: 88/100
 
Domingos Soares Franco Colecção Privada Tinto Cão 1999 (Tinto) 
Cor granada escuro, com nuances de tonalidade acastanhada. No nariz surge bastante cru, muitas notas de couro, madeira velha, caixa de tabaco, folhas de tabaco. Na boca está de uma intensidade inesperada, com fruta ainda presente, mas mais marcado pelas notas especiadas e leve travo vegetal final. Final longo, persistente. Está brutal para o ano de 1999.
Classificação Pessoal: 82/100
 
Domingos Soares Franco Colecção Privada Tannat 1999 (Tinto) 
Mais um vinho especial e diferente. De uma casta pouco explorada por terras lusitanas. 100% Tannat. O mesmo ano do Tinto Cão anterior. O mesmo perfil de cor, muitos laivos acastanhados e nariz também com alguma presença de couro e especiarias, embora nesta caso a fruta passa com o figo e ameixa preta parece para fazer a diferença.Na boca voltamos também fruta preta como a ameixa, às especiarias e àquela sensação de caixa de tabaco, fumados e couro. Final persistente e duradouro.
Classificação Pessoal: 80/100
 
José Maria da Fonseca Moscatel de Setúbal Apoteca 1934
Cor âmbar escura, concentrada no núcleo, e com ligeiros esverdeados no bordo do copo. No nariz começamos a perceber que estamos na presença de um vinho especial,  agarra-nos por completo, ficamos presos às notas de mel, fruta seca e passa, ficamos presos no momento e queremos voltar admirar este perfume. Chegando à boca temos a certeza do quão especial é o vinho e o momento, é guloso, gula pura, e com um equilíbrio notável da acidez, com a fruta seca, o doce do melaço, da fruta passa, de um complexidade que nos arrebata.
Classificação Pessoal:  95/100
 
José Maria da Fonseca Moscatel de Setúbal Apoteca 1911
Continuamos para um ano ainda mais longínquo. O nível de satisfação sobe. É possível uma nota de prova de vinho como o Apoteca 1934 e este 1911 ou apenas e só bebe-los e apreciá-los?
Cor mais escura, acastanhada com nuances de verde azeitona. No nariz somos arrebatados por uma cmplexidade de aromas estonteante, com os frutos secos, o melaço, as avelãs tão presentes, figos secos, sempre em crescendo, em evolução. Boca untuosa, creme, corpo gordo e complexo. Aquelas nota a mel misturadas com toda a fruta seca eleva-nos e faz-me voltar à pergunta. Como descrever um vinho destes? Que prazer!
Classificação Pessoal: 97/100

Depois foi tempo de visitar as instalações da JMF, desde o momento da chegada das uvas, passando pelas cubas de inox para fermentação e em alguns casos estágio, sistemas de refrigeração de apoio a todo o complexo e um primeiro olhar àquele que será o melhor vinho do Mundo e arredores feito a partir das uvas da nossa vindima. Um brinde à JMF pela disponibilidade demonstrada para com os Bloggers neste dia.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

José Maria da Fonseca | Bloggers Day 2012: Vertical Periquita

Após a prova especial de tintos em barrica seguiu uma outra não menos especial. Um vertical do emblemático Periquita. Anos 70, 80, 90 e o mais recente no mercado o 2010.

Periquita 1971 (Garrafa de litro)
Castas: Castelão Francês 
Cor alaranjada com nuances castanhas. Aromas com fruta passa, fumados, caixa de tabaco, com notas licorosas, bastante complexo. Na boca toque macio, ainda com acidez viva, sobe e desce rapidamente, mantendo boa frescura e um certo mentolado agradável.
Classificação Pessoal: 80/100

Periquita 1985
Castas: Castelão Francês e Espadeiro
Cor de matizes com evolução, castanho-alaranjado, com presença de impurezas e a ser aconselhado o uso de um decanter. Aromas de média intensidade com algumas notas de cor a sobreporem-se ao conjunto. Na boca parece estar num estado de evolução mais avançado do que o anterior, mais castigado pelo tempo, mais cansado. O final de boca é já um arrastar com pouca persistência.
Classificação Pessoal: 73/100

Periquita 1990
Castas: Castelão Francês, Espadeiro e Monvedro
Cor castanho alaranjado de pouca intensidade, translúcido, de aspecto limpo, masestá sujeito a aparecer algum depósito mais para o final da garrafa. No nariz boa intensidade aromática com a fruta seca e o ligeiro toque a couro a aparecerem num bom conjunto. Boca seca, acidez vivaz, perfil fino e elegante. Final mais comprido do que aquleur um dos anteriores.
Classificação Pessoal: 80/100

Periquita 2010
Castas: Castelão, Trincadeira e Aragonês
Preço: 3,79 €
Das castas originais continuamos com a Castelão, mas agora com a presença da Trincadeira e da Aragonês. Visualmente de cor rubi, concentração média, atractivo e de aspecto límpido. Grande intensidade aromática à fruta vermelha madura, com toque especiado e alguma tosta em fundo muito bem casadas com a fruta.  Surge macio e equilibrado na boca, com boa acidez e fruta fresca, fácil de gostar. Final de média persistência.
Classificação Pessoal: 80/100
 
 

José Maria da Fonseca | Bloggers Day 2012: Prova Amostras de Barrica

Em continuação do Bloggers Day 2012 na José Maria da Fonseca, iniciado com a vindima na colecção ampelográfica na Quinta de Camarate, seguiu-se uma prova de vinhos directamente da barrica de seis vinhos monocastas tintos da colheita de 2011. Tipo de barrica diferente e estágios diferentes. Ali, no meio das barricas, com os comentários de Domingos Soares Franco, de pipeta e copo na mão fomos à procura de descobrir diferenças, de descobrir o vinho ainda sem passar pelo sossego da garrafa.

Entrada do Vinho nas barricas: 16-05-2012

Trincadeira 2011
Barrica: Seguin Moreau M Premium
Apresenta uma cor rubi repleta de violetas escuros. Nariz com muita fruta silvestre, notas tostadas que vamos continuar a sentir quando passamos à prova de boca. Continuamos com muita fruta e a tosta proveniente do estágio em barrica também está presente e ainda bem notória. Nota ainda para o final seco e até um pouco adstringente.

Castelão 2011
Barrica: Seguin Moreau M Premium
Com este Castelão pudemos fazer a prova ao mesmo vinho mas em estágio de barricas diferentes. Esta primeira de tosta média mais barata e a seguinte, mais cara e com nivel mais alto de madeira.  A cor rubi com os naturais violáceos, com nariz onde a fruta vermelha se destada num conjunto onde também aparecem as notas florais e uma especiaria fina que a madeira lhe confere. Tal como o Trincadeira achei-o jovem mas com um final menos intenso e mais discreto de comprimento.

Castelão 2011
Barrica: Moreau Elegance ML
Nesta prova nota-se bem a diferença que uma barrica pode fazer. Sem grandes diferenças no aspecto visual, é no olfato que sentimos as primeiras diferenças. Nariz mais elegante, fruta vermelha e preta em perfeita harmonia com o toque a baunilha que aparece em fundo e uma boca mais completa que o anterior. Taninos mais arranjados, mais corpolência e um final de boca mais comprido e persistente. Maior nota de diferença vai para a elegância deste Castelão para o anterior.

Touriga Franca 2011
Barrica: Moreau Elegance ML
Continuamos no rubi com traços violetas e aromas intensos a fruta madura, neste caso predominância para a silvestre, como a amora preta e muito bem ligada com a madeira. Apesar da sua expressa juventude apresenta já uma boca com bom corpo, gordo, que nos enche o palato e com toda a sensação de fruta bem equilibrada com as notas de baunilha que advêm do estágio em barrica. Em continuação com os anteriores, o equilíbrio entre a frescura da fruta e o estágio em madeira sobressai pela positiva.

Touriga Nacional 2011
Barrica: Moreau Elegance ML
Aspecto visual em continuidade com os anteriores, os violetas predominam neste ponto do estágio.No plano aromático intensamente floral, com fruta preta e vermelha madura, ligeira tosta e baunilha, tudo muito bem equilibrado. Na boca surge com toque sedoso, ligeiramente untuoso, fruta fresca e bem torneado com a madeira. Gostei muito do ponto em que se encontra este Touriga Nacional embora ainda um pouco seco no final para o meu gosto. Persistente e seco no final. 

Tinto Cão 2011
Barrica: Única de Inox e já em garrafa
Este Tinto Cão foi uma autentica surpresa. Em termos de cor temos um vermelhão mais aberto, menos concentração e menos fechado. Aromas com mais fruta fresca e toques vegetais. Parece que tudo colocado no lugar com muito cuidado e delicadeza. E na boca uma acidez alta, a secar por completo a boca. Precisa de tempo ou de algo para nivelar um pouco esta acidez. Todavia a fruta está presente com boa ligação a notas de especiarias que funcionam em conjunto. Final de média persistência. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

José Maria da Fonseca | Bloggers Day 2012: A Vindima

No passado dia 15 de Setembro, a José Maria da Fonseca voltou a convidar os Bloggers de Vinho Portugueses para um dia completamente diferente do habitual. Se no ano passado o Bloggers Day JMF foi principalmente de introdução à história desta casa, de visita às Adegas em Azeitão e à prova de diversos vinhos desta vez o programa levou-nos ao local onde tudo começa: à vinha.


Deste modo, o dia começou por uma manhã dedicada às vindimas. Na Quinta de Camarate, que tem a particularidade de aí viver a família Soares Franco, está situada uma colecção ampelográfica de castas iniciada na década de 30 e que conta já com cerca de 500 castas diferentes. Foi nesta vinha/colecção que os Bloggers iniciaram o dia com uma vindima diferente, muito bem acompanhados por um grupo mais "profissional" de vindimadores, que tudo fizeram para o trabalho fosse efectuado na perfeição.


Muitas surpresas, muita curiosidade, muito suor na fronte que o dia caminhava quente. Mas a manhã desse dia não se ficou por aqui. Tivemos ainda a oportunidade de efectuar uma prova invinha de 12 dos melhores clones de Touriga Nacional. Clones de natureza. DNA igual, mas com o resultado na cepa diferente. Uma experiência diferente e enriquecedora.


A manhã na Quinta de Camarate meter a mão na massa. Estar em contacto com a terra, com as vinhas, com o sol e com o pó. A tarde seria diferente.

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