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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Quinta do Ribeirinho Pé Franco, Parte III

"Após grande ansiedade, fizemos a primeira vindima em 1995, 7 anos após a plantação. Em 2006 comemorámos a décima primeira colheita desse arrojo."
in Luis Pato Wines Website

Para terminar a visita em grande nada melhor do que uma vertical do mítico Quinta do Ribeirinho Pé Franco. As garrafas ali, diante de nós, na companhia de Luís Pato, com relato em directo para cada um deles e uma novidade muito, muito limitada do Quinta do  Ribeirinho Pé Franco 2011 de solo argilo-calcário. Alguém quer desvendar o seu rótulo?

Quinta do Ribeirinho 1996 Pé Franco
A segunda colheita. Um vinho a não esquecer. Cor rubi, média concentração, leve nuance atijolada. Aromas com muita cereja madura, ameixa preta madura, muita fruta madura, especiaria fina e fresco. Na boca sente-se ainda uma vida espectacular, taninos presentes e marcantes, guloso e mastigável. Um portento de vinho. Ainda duraria muitos mais anos.

Quinta do Ribeirinho 1999 Pé Franco
Cor rubi de tonalidades impressionantes para a idade. No nariz, em relação ao anterior, mostra-se menos exuberante, todos os predicados do anterior estão lá, mas de forma menos intensa, menos acutilante. No palato mostra volume, quase que se trinca, de perfil seco, com muita fruta fresca. Final longo e cheio de vida. Muitos mais anos pela frente.

Quinta do Ribeirinho 2001 Pé Franco
Cor rubi de média concentração, perfeito, com lágrima espessa. Aromas intensos a fruta vermelha e preta bem madura, com as especiarias e um tostado leve a subirem o conjunto, muito guloso e cheio de frescura. Na boca está com uma finess extraordinária, com taninos presentes, secos, a fruta no sitio, um travo a canela picante. Final de boca que parece não terminar. Não é do outro mundo, é da Bairrada.

Quinta do Ribeirinho 2010 Pé Franco
Cor rubi, intenso, vermelho concentrado. No nariz muita fruta vermelha e preta madura, notas especiadas, atraentes, com madeira bem ligada e tosta leve bem medida. Na boca está redondo, guloso, com volume de boca grandioso. Um conjunto de fruta, especiarias, tosta, frescura e persistência notável. Grandes vinhos.

Quinta do Ribeirinho 2011 Pé Franco (Solo Argilo-calcário)
Cor rubi, intenso e concentrado, com violetas carregados. No nariz, apesar de claramente novo, mostra-se complexo, fruta vermelha madura, toque mineral acentuado, tosta e especiarias em evolução. Na boca surge sumptuoso, pronto a agradar desde já pese embora a sua tenra idade, com muita fruta vermelha fresca e especiados em complemento. O mais polido e pronto a beber e fugindo um pouco `*a linha condutora dos anteriores.   

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Vertical Vinha Formal Branco, Parte II

"Os nossos Vinhos aliam a precisão técnica do Novo Mundo com a tradição secular do Velho Mundo. Em todas as colheitas fazemos algo de novo, e por vezes realizamos alguns dos nossos sonhos."
in Luís Pato Wines Website

Na continuação da visita à Luís Pato Wines, e após conhecermos as instalações e provarmos alguns dos vinhos que nos irão acompanhar num futuro próximo, subimos ao piso térreo para prosseguir a visita com uma vertical de Vinha Formal branco.

A longevidade destes brancos foi colocada à prova e, num misto de surpresa e confirmação das expectativas, foi possível aferir da qualidade, frescura, vivacidade e personalidade destes brancos 100% Bical que desenhariam um sorriso na face de qualquer enófilo do mundo.

Vinha Formal 1998 Branco
Os dourados brilhantes pintam o copo. Cor definida, manga madura e aspecto limpo. No nariz é intenso a fruta amarela madura, ameixas brancas bem maduras acompanhando com fruta seca, notas florais e bons químicos. Na boca está bem definido, linear, com fruta fresca em boa forma, boa acidez, volume e alguma untuosidade. Viciante.

Vinha Formal 2001 Branco
Continuamos nas tonalidade douradas, manga madura, alaranjado definido, de aspecto límpido e sem dúvida cativante. Os aromas surgem agora mais tropicais, com notas de massa de pão e fermento, com notas de nozes em fundo. No boca destaque para o volume, corpulento, largo, com fruta seca e fruta fresca em harmonia. O final afunila um pouco, mas não deixa de surpreender.

Vinha Formal 2003 Branco
Cor amarela, laivos de palha seca, dourados, límpido, com lágrima persistente, chorosa e gorda. Aromas mais quentes e sedutores. Perfil mais floral com notas de fruta amarela - ameixa - fresca. Ligeiras notas de fruta seca. Na boca mostra vivacidade, boa acidez, perfil frutado, com maça verde e alguma secura. Deixa-nos salivar. Deixa-nos pedir por mais. O final é longo.

Vinha Formal 2005 Branco
Último desta série e continuação de um perfil. Sabíamos que não haveria lugar à decepção. Cor de nuances douradas, aspecto límpido e lágrima espessa e definida. Aromaticamente mais delicado, notas florais e de fruta amarela de caroço com menor doseamento que os anteriores, muita frescura. Na boca o mais elegante, menos gordo, com acidez no ponto e de secura média. Linear do inicio ao fim.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Prova de Barricas, Parte I

Criar vinhos para nós não é só uma paixão, é também um prazer. À nossa visão de rigor na forma de os elaborar na adega, junta-se a capacidade criativa própria da origem latina.
in Luis Pato Wines Website

No passado dia 15 de Junho de 2013 a Luís Pato Wines abriu as suas portas para um pequeno grupo de Bloggers. Recebidos com toda a simpatia pelo Eng. Luís Pato, por ele fomos guiados pela Loja da Adega,passando pela garrafeira pessoal e terminado na Adega, por entre as barricas onde descansam os próximos vinhos do produtor.
Aqui, em ambiente informal e percorrendo o nosso trajecto por entre barricas e de copo na mão, pudemos efectuar uma prova aos seguintes vinhos:

Vinha Formal 2012 Branco
Aromas com muita maça verde, nuances a cidra. Boa acidez, com fruta muito elegante e toque de madeira já bem ligada e quase imperceptível no nariz. Está praticamente pronto.

Vinha Pan 2011 Tinto
Este 100% Baga está já num nivel extraordinário. Boa cheia, volumoso, com uma estrutura e acidez brutal, faz-nos salivar. Quase que mastigável. Perdura na boca. Este vai ser para durar muitos anos.

Barrosa 2011 Tinto
No nariz predominando os toques especiados e as notas vegetais. Na boca voltamos a ter um vinho complexo, mastigável, com volume de boca, que causa secura e com taninos marcantes. Ficamos com a boca ocupada por algum tempo.

Pé Franco 2011 (Solo de Areia)
Aromaticamente intenso, com muita fruta vermelha e preta madura, especiado, com notas trufadas leves, complexo. Boca larga, com taninos pujantes, seco, seco, seco e com um final de boca que parece nao terminar.

Vinha Formal TN 2011(Solo Argila)
Aromas com muita sensação de frescura, com notas florais intensas e algum adocicado. O mais polido de todos os que foram provados embora mantenha um perfil seco. Um Touriga Nacional um pouco diferente. De aromas mais terrosos e boca mais seca. Muito fresco, muito intenso.

Uma primeira amostra do futuro já com todas as propriedades e características dos vinhos produzidos nesta casa, a deixarem antever mais uma série de vinhos com reconhecida qualidade.

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