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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Paulo Laureano Vinus | Apresentação da Nova Imagem

 No passado dia 18 de Junho de 2013, no restaurante Twelve em Lisboa, teve lugar a apresentação da nova imagem da Paulo Laureano Vinus. Em ambiente informal, diria mesmo familiar, com o privilégio de ter como fundo a vista sobre Lisboa no alto do Parque Eduardo VII, o enólogo e produtor Paulo Laureano soltou breves palavras acerca do restyling dos rótulos dos seus vinhos e acerca do novo Paulo Laureano Verdelho Maria Teresa 2012 que acentua o cariz familiar que este projecto encerra.

 Uma homenagem à nova geração da família, que se inicia com este branco Maria Teresa da série Genus Generationés e terá a sua continuidade, mais para o final do ano, com o Miguel Maria. Aguardemos.
Ainda durante o discurso, reforçada a imagem mais limpa, directa e jovem, sem esquecer o novo selo Só Castas Portuguesas que passará a fazer parte de todos os rótulos. 

Para além das novidades, foram ainda provados outros vinhos de referência de Paulo Laureano e, como no caso do Selectio Grossa 2010 tinto, confirmando a potencialidade de uma casta portuguesa, da Vidigueira, e que tem aqui um belíssimo exemplo do que pode produzir.

Paulo Laureano Clássico 2012 Branco
Uma das novidades deste final de tarde. De tonalidades citrinas e de aspecto límpido e brilhante. No nariz, perfumado, intenso, com notas citrinas e fruta tropical muito bem ligadas e ligeiro toque mineral.  Na boca espera-nos um branco fresco, com perfil frutado, citrinos e travo mineral em relevo. Final de boca de média persistência e de perfil fresco.

Paulo Laureano GG Maria Teresa Verdelho 2012 Branco
A grande novidade desta apresentação,. Cor citrina e jovem, com nuances esverdeadas. Aromaticamente intenso, muito citrino e exótico, grande dose de mineralidade e perfumado floral. Está ali complexo, com muita pedra e muita fruta. No palato continuamos num perfil cheio de fruta, boa mineralidade, acidez a estalar, cheio de garra e juventude. Macio e com alguma untuosidade parece querer dizer que vai durar um bom tempo e arredondar em garrafa.

Paulo Laureano Premium 2012 Branco
Este, embora ainda jovem, parece ser aquele que mais prazer me deu a provar e beber. Cativou-me mais pelos seus aromas complexos onde a fruta citrina e os tropicais mais doces casam na perfeição com um ligeiro floral e toque da madeira, sem maçar e com muita frescura. Boca com bom volume e estrutura, sente-se na boca a palpitar, mais uma vez com a fruta e a madeira a coabitarem sem problemas. Final de boca longo, fresco e com finura.

Paulo Laureano Clássico 2011 Tinto
Como o próprio nome diz: um clássico. Cor granada de média concentração. Aromas exuberantes a fruta vermelha e preta madura, ligeiro adocicado, fresco. Na boca está novo, mas pronto a beber, macio, frutado, bem equilibrado e cativante. Final de boca longo.

Paulo Laureano Premium 2011 Tinto
Cor granada, violetas escuros, de média concentração. No nariz predomina a fruta vermelha e preta madura, muita ameixa preta, madeira bem ligada com notas leves de especiarias e tostado. Na boca surge com bom volume, taninos redondos e macios, alguma secura no meio do perfil frutado e especiado. Ligeiro picantezinho muito interessante. Final longo, persistente.

Paulo Laureano Reserve 2011 Tinto
Cor granada, com laivos vermelhos, intenso e cativante.  No nariz a fruta bem madura, muita compota, toques de redução, notas especiadas, algum vegetal e tosta fina. Complexo e a marcar pontos a casa incursão que faço. Na boca apresenta volume, untuosidade e estrutura. Mastiga-se. Macio, com a fruta já compota, com acidez a elevar a sua vida, não o deixando cair. Especiarias e toque vegetal bem ligados. Equilibrado e com final longo, longo.

Paulo Laureano Selectio Grossa 2010 Tinto
Que dizer desta Tinta Grossa que me continua a surpreender? Um dos que selecciono como top do Paulo Laureano. Aromas deliciosos e cativantes, de ficar por ali muito tempo, a senti-lo evoluir no copo e na garrafa. Na boca há volume no ponto certo, garra, fruta e frescura. Daquelas que temos de guardar pois dá certezas de envelhecimento com qualidade garantido.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Tertúlia com o enólogo Paulo Laureano no Restaurante Claro | 24/10/2012

Uma Tertúlia é na sua essência uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se reúnem de forma mais ou menos regular e informal, para discutir vários temas e assuntos. No passado dia 24 de Outubro de 2012, no Restaurante Claro, os amigos reuniram-se à volta da mesa e à volta de um tema de paixão comum: o Vinho. Nesta primeira tertúlia, exclusiva para bloggers amantes do vinho, foram apresentados vinhos do enólogo Paulo Laureano e "visitamos" o terroir da Vidigueira e o terroir de Bucelas, acompanhada por petiscos, e que petiscos, com assinatura do Chef Vitor Claro.

Inicio de noite com a prova do Espumante Paulo Laureano 2006 Bruto. Bolha fina, aromas elegantes e discretos, tosta de pão, fresco, com boca citrina, alguma maça verde, cremoso,  sempre com muita frescura. Muito guloso  com um final seco limonado com ligeiro travo amargo no final que nos limpa por completo o palato e o prepara para o que vem de seguida. Um espumante de Bucelas, com espumantização pelo método clássico. O primeiro espumante Paulo Laureano. 12€ pvp

Depois de um momento de pura aprendizagem acerca das castas portuguesas, com a companhia gastronómica de um Ravioli de Camarão com Cogumelos, seguimos para o Paulo Laureano Bucelas 2011 branco. Citrino de cor e de aspecto límpido. No nariz toque floral, notas de massa pã, perfil mineral e fresco. Na boca uma acidez brutal, citrino, lima, limão, maças verdes, seco e incrivelmente fresco.Volto a repetir... acidez brutal. Excelente! 7€ pvp

O Dolium Escolha 2011 foi o vinho que se seguiu. A conversa fluía naturalmente e a forma algo informal e didáctica como avançava fazia com que nem se notasse pelo tempo a passar. Com este branco passamos para o alentejo e para mais uma casta portuguesa - o Antão Vaz.
Cor citrina, aspecto praticamente translucido, lágrima definida, límpido e brilhante. Perfume delicado com algumas notas de casca de tangerina fresca e tostado leve. O estágio em madeira não o tornou demasiado amadeirado, revelando antes grande harmonia. Macio na boca, algo untuoso, bom corpo, vivo e com fruta fresca. Ligeiro final seco e verde. 15€ pvp
O acompanhamento foi um Cozido de Grão de Bico com Enchidos de Porco Preto. A frescura com que este prato ficou.

Lugar de seguida ao primeiro tinto da noite. Uma casta portuguesa, muito parecida com a Trincadeira, filha das terras de Vidigueira - a Tinta Grossa, ou como lhe chamam os de Vidigueira, Tinta Nossa. Casta dificil em termos de vigor, mas que encerra uma série de características muito importantes tais como a excelente acidez e taninos, com frutas do bosque e madeira exóticas e muito boa para lotes, atribuindo elegancia e frescura aos vinhos. Paulo Laureano Selectio Grossa 2010 é um vinho de cor retinta, intenso e concentrado no núcleo e violetas expressivo no bordo do copo. Aroma intenso, complexo, com as já esperada fruta do bosque, frutas pretas, notas de cacau e as tais madeiras exóticas. Maravilhoso! Na boca outra surpresa. Pujante de força, arrebatador na vida que transporta, quase mastigável, com fruta no sitio e acidez ao mais alto nivel. Para primeira experiência com esta casta, fiquei deslumbrado. Pergunto porque estará a desaparecer? 21€ pvp

Sem dúvida que noites destas serão para repetir. Aprender desta forma não custa. Mais uma vez Portugal ao mais alto nivel. Só castas portuguesas. Vinhos de excelência.

sábado, 3 de novembro de 2012

Adega Mayor | Vindima Mayor 2012

No passado dia 11 de Setembro, a convite da Adega Mayor, tive o prazer de visitar a casa da já referência nacional vitivinícola pertencente ao Grupo Nabeiro e participar na experiência Vindima Mayor.

A Adega Mayor nasce do sonho antigo do comendador Rui Nabeiro e desperta para a vida pela mão do arquitecto Siza Vieira. Na planície alentejana, o edifício marca a sua presença pelo branco imponente e por uma sensação de mirante sobre tudo o que a rodeia. Toda a produção, transformação da uva, vinificação, estágio e armazenamento toma aqui o seu lugar e ganham aqui vida os vinhos de uma Adega já património de uma região e que dão continuidade ao sonho que tudo fez nascer.

Antes de passarmos à vindima propriamente dita, fomos recebidos com muita simpatia por toda a equipa da Adega Mayor, dos quais destaco o Comendador Rui Nabeiro, a administradora da Adega Mayor Rita Nabeiro e o Enólogo da Casa Paulo Laureano. Foram momentos para palavras de agradecimento, breve explicação do que estava preparado e apresentação das caras que fazem deste projecto um sucesso.

 
Partimos então para a vinha. De chapéu na cabeça que o sol queima. Com muita animação e vontade de com jeitinho pegar no cacho, cortar o cordão umbilical que o liga à videira e colocá-lo no cesto, pronto para continuar o seu caminho. Foi possível participar, os que assim quiseram, na vindima ao lado de quem realmente tem tarefa como responsabilidade, partilhar alguns momentos, deixar escapar umas gotas de suor, provar a doçura dos bagos e sentir aquele aroma a terra, a vinha e a vida.
 
 
Regressámos ao interior da Adega para por momentos assistir a um filme acerca do projecto e continuar a conhecer todo o processo até se chegar ao vinho.
Fomos então conhecer as salas onde ocorre a  transformação da uva, o processo de escolha, a vinificação, o estágio em inox ou em barricas e o seu armazenamento.
 


Por fim, no terraço da Adega, ao sabor do Monte Mayor Rosé 2011, ter um olhar sob toda a planície, toda a vinha e almoçar com uma ementa tradicional alentejana acompanhada pelos vinhos Pai Chão 2008 tinto, Solista Verdelho 2011 e a sua mais recente aposta o licoroso Orionte, proveniente da casta Alicante Bouschet.

terça-feira, 1 de março de 2011

Amo.te 2009 Branco

Características
Tipo:
Branco
Castas: Antão Vaz e Arinto
Região: Alentejo
Teor Alcoolico: 13%
Produtor: Paulo Laureano Vinus, Lda
Preço: 6€ pvp

Nota de Prova
Este Amo.te é numa primeira abordagem uma excelente ideia de marketing para vender Vinho. Acredito que muito o comprem não pela sua qualidade, que a tem sem dúvida; não pelo nome do Enólogo, que nos tem brindado com alguns bons exemplos de bons vinhos portugueses e com castas portuguesas; mas muito pelo sugestivo nome Amo.te que pode ser utilizado para muito mais que uma simples prova vínica.
Este branco apresenta uma cor amarela citrica muito definida e brilhante, com aromas citrinos e florais muito exuberantes. Na boca sente-se o bom casamento destas duas castas, uma acidez viva e refrescante, boa estrutura, atribuindo elegância e firmeza a este conjunto. Adorei o perfume poderoso e convidativo, quem sabe, ao namoro.

Classificação: 79/100

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