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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Kopke 375 Edição Especial Porto Colheita 1940

A mais antiga casa de vinho do Porto celebra os seus 375 anos e apresentou hoje, no Solar do Vinho do Porto, a Edição Especial Kopke 375º Aniversário. Uma edição especial Porto Colheita 1940. Hoje celebra-se o culminar de quase quatro séculos de excelência artesanal, de tradições passadas ao longo de gerações que inspiraram o conhecimento e a inovação.
Notabilizada pela qualidade excepcional na categoria Colheita, a Kopke decidiu brindar a data com o lançamento de uma edição muito limitada de 375 garrafas de Kopke Porto Colheita 1940. A simbologia desta escolha do ano representa a data em que as associações comerciais do Porto e Lisboa homenagearam a Kopke, reconhecendo-a formalmente como a mais antiga casa de Vinho do Porto. 
 
Este Kopke Porto Colheita 1940, que viria a repousar ao longo de 73 anos no casco Nº 10053, uma pequena barrica de carvalho de 580 litros, envelhecendo e aprimorando a sua essência sob o olhar atento da equipa de tanoeiros e dos mestres provadores da casa. 
Deste modo, tiveram os presentes a honra e o prazer de provar a edição “Kopke 375”, ultralimitada e numerada,que estará no mercado a um valor de 680€ por garrafa.

KOPKE 375 ED. ESPECIAL PORTO COLHEITA 1940
Surpreende este Porto de cor rubi avermelhada sem mostrar a sua idade já de 73 anos. No nariz surge muito elegante, com notas de fruta seca, muito figo seco, alguma ameixa, nozes, passando por notas especiadas e cravinho muito equilibradas. Na boca mostra-se um Colheita à antiga, entra pujante e agressivo, cheio de vida e frescura, mostrando-se ainda jovem e enérgico. Depois descansa e marca com suavidade o palato, cremoso, com a fruta seca e passa bem colocada entre a boa especiaria, acidez e um toffee / caramelo final delicioso. O final de boca é longo, elegante e fresco. Provei e de seguida bebi. 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Quinta do Noval Colheita 1964

Características
Tipo: Vinho do Porto Colheita
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão and Sousão
Teor Alcoólico: 21%
Produtor: Quinta do Noval
Preço: 170€ vap

Nota de Prova
A expectativa é sempre grande quando um vinho deste é levado à mesa. Indagamos acerca do seu preço e do seu valor. Se estará em grande ou se será decepção. Quem abre? Cuidado com a rolha! Ainda só pelo gargalo busca-se uma sôfrega aspiração dos seus aromas. E ficamos sem palavras. O olhar e expressão facial costuma dizer tudo. Cor ambar, intensa e definida, com nuances castanho e esverdeados. No nariz a exuberância dos frutos secos misturado com notas de caramelo, fruta passificada, melaço e alguma cola cristal que não se desdenha. No palato cresce a toda a largura, corpulento e gordo. Untuoso ao toque, macio. com continuidade da fruta seca e das notas de caramelo. Um final para toda a noite. Sem dúvida uma grande colheita.

Classificação: 93/100

sábado, 15 de outubro de 2011

Prova de Vintages 2009 The Fladgate Partnership - CAV

A prova de Vintages 2009 The Fladgate Partnership reabriu o ciclo de provas na garrafeira Coisas do Arco do Vinho.Um saudoso retorno a uma casa sempre acolhedora, com grandes vinhos e um atendimento tanto familiar como profissional. Quanto à prova, dizer que as casas de vinho do Porto do grupo The Fladgate Partnership declaram 2009 ano Vintage clássico. O Vintage 2009 vem na sequência de três outros Vintages considerados igualmente "extraordinários": Os de 2000, 2003 e 2007. Segundo o director-geral da Fladgate, Adrian Bridge, "é muito raro sucederem-se quatro vintages excepcionais na mesma década". Mas aqui os temos nós em Prova.
Obrigado ao Duarte Fernandes e o Paulo Caldeira pela esclarecedora apresentação efectuada quer aos Vintage em prova quer à nota introdutória relativa ao próprio ano vintage 2009 e pela disponibilidade em proporcionar esta grande prova.

Vintage Romariz 2009: Proveniente de vinhas classificadas com categoria A e indicado com sendo, dos quatro, o vinho fácil e mais rústico. Apresenta cor retinta, opaca com ligeiro rebordo vermelho sangue. Aromas embora um pouco fechados evidentes a frutos negros, fruta jovem e frescura. Na boca surge com alguma austeridade, rústico, com notas de cacau, alguma pimenta, mas muito, muito leve. Directo e pronto para agradar.    
Preço de Lançamento: 39,50€
Vintage Croft 2009: Origem em vinha mais velha que o anterior, na Vinha da  Benedita na Quinta da Roeda.. Cor retinta, muito concentrada. Nariz com boa intensidade a frutos frescos negros, algumas notas de cacau e especiarias. Na boca presença de mais classe,  presença de cacau e pimenta vermelha. Esta última muito bem conjugada com o cacau. Mais elegante, mas à medida que a prova avança sente-se a pimenta e um fervilhar da acidez que nos leva a pensar que este terá muitos anos pela frente.      
Preço de Lançamento: 58,40€

Vintage Fonseca 2009: Aqui participam a Vinha do Rio, da Quinta Panascal, a Vinha da Quinta do Cruzeiro e a Vinha biológica da Quinta de Sta António embora em pequena percentagem.. Grande vinho. Apresenta uma cor preta, opaca, impenetrável. Plano aromático intenso com a fruta preta em destaque, bem casados com notas especiadas, cacau e grão de café. Na boca sente-se a cremosidade, corpolência, untuoso, muito aveludado. Presença do cacau, das compotas de frutos pretos. Um Vintage de Top. Mais um com este nome.    
Preço de Lançamento: 68,70€
Vintage Taylor´s 2009: Fruto do lote proveniente de vinhas da Quinta de Vargellas, da Quinta de Terra Feita e da Quinta do Junco. Apresenta cor retinta, opaca, com ligeiro arroxeado nos bordos. No nariz presença de fruta preta como a amora, a framboesa e a ameixa preta, algumas mineralidade e notas florais bem presentes. Na boca é uma autentica bomba de ligações à fruta preta em compota, com uma pujança e força notáveis. Muita elegância e com um final interminável. O casamento gastronómico com um queijo de perfil forte foi perfeito.
Preço de Lançamento: 68,70€

terça-feira, 7 de junho de 2011

Porto Oiro da Cepa

Características
Tipo:
Porto
Castas: n/a
Região: Douro
Teor Alcoolico: 19 %
Produtor: Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, SARL
Preço: n/a

Nota de Prova
Dia de aniversário do meu Tio Manuel e eis que me surge com esta garrafinha, nem sabe bem o ano da dita, mas que diz contar já com algumas décadas em cima.Vamos a isso! - dissemos todos - e assim foi. Cor já de um âmbar escuro, muito límpido, com laivos esverdeados e acastanhados nos bordos do copo. Aromas intensos a fruta seca e passa, muita amêndoa e noz, algum melaço, casca de laranja confeitada e leve iodado. Ou seria vinagrinho? Na boca, para minha surpresa, ainda um vinho vivo, muito untuoso, com corpo, com notas de melaço, uva passa branca e ligeiro caramelo. Final de boca longo e persistente. Fiquei surpreendido. Não estaria à espera de tanto.

Classificação: 80/100

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Quinta da Pedra Alta LBV 2003

Características
Tipo: Porto
Castas:
Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional
Região:
Douro
Teor Alcoólico:
19 %
Produtor:
Jorge Eduardo Branco Pinto Leal
Preço: 12€ vap
 

Nota de Prova
A Quinta da Pedra Alta apresenta com este LBV uma Porto de  pisa tradicional a pé e não filtrado permitindo-lhe envelhecer em garrafa com mais qualidade. Aconselho a utilização de um Decanter ou, como foi o caso, a passarem -no por uma gaze natural devido ao "pé" existente no mesmo.
Cor ruby. retinta. muito concentrada. Os aromas revelam-se ainda vivazes, com muita fruta madura, compota de frutos vermelhos e pretos.No palato senti uma pequena queda pela expectativa aromática. Corpo correcto, equilibrado, ainda com a vivacidade e as notas de fruta anteriormente sentidas e um final de prova intenso, mas de média duração. Na companhia de uma maça assada, com frutos secos e mel  portou-se muito bem.

Classificação: 79/100

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dalva LBV 2005

Características
Tipo: Porto
Castas:
Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional
Região:
Douro
Teor Alcoólico:
20 %
Produtor:
C. da Silva
Preço: 10€ vap
 

Nota de Prova
Após primeiro contacto nas instalações do produtor e da introdução do mesmo num jantar vínico fiz uma prova mais cuidada no recanto do meu lar. Apresenta cor retinta, concentrada e opaca, Aromas com muita fruta madura, amoras silvestres em destaque, ainda com muita juventude, algo cru, ainda muito vivaz e com garra para aguardar mais uns anos em garrafa. Final de média intensidade e com um nivel de acidez muito interessante. Acompanhou na perfeita uma sobbremesa à base de chocolate negro.

Classificação: 78/100

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Portuguese Wine Bloggers: Visita ao Porto: Andresen

Ainda continuando este magnifico dia no Porto, depois do almoço foi necessário ganhar forças para a visita programada à Andresen. Ponto de encontro, a Estação de Caminhos de Ferro de Gaia. Sempre a subir. Lá tivemos de largar uns euros e ir de táxi. à nossa espera estava Carlos Flores dos Santos, descendente de Albino Pereira dos Santos, que no ano de 1942 havia comprado a Jann Hinrich Andresen a Andresen Porto. Após alguns minutos a aguardar que todo o grupo chegasse, partimos então para a Andresen.No primeiro momento da visita fomos conhecer toda a linha de produção, exceptuando a parte da vinha, desta grande empresa. Desde a simples báscula de pesagem até à maior da barricas na Adega tudo foi visto e explicado ao pormenor. Em primeiro lugar o espaço onde o vinho é engarrafado, rotulado, pesado, embalado e guardado em armazém. Esta a zona de construção mais recente que iríamos ver. Depois passamos à Adega propriamente dita. O local onde as barricas moldavam a paisagem.Barricas e grandes balseiros mostravam-se imponentes, silenciosos, frios e com tanta história para contar. Daqueles locais que já viram muito. Seguimos para a oficina de tanoaria própria da Andresen. Parecia que tínhamos viajado em alguma espécie de máquina do tempo. As ferramentas artesanais, o cheiro, o ambiente, tudo nos fez voltar no tempo. Por último, o local de lavagem das barricas. Também com direito a viagem no tempo. O aspecto artesanal do Vinho do Porto está bem enraizado na Andresen.A visita foi longa e quando passamos para o momento da prova já Álvaro Van Zeller nos aguardava com tudo pronto para mais um momento que ficará na nossa memória. Foram colocados à nossa disposição os seguintes vinhos:
Andresen Colheita 1997
Andresen Colheita 1995
Andresen Colheita 1992
Andresen Colheita 1991
Andresen Vintage 2007
Andresen Branco Datado 1o anos
Andresen Branco Datado 2o anos
Andresen Vintage 2008
Andresen Colheita 1982
Andresen Colheita 1980
Andresen Colheita 1975
Andresen Colheita 1968
Andresen Colheita 1910
Todos eles especiais, mas a minha preferência para o Andresen Colheita 1968 e o Andresen Colheita 1910. O primeiro com um conjunto aromático de excelência, com um equilíbrio irrepreensivel, um conjunto de boca harmonioso e com um nivel de acidez distinto. O segundo, a deixar-me completamente pasmado. Grande Porto. Quer a nível aromático, quer na boca tudo com notável sentido de correcção, equilíbrio e frescura. um Porto de 1910 e ainda com este vigor, muito gordo, meloso e um final interminável.O meu muito obrigado à Andresen, ao Carlos Flores dos Santos e ao Álvaro Van Zeller pela tarde magnifica que nos proporcionaram.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Portuguese Wine Bloggers: Visita ao Porto: Sogevinus Parte 2

Depois da visita às Caves da Cálem e da excelente prova de Vinhos do Porto saímos em direcção ao armazém da Cálem junto da Ponte D. Luís. Aqui a visita centrou-se na observação do espaço onde estão os Vintages da casa em torpe adormecimento à espera do momento certo para serem abertos e deliciarem o mais exigente consumidor. Pouca luz, humidade, gelado, o som da água a passar por entre as paredes. Excelente ambiente.Arrepiamos caminho até ao local onde iríamos almoçar. Um sala na continuidade deste edifício com uma vista privilegiada para o Douro, para a Ponte D. Luís, para a cidade do Porto e para a Ribeira. Acolhedora, luminosa e elegante. Por alguns minutos ali ficámos, acompanhados pelo Portonic, Porto Cálem Rosé e Burmester White. Deliciosa paisagem.A ementa, da qual destaco o folhado de cogumelos e gambas com molho rico do mar e açafrão, foi acompanhada pelos seguintes vinhos:
Curva Reserva Branco 2009 DOC Douro: Cor de uma amarelo muito leve, com aromas citrinos, muito fresco, mineral e bem integrado com o estágio em madeira. Na boca destaco o a sensação de volume e o nível de acidez muito equilibrado. Fresco, elegante e com um final bastante longo.
Kopke Reserva Tinto 2008: Cor purpura/rubi muito concentrada e profunda, muito atrativo. Um nariz de uma intensidade aromática muito interessante, muita fruta vermelha e negra, com notas florais, guloso só de sentir os aromas. Na boca sente-se alguma pujança, poderoso na estrutura, taninos presentes mas aveludados. Daqueles que gostamos desde o inicio. Aqui destaco a relação qualidade/preço muito apetecível.
Casa Burmester Tinto 2008: Um tinto bastante diferente do anterior. Preferia não ter de escolher entre nenhum deles pois sei que ficaria igualmente satisfeito. Aqui os aromas são mais de fruta preta bem madura e de cereja daquela que pinta as mãos. Interessantes notas de de cacau/chocolate. Na boca o equilíbrio é constante, assim como a sensação fresca de fruta. O final expressivo e distinto marca a boca de forma deliciosa.A sobremesa foi uma continuação da prova anterior com uma selecção de Portos Colheita.
Mais uma vez o meu muito obrigado à Sogevinus e ao Pedro Sá, à Cátia Moura, ao António Montenegro e à Joana Gonçalves pela disponibilidade de nos terem aturado toda a manhã.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Portuguese Wine Bloggers: Visita ao Porto: Sogevinus Parte 1

O Portuguese Wine Bloggers, grupo do qual faço parte, realizou no passado dia 29 de Janeiro uma viagem ao Porto com visita, durante a manhã, às Caves da Cálem, Prova de Vinhos do Grupo Sogevinus (Cálem, Barros, Burmester, Kopke e Gilbert) e almoço oferecido pela Sogevinus e, durante a tarde, com visita à Andresen, com Prova de Portos Colheita, Vintages e Brancos datados. Mas vamos ao relato da manhã.Chegados bem cedo ao Porto, dirigi-mo-nos às Caves da Cálem para começar o nosso primeiro ponto da agenda. Aqui fomos recebidos pela Cátia Moura, pela Joana Gonçalves e pelo Pedro Sá que cordialmente nos acolheram e de imediato nos guiaram por entre a História da Cálem na visita às Caves e Museu existentes no mesmo espaço. A primeira vez que cá estive, apenas como simples "turista", tinha podido desde logo aperceber-me da grandeza desta casa e, deste modo, foi com prazer que repisei de espaços já conhecidos e outros que ficaram por conhecer nessa data, mas que agora farão parte da minha memória.Logo de seguida, numa sala especialmente preparada para o efeito, decorreu a tão esperada prova de Portos com condução pelo Enólogo Pedro Sá. A prova decorreu de forma muito dinâmica, interactiva e com um final algo inesperado onde todos os participantes tiveram de sugerir um novo lote de entre os vinhos provados. O que será que vai sair daí? Fico à espera. Os Portos provados foram os seguintes e por esta ordem:- Kopke White 40 Years Old: Cor âmbar dourada, muito límpido e brilhante, com aromas intensos a frutos secos, muita casca de laranja cristalizada, toque citrino. Na boca destaque para o equilíbrio entre acidez, álcool e corpo, muito redondo.
- Cálem Colheita 1961: Cor âmbar dourado com ligeiros esverdeados no contorno, muito mel, passas e folha de tabaco. Mais intenso que o anterior, mais duro. Na boca corpulento, sente-se mais o álcool, mas sem cair em desequilibro. Final com notas de madeira nova de carvalho.
- Burmester Colheita 1960: Cor muito brilhante, dourada, aromas frutados, menos intensos e directos, com muita casca de laranja cristalizada tipo do Bolo Rei. Na boca fruta passa em predominância, com alperce, tâmara e/ou damasco. Muito mel e final intenso.
- Barros Colheita 1950: Cor ambar no centro, tonalidades esverdeadas no contorno, muito atraente. Aromas intensos a fruta seca e muito mel na boca. Gordo, gordo, gordo. Untuoso e mastigável. Até este momento o mais acídulo e seco, todavia mais retro-nasal do que boca.
- Burmester Colheita 1940: Cores em continuidade com os anteriores apresentando agora uns esverdeados escuros bem definidos. O plano aromático dominado por notas de tosta, algum iodo e leve verniz, sem madeira nova. Boca de corpo médio, relembrando o rebuçado de caramelo da Régua. Muito elegante.- Kopke Colheita 1937: Tonalidades âmbar, com os esverdeados cada vez mais perceptíveis, menos intenso, mas mais delicado com presença de mel, frutos secos e passa, figos e nozes. Muita frescura e uma acidez alta. O final é guloso.
- Barros Colheita White 1935: Este será porventura o mais antigo Porto Branco conhecido. Com aromas muitos complexos, muito aromático e perfumado, sempre com presença de mel, tipo favo de mel. Na boca apresenta-se com corpo, gordo, com toque de veludo. Diferente, distinto marcante.
- Burmester Colheita 1900: Poderia apenas dizer sem palavras. De sonho. Cores topázio com esverdeados brilhantes, palete aromática complexa, onde tudo funciona em perfeita harmonia. Muito volumoso, com toques de veludo, mel e fruta passa. Este é daqueles que não se esquece, que perduram. De Excelência, Magnifico, Portentoso.
A seguir foi o almoço. Fica para amanhã.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Dona Antonia Ferreirinha Reserva Pessoal

Características
Tipo:
Porto
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinta Cão e Tinta Amarela
Região: Douro
Teor Alcoolico: 19,5 %
Produtor: A. A. Ferreira - Casa Ferreirinha
Preço: -

Nota de Prova
Nem sei bem à quantos anos teria esta garrafa guardada. Como foi colocada no fundo da garrafeira, a preguiça, sujidade e lembrança foram determinantes para que me esquece-se dela. Este ano, tal qual Indiana Jones, fui à descoberta das garrafas perdidas. Encontrei quatro como esta. Teve de ir à prova.
Este Porto apresenta uma cor em tonalidades vermelhas / tawny, brilhante e límpida. Os aromas intensos revelam muita fruta madura, fruta passa e seca. A ameixa, o alperce, com toques florais, tudo muito correcto e equilibrado. Na boca é encorpado, suave, o teor alcoólica não surge em explosão , mas com uma elegância notável. Muito guloso, revelando-se de uma persistência longa e agradável. Um Reserva Pessoal de uma das principais figuras da história do Vinho do Porto: Dona Antónia Adelaide Ferreira.

Classificação: 82/100

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Adriano Porto Reserva

Adriano Porto Reserva

Características
Tipo:
Porto
Castas:
Tinta Roriz, Tinto Cão e Touriga Franca
Região: Douro
Teor Alcoolico: 19,5 %
Produtor:
Adriano Ramos Pinto
Preço: 12€ vap

Nota de Prova
Este é o Adriano. O vinho que conquistou o Brasil e que é a razão de ser de em terras de Vera Cruz o Porto ser mais conhecido como Adriano do que como Porto. Apresenta uma tonalidade bastante interessante de vermelho e alaranjado devido a ser um tawny ainda em evolução. No nariz é extraordinário, com notas de fruta fresca predominantemente vermelha e com os aromas a frutos secos e alguns balsâmicos a aparecer com boa harmonia. Gostei bastante do aroma acaramelado que fica no copo vazio, como também as notas a folha de tabaco. Na boca é profundo, licoroso, com um excelente equilíbrio de doce e álcool, muito suave, mas acima de tudo, elegante.
A todos os que sei que vão experimentar façam-no como aperitivo, como acompanhamento de uma entrada como melão com presunto, como sobremesa de doce de frutos secos como amêndoa ou, simplesmente, no final de uma refeição.

Classificação: 82/100

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Calém - Visita às Caves do Vinho do Porto

Sempre que visito a cidade do Porto dou um saltinho a Gaia para visitar uma ou duas Caves do Vinho do Porto. As Caves da Porto Calém foram assim alvo da minha atenção e aqui fica a minha nota da visita.
Esta é uma das mais famosas marcas históricas do Vinho do Porto e a visita começa com um pouco de história acerca da Calém e das diversas transformações que foi sofrendo ao longo dos anos, numa sala devidamente preparada para o efeito, com muitas fotografias históricas e objectos, como garrafas, já com anos e anos de existência. Neste pequeno Museu, para além da história da marca, podemos conhecer tudo acerca da Região Demarcada do Douro e da própria produção do Vinho do Porto.
De seguida somos levados para as Caves propriamente ditas e verificamos as condições especiais de envelhecimento deste precioso néctar e no fim temos uma breve explicação acerca de cada tipo de Vinho do Porto produzido. Momento de alguma inter-actividade no qual podemos fazer algumas questões acerca do que nos vai sendo transmitido.
A visita termina com a esperada prova de dois Vinhos do Porto desta casa. Um branco e um tinto, embora não tenha gostado muito do Tinto Ruby que nos foi servido, o branco era bastante agradável sendo da gama que representava.
Uma visita a colocarem na vossa agenda.

Calém - Visita às Caves do Vinho do Porto

Sempre que visito a cidade do Porto dou um saltinho a Gaia para visitar uma ou duas Caves do Vinho do Porto. As Caves da Porto Calém foram assim alvo da minha atenção e aqui fica a minha nota da visita.
Esta é uma das mais famosas marcas históricas do Vinho do Porto e a visita começa com um pouco de história acerca da Calém e das diversas transformações que foi sofrendo ao longo dos anos, numa sala devidamente preparada para o efeito, com muitas fotografias históricas e objectos, como garrafas, já com anos e anos de existência. Neste pequeno Museu, para além da história da marca, podemos conhecer tudo acerca da Região Demarcada do Douro e da própria produção do Vinho do Porto.
De seguida somos levados para as Caves propriamente ditas e verificamos as condições especiais de envelhecimento deste precioso néctar e no fim temos uma breve explicação acerca de cada tipo de Vinho do Porto produzido. Momento de alguma inter-actividade no qual podemos fazer algumas questões acerca do que nos vai sendo transmitido.
A visita termina com a esperada prova de dois Vinhos do Porto desta casa. Um branco e um tinto, embora não tenha gostado muito do Tinto Ruby que nos foi servido, o branco era bastante agradável sendo da gama que representava.
Uma visita a colocarem na vossa agenda.

sábado, 7 de agosto de 2010

Porto Ferreira 10 Anos Branco

Porto Ferreira 10 Anos Branco

Características
Tipo:
Branco

Castas Predominantes: Malvasia Fina, Códega, Rabigato e Gouveia
Região: Douro
Teor Alcoolico: 20 %
Produtor: Sogrape Vinhos, SA

Preço: 12 € vap

Nota de Prova
Este é um dos poucos vinhos brancos do Porto com indicação de idade. A comercialização dos vinhos do Porto Branco com indicação de idade tem um regulamentação relativamente recente daí a razão de ainda existirem poucos no mercado. Posso contudo afirmar que esta foi uma bela surpresa. Este Porto branco apresenta um cor âmbar, muito limpida e brilhante e no nariz é uma enxurrada de aromas com intensidade e de complexidade. Com os frutos tropicais em predominância, sente-se também a ameixa em passa, notas de frutos secos, especiarias, mel e caramelo. Adorei o Aroma! Na boca apresenta-se bastante equilibrado, fresco e elegante com um final de boca longo.
Como aperitivo ou acompanhamento de entradas forte é de experimentar e repetir a experiência. Vende-se em garrafas de 375 ml.

Classificação: 16,5/20

Porto Ferreira 10 Anos Branco

Porto Ferreira 10 Anos Branco

Características
Tipo:
Branco

Castas Predominantes: Malvasia Fina, Códega, Rabigato e Gouveia
Região: Douro
Teor Alcoolico: 20 %
Produtor: Sogrape Vinhos, SA

Preço: 12 € vap

Nota de Prova
Este é um dos poucos vinhos brancos do Porto com indicação de idade. A comercialização dos vinhos do Porto Branco com indicação de idade tem um regulamentação relativamente recente daí a razão de ainda existirem poucos no mercado. Posso contudo afirmar que esta foi uma bela surpresa. Este Porto branco apresenta um cor âmbar, muito limpida e brilhante e no nariz é uma enxurrada de aromas com intensidade e de complexidade. Com os frutos tropicais em predominância, sente-se também a ameixa em passa, notas de frutos secos, especiarias, mel e caramelo. Adorei o Aroma! Na boca apresenta-se bastante equilibrado, fresco e elegante com um final de boca longo.
Como aperitivo ou acompanhamento de entradas forte é de experimentar e repetir a experiência. Vende-se em garrafas de 375 ml.

Classificação: 16,5/20

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Croft - Visita às Caves do Vinho do Porto

As Caves do Vinho do Porto da Croft situam-se em Gaia, alguns metros rua acima, deixando as margens do Rio Douro para trás. Não foi a primeira vez que as visitei e por certo não será a última. Não porque ao longo dos anos tenha havido grandes alterações e novidades na visita das mesmas mas pelo espaço e pela harmonia do lugar onde sitam.
Estando um pouco mais afastadas do buliço das margens do Rio Douro o sossego também é mais sentido e pode ser apreciado numa fresca e solarenga esplanada ou no interior da mesma num espaço bastante castiço e ideal para provar um Vinho do Porto.
A visita às Caves em si não é de longa duração e começa por uma breve explicação histórica da Croft e do Vinho do Porto, bem como uma natural grande referência à região de produção dos vinhos: a Região Demarcada do Douro. Segue-se a visita às Caves propriamente ditas que finalizam com uma prova de dois Vinhos do Porto da Casa. Este ano, um Porto Tawny Reserva e o Croft Porto Branco. A prova e a visita são grátis e os vinhos dados a provar são bastante aceitáveis. Esqueci-me foi de comprar uma garrafinha de Croft Pink. Fica para outra oportunidade. Recomendo a vossa visita caso ainda não conheçam.

Croft - Visita às Caves do Vinho do Porto

As Caves do Vinho do Porto da Croft situam-se em Gaia, alguns metros rua acima, deixando as margens do Rio Douro para trás. Não foi a primeira vez que as visitei e por certo não será a última. Não porque ao longo dos anos tenha havido grandes alterações e novidades na visita das mesmas mas pelo espaço e pela harmonia do lugar onde sitam.
Estando um pouco mais afastadas do buliço das margens do Rio Douro o sossego também é mais sentido e pode ser apreciado numa fresca e solarenga esplanada ou no interior da mesma num espaço bastante castiço e ideal para provar um Vinho do Porto.
A visita às Caves em si não é de longa duração e começa por uma breve explicação histórica da Croft e do Vinho do Porto, bem como uma natural grande referência à região de produção dos vinhos: a Região Demarcada do Douro. Segue-se a visita às Caves propriamente ditas que finalizam com uma prova de dois Vinhos do Porto da Casa. Este ano, um Porto Tawny Reserva e o Croft Porto Branco. A prova e a visita são grátis e os vinhos dados a provar são bastante aceitáveis. Esqueci-me foi de comprar uma garrafinha de Croft Pink. Fica para outra oportunidade. Recomendo a vossa visita caso ainda não conheçam.

sábado, 19 de junho de 2010

Wine O'Clock Lisboa: Prova com Cristiano Van Zeller

No passado dia 18, pela 19 horas na Wine O'Clock de Lisboa, foi dia de prova de vinhos com Cristiano Van Zeller. Cristiano Van Zeller tem já a sua marca na produção de vinhos do Douro, caracterizado pelo cunho pessoal e inovação que imprime aos seus vinhos que nada mais reflectem que a sua personalidade e prazer na produção destes verdadeiros néctares.
A prova começou por uma pequena introdução do próprio Van Zeller aos vinhos que iriamos provar e, por incrivel que pareça, até as terrivéis vuvuzelas foram chamadas à conversa antes da prova realmente começar.
Os vinhos a prova e preços na Loja Wineclock : Van Zellers Branco 2009 (8,75€), VZ Van Zellers Branco 2008 (24,35€), Rufo Tinto 2008 (8,75€), Van Zellers Tinto Reserva 2008, Quinta Vale D. Maria Tinto 2007 (24,50€), Van Zellers Rosé 2009 (8,75€), Vale D. Maria Reserve Porto (18,45€) e o VZ Porto Tawny 10 anos (18,95€). O Rufo 2008 ainda não se encontra à venda devido à aprovação do rótulo, mas não deve demorar muito a aparecer nas prateleiras da loja.
Quanto aos vinhos deixo de forma sucinta a minha singela opinião. Começámos pelo Van Zellers Branco 2009, de cor amarela bem clara e límpida, aroma citrino reconhecendo-lhe algumas notas de fruta mais doce. Na boca assume uma presença suave, de acidez reduzida e fresco. Um final de boca citrino. De seguida subimos na gama e surgiu nos nossos copos o VZ Branco 2008. Adorei o aroma. É bastante intenso, com muita fruta, abacaxi e alperce. Na boca demonstra ser mais complexo que o anterior, com equilíbrio e qualidade suficiente para fazer dele uma óptima escolha para uma refeição de Peixe grelhado. Passamos depois para os tintos com o Rufu 2008, um vinho com uma cor rubi bem definida, aroma com alguma intensidade a frutos vermelhos maduros. Na boca, apesar de uma nota inicial de adstringência, parece depois ganhar mais vida com o passar do tempo na boca e no copo. Taninos marcados e final de boca agradável. Continuámos com o Van Zellers Tinto 2008 Reserva que inicialmente, no nariz parecia quase não ter aroma. Achei estranho. Mas conforme foi abrindo começou a tornar-se mais presente e agradável a fruta vermelha bem madura. Na boca denota ser um vinho complexo, vivaz, de taninos bem presentes e com pujança para aguardar mais um tempo em garrafa. De seguida tivemos aquele que na minha opinião foi o melhor vinho da prova. O Vale D. Maria Tinto 2007. De cor purpura, no nariz apresenta um aroma intenso a fruta vermelha já bem madura, com notas de madeira e alguma baunilha. Na boca é uma maravilha. Taninos suaves, com corpolencia e equilíbrio, quase mastigável. É um vinho guloso e tem um final de boca muito prolongado. Depois provamos o Van Zellers Rosé 2009, um vinho jovem, de cor rosa/alaranjada clara e um aroma a fruta vermelha doce como a groselha. Na boca é fresco e de nível de acidez médio. Não há muitas notas de surpresa. É um vinho Rosé. Por fim passámos para os Portos. Primeiro o D. Maria Reserva, que segundo Van Zeller é um vintage, mas que assim não pode ser chamado. É bastante doce no inicio o que pode causar algum enfado, mas tem uma continuidade na boca muito boa. De seguida o VZ Porto Tawny 10 anos, menos doce que o anterior e mais equilibrado, sendo também uma boa escolha para quem gosta deste tipo de vinho.

Wine O'Clock Lisboa: Prova com Cristiano Van Zeller

No passado dia 18, pela 19 horas na Wine O'Clock de Lisboa, foi dia de prova de vinhos com Cristiano Van Zeller. Cristiano Van Zeller tem já a sua marca na produção de vinhos do Douro, caracterizado pelo cunho pessoal e inovação que imprime aos seus vinhos que nada mais reflectem que a sua personalidade e prazer na produção destes verdadeiros néctares.
A prova começou por uma pequena introdução do próprio Van Zeller aos vinhos que iriamos provar e, por incrivel que pareça, até as terrivéis vuvuzelas foram chamadas à conversa antes da prova realmente começar.
Os vinhos a prova e preços na Loja Wineclock : Van Zellers Branco 2009 (8,75€), VZ Van Zellers Branco 2008 (24,35€), Rufo Tinto 2008 (8,75€), Van Zellers Tinto Reserva 2008, Quinta Vale D. Maria Tinto 2007 (24,50€), Van Zellers Rosé 2009 (8,75€), Vale D. Maria Reserve Porto (18,45€) e o VZ Porto Tawny 10 anos (18,95€). O Rufo 2008 ainda não se encontra à venda devido à aprovação do rótulo, mas não deve demorar muito a aparecer nas prateleiras da loja.
Quanto aos vinhos deixo de forma sucinta a minha singela opinião. Começámos pelo Van Zellers Branco 2009, de cor amarela bem clara e límpida, aroma citrino reconhecendo-lhe algumas notas de fruta mais doce. Na boca assume uma presença suave, de acidez reduzida e fresco. Um final de boca citrino. De seguida subimos na gama e surgiu nos nossos copos o VZ Branco 2008. Adorei o aroma. É bastante intenso, com muita fruta, abacaxi e alperce. Na boca demonstra ser mais complexo que o anterior, com equilíbrio e qualidade suficiente para fazer dele uma óptima escolha para uma refeição de Peixe grelhado. Passamos depois para os tintos com o Rufu 2008, um vinho com uma cor rubi bem definida, aroma com alguma intensidade a frutos vermelhos maduros. Na boca, apesar de uma nota inicial de adstringência, parece depois ganhar mais vida com o passar do tempo na boca e no copo. Taninos marcados e final de boca agradável. Continuámos com o Van Zellers Tinto 2008 Reserva que inicialmente, no nariz parecia quase não ter aroma. Achei estranho. Mas conforme foi abrindo começou a tornar-se mais presente e agradável a fruta vermelha bem madura. Na boca denota ser um vinho complexo, vivaz, de taninos bem presentes e com pujança para aguardar mais um tempo em garrafa. De seguida tivemos aquele que na minha opinião foi o melhor vinho da prova. O Vale D. Maria Tinto 2007. De cor purpura, no nariz apresenta um aroma intenso a fruta vermelha já bem madura, com notas de madeira e alguma baunilha. Na boca é uma maravilha. Taninos suaves, com corpolencia e equilíbrio, quase mastigável. É um vinho guloso e tem um final de boca muito prolongado. Depois provamos o Van Zellers Rosé 2009, um vinho jovem, de cor rosa/alaranjada clara e um aroma a fruta vermelha doce como a groselha. Na boca é fresco e de nível de acidez médio. Não há muitas notas de surpresa. É um vinho Rosé. Por fim passámos para os Portos. Primeiro o D. Maria Reserva, que segundo Van Zeller é um vintage, mas que assim não pode ser chamado. É bastante doce no inicio o que pode causar algum enfado, mas tem uma continuidade na boca muito boa. De seguida o VZ Porto Tawny 10 anos, menos doce que o anterior e mais equilibrado, sendo também uma boa escolha para quem gosta deste tipo de vinho.

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