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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

#Daowinelover Meeting | Prova Especial CEN

A prova de vinhos especial da CEN (Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão - Nelas) foi sem dúvida um dos pontos altos do #Daowinelover Meeting. Para além do prazer de uma prova cheia de História foi com grande atenção que todos seguimos as palavras do Engenheiro Jorge Brites. Uma verdadeira aula acerca do vinho do Dão. Arrebatou a audiência com a forma comunicativa e cativante com que se dirigiu a todos.
Aqui foram provados e comentados os seguintes vinhos:

1964 | Branco | CEN | Encruzado, Bical, Malvasia Fina, Cerceal
Cor amarelo palha com nuances levemente douradas. Aspecto limpo e cativante. Nariz com muito fruto seco, avelãs e nozes, fruta passa, uva branca passa, notas meladas. Boca com uma vivacidade surpreendente para a idade, acidez estupenda e ainda uma presença fresca que causou surpresa. Final para relembrar. 

1974 | Branco | CEN
Cor amarela citrino, com laivos dourados, evoluído, aspecto límpido. Nariz menos exuberante que o anterior  com uma década mais velho, mas com o mesmo perfil da fruta seca e traços melados. Na boca contnuamos com um branco muito vivaz para idade do rótulo. Adiciono mais elegância e fruta citrina fresca. 

1992 | Branco | CEN | Encruzado, Malvasia Fina, Bical, Cerceal, Uva Cão
Cor amarela definida, citrino com nuances douradas, límpido e brilhante. Aromas frutados, de média intensidade, ligeiras notas a uva passa, fresco e elegante, muito complexo. Na boca apresenta-se redondo, ligeira untuosidade, fruta mais domada, mais pastoso. Nota-se mais o álcool, com a acidez a equilibrar muito bem o conjunto.

1971 | Tinto | CEN
Cor vermelho tijolo, aspecto límpido. No nariz surge com boa intensidade, ligeiros animais que vão passando com o tempo no copo, necessita claramente de tempo. Na boca destaque para o pontapé seco, sequinho, com acidez alta a controlar bem todo os pontos do vinho. Encorpado e com final persistente.

1987 | Tinto | CEN
Cor bonita, cativante ao olhar, brilhante, de média concentração, limpo. Nariz directo, limpo, boa fruta, ligeiras notas de evolução. Boca redonda, pujante de vida, grande acidez, enche por completo a boca, praticamente mastigável. Final de perder de vista.

1996 | Tinto | CEN | Touriga Nacional
Cor rubi a cair para um granada de média concentração e de aspecto límpido. Nariz delicado, aromas a fruta vermelha madura, engraçado toque a casca de queijo, notas florais, muito elegante. No palato surge corpulento, com boa acidez, a encher as papilas gustativas, com a fruta ainda bem presente. Um grande vinho que pede gastronomia.

1998 | Tinto | CEN
Cor rubi de média concentração, aspecto limpido e cativante. Aroma perfumado com notas de baunilha a aprecerem ainda antes de encontrarmos a fruta, tapando-a um pouco. Na boca brinda-nos com bom corpo, redondo, notas de fruta e madeira - carvalho- em perfeita harmonia, muito equilibrado. Final de boca longo.

Recuando no tempo cerca mais de 40 anos é interessante verificar que quer nos brancos, como nos tintos existem linhas condutoras sempre presentes. O perfil consegue ser seguido ao longo do tempo. Para além disso a longevidade destes vinhos é espantosa.

domingo, 27 de janeiro de 2013

#Daowinelover Meeting

Nascido do querer e paixão pela região do Dão de Miguel Pereira e Rui Massa (Pingus Vinicus), dois Wine Bloggers portugueses, o grupo do facebook #daowinelover fez ontem nascer também o primeiro evento de sua organização: o #daowinelover meeting.

O objectivo foi reunir num único local da região do Dão o maior número de produtores de vinho do Dão, o maior número possível de enófilos e de amantes do vinho do Dão e dar a conhecer uma região vitivinicola tantas vezes menosprezada, mas que produz dos melhores vinhos de Portugal.
O evento decorreu na Casa da Passarella onde se reuniram, aos cerca de 30 produtores que aceitaram o convite, mais de uma centena de amantes do vinho do Dão. A entrada para o evento era tão somente uma garrafa do Dão, vinho branco, tinto, rosé, espumante ou de outro tipo qualquer que seria posteriormente colocado à disposição de todos os participantes para prova. O resultado foram cerca de 150 vinhos de diferentes tipos, diferentes anos e valor e uma oportunidade única para que num só dia se pudessem ter as mais variadas experiências do Dão proporcionadas pelo próprio consumidor.

Por outro lado, estavam também à disposição de todos os presentes para prova uma selecção cuidada de diferentes vinhos de cada produtor onde as novidades, alguns Tops e singelas raridades ocupavam natural lugar de destaque.
Para cereja em cima do bolo foi ainda organizada uma prova de vinhos especial da CEN onde em duas concorridas sessões se ficou a conhecer um pouco mais a história do vinho do Dão e onde se puderam provar autênticas relíquias de um espólio tão rico como o do CEN.

O sucesso deste evento teve no entanto uma fórmula bastante mais simples e inovadora. O carácter informal e despreocupado com que cada prova decorria, cada conversa começava e cada dialogo era mantido mostrou-se deveras diferenciador e marcante ao longo de todo o dia. Uma autêntica família no Dão.

Bastava tomar atenção a cada pormenor. As faces que expressavam satisfação; ouviam-se por vezes gargalhadas sonoras; desenrolavam-se conversas esclarecedoras e educativas; surgiam brindes espontâneos. A vós o meu brinde. Miguel Pereira, Rui Massa, Paulo Nunes e Casa da Passarella os meus parabéns por um dia que certamente tão depressa não será esquecido. Os meus parabéns por toda a organização, planificação e logística e os meus parabéns por convencerem cerca de 150 pessoas a visitarem a região do Dão. Ficamos todos a aguardar nova iniciativas.

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