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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tinto: Beber à Temperatura Ambiente

O vinho tinto deve ser bebido à temperatura ambiente. Sempre ouvi dizer assim. Colocar o vinho tinto no frigorífico é arruinar o vinho. Quem faz isso não gosta de vinho tinto, mas de sumo de uva fresquinho. Que bebam sangria que ao menos não estraga vinho. Quem nunca ouviu uma destas? De onde veio esta máxima? Fará ainda algum sentido nos dias de hoje?
Ao pesquisar um pouco pela net (sim, utilizei a técnica Googling), encontrei uma explicação, dita como "histórica", que aponta para o facto de na Velha Europa, por exemplo em países como França, Itália, Espanha, Alemanha e Portugal, o vinho seria guardado em adegas subterrâneas, muito frias e que, para ser correctamente bebido e apreciado, teria de ser trazido à temperatura ambiente algum tempo antes. Faz todo o sentido.
Mas hoje as circunstâncias são um pouco diferentes. Evidentemente que ainda existem as adegas abaixo da superfície, todavia a grande fatia do consumidor de vinho de hoje em dia não tem uma adega desta capacidade ao seu dispor, aliás a grande parte não tem adega de qualquer tipo. Utiliza-se a despensa da cozinha, a garagem, a arrecadação, a sala de estar ou aquele espacinho tão interessante ao lado da lareira. Também os usuais locais de consumo não têm estas condições. Muitos em Portugal ainda se limitam a colocar as garrafas de vinhos em locais de máxima exposição para o cliente, sob focos de luz ardente ou sob o sol quente que os ilumina através de uma qualquer montra bem trabalhada visualmente. Por outro lado, quando se apresenta o vinho ao cliente à temperatura correcta, obra cuidada de bons gestores de garrafeiras com a precisosa ajuda das agora tão famosas garrafeiras eléctricas, eis que surge o sensaborão comentário de que o vinho está fresco por parte do bebedor mais entendido. Pudera! Se a temperatura da sala for de 24º ou mais graus, qualquer vinho a 15º, 16, ou 17º vai parecer ligeiramente fresco.
Experimentem beber um tinto à temperatura ambiente durante o dia de hoje. Que néctar dos deuses deverá ser.
Vejo cada vez ser mais necessária uma aproximação educacional do vinho ao consumidor. Aproximá-lo. Com acções de esclarecimento. Quer nos locais de venda, quer na restauração quer em serviços que levam a casa do consumidor o querer e saber beber o vinho de forma a que o possa apreciar no máximo da sua plenitude. Um consumidor esclarecido consome mais e melhor. A temperatura do vinho é apenas um dos pontos que devemos ter em atenção e tão simples de seguir. Em casa, uma das opções para um dia de calor como o de hoje, caso opte por beber um tinto, coloque-o 5 a 10 minutos antes de o consumir na prateleira da porta do frigorífico, depois ao retirá-lo, com a palma da mão da garrafa verifique se existe se esta arrefeceu. Se não tiver um termómetro de vinho para  confirmar, pode ter a certeza que este estará sempre mais perto da temperatura ideal do que estava. Um brinde!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Wine Spectator: WTF???

Normalmente a esta hora já estaria no mundo dos sonhos, mas o que o corpo quer a mente nega e faz-me continuar acordado a pensar nas classificações recentemente atribuídas por esta revista aos vinhos portugueses. Olho para a lista, faço scroll down e up, vejo e revejo e sinceramente não consigo compreender nem as avaliações atribuídas nem os critérios utilizados para chegar às mesmas.
Parece que houve alguma intenção deliberada de fazer com que assim fosse, parece, não digo que tenha sido, como também não costumo afirmar que existem bruxas mas....
As revistas têm cada uma a sua bitola, bem sei, mas como comunicação social que são deviriam primar por acções sem mácula, livres de dúvidas e situações menos claras. Estas é uma delas. Alguém me ajuda a compreender que eu sinceramente ainda não cheguei lá?
Será esta mais uma importante decisão inserida no plano da Troika para nos deitar abaixo num mercado onde Portugal começa a dar cartas? WTF?

terça-feira, 10 de julho de 2012

A Crise e a Relação Qualidade-Preço no Vinho

A crise tem sido mote para se pintar dos quadros mais negros que se podem pintar, para destruir sonhos, potenciador de refazer de planos de vida, enfim, um sem número de cenários negativos que a todos toca e que não tem data prevista para terminar. 
Também assim parece ser no que ao Vinho concerne. Há cada vez mais produtores com dificuldades, ouvem-se cada vez mais histórias de possíveis abandonos da actividade, mas no que ao consumidor respeita, ouve-se cada vez mais a frase: -"Um vinho com um boa relação qualidade-preço" e a sensação de que agora é que podemos comprar tudo e mais alguma coisa porque estão todos a preço de saldo. Não será bem assim porque é preciso separar o trigo do joio.
O preço de venda dos vinhos tem na maioria dos casos baixado, é verdade,  mas é com alguma preocupação que vejo que o mote relação qualidade-preço é cada vez mais usado com o único propósito de vender em grande escala, principalmente em Hipers, e cada vez menos no verdadeiro sentido do que deve significar esta relação.
Até do Don Simon, um vinho de nuestros hermanos do qual não ouso voltar a repetir uma experiência de prova, já ouvi um comercial dizer que se tratava de um bom vinho espanhol e, lá está, "com um boa relação qualidade-preço". Caramba pá!
Espero que esta moda não pegue e que nunca Portugal tenha um vinho "com um boa relação qualidade-preço", como este Don Simon. Portugal tem muitos vinhos de excelência neste capitulo, não usem é o chapéu para tudo o que parece ser vinho.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Blogger | Ser Ou Não Ser? Eis a Questão.

 
Nos últimos dias, em virtude de Jamie Goode, também ele autor de um Blog de Vinhos, ter dito a seguinte frase, "Blogging is dead! People now realise that a blog is just one of many communication tools. I blog, but I'm not a 'blogger'.", voltei a ouvir falar de um tema que de vez em quando volta a ser assunto em terras lusas. Afinal, faz ou não sentido intitular-me de Blogger Vínico? A questão é um pouco matreira, quiça um pouco filosófica, mas tem a sua razão de ser principalmente se olharmos à evolução dos social media disponíveis e a facilidade com que cada vez mais podemos aceder a cada um. Como diz o João Pedro Carvalho no seu Copo de 3, quando muitos de nós começámos já a alguns anos atrás, ser autor de um Blog era o must, o máximo dos máximos dos social media para divulgar uma simples opinião ou conteúdos complexos acerca de que tema fosse. Não vou tão longe com tu JPC. Deixei de ser Blogger?, I don't think so! Também no Pingas No Copo se toca recentemente neste tema no seu último post. Ao de leve, mas está lá. O ponto de foco então era o Blog e hoje o que somos?
A verdade é que hoje, o dito Blogger, tem para além do Blog uma página no facebook, um conta no twitter, um scoop.it, uma newsletter e mais não sei quantas formas de efectuar a sua comunicação. A este tipo de "comunicador" poderemos apenas chamar-lhe Blogger? Será este sujeito um Blogger? Nos cartões que alguns de nós temos poderemos sem pudor alterar o titulo para freak dos social media? Algo mais soft?
Ou nada disto realmente interessa? É que esta hipótese também pode fazer sentido. 
Sem querer cair no abismo de se voltar a questionar o que é no fundo um Blogger Vínico, considero que alguma coisa está a mudar neste âmbito. O actual Blogger tem um papel a interpretar nesta questão, assim como o produtor que parece procurar cada vez mais neste meio divulgar os seus produtos.
O Blogger ainda cá está, mas sem dúvida que está a nascer um novo bicho, um ser mutante com outros poderes para além do simples Blog. Vou aguardar com interesse o desenvolvimento dos próximos episódios.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Do You Wine Walk?

Em Novembro do ano passado, com a aproximação do Addega Wine Market, o Paulo Coutinho lançou um desafio. Efectuar um Wine Walk durante o evento liderado por Bloggers. Gostei da ideia e um pouco sem pensar respondi: - Conta comigo!
As regras eram simples e directas. Da lista de vinhos/produtores existentes e previamente disponibilizada pelo André Ribeirnho, seriam escolhidos 6 vinhos de, preferencialmente, 6 produtores diferentes e que se enquadrassem numa temática, por exemplo, melhor qualidade-preço, novidades, a minha selecção, etc. Seria definido com antecedência o percurso a tomar durante o evento, estabelecido o ponto de encontro e marcada a hora de inicio. A bem de se conseguir um nível de diálogo interessante e dinâmico o número de participantes seria limitado a 10. Posso dizer que foi gratificante e que só estou à espera do próximo evento do género e fazer o WineWalk 2.0 com algumas melhorias em relação a este.
Todavia, o que me fez reavivar este momento foi o artigo hoje publicado pelo Hugo Mendes no The Wizard Apprentice acerca do Summer WineMarket 2012 e da discussão que este despoletou acerca deste tipo de viagem enoturistica por entre bancadas de vinhos dos produtores.
Na minha opinião, este é sem dúvida uma acção em que se deve apostar, desenvolver e inovar ainda mais em relação à experiencia anterior. Os Bloggers são, sem dúvida, um dos intervenientes no mundo do vinho que mais podem dar ao despontar desta iniciativa nos eventos em Portugal. Gostam de comunicar, de transmitir conhecimento e de receber conhecimento. É isto que o Wine Walk deve ser. Liderado por um, mas com intercâmbio de experiências e conhecimento.
Gostaria que os Bloggers pensassem nesta hipótese como um "(...) dar vida às palavras (...)" que dia após dia se escrevem nos Blogs. Que tal agregarmos Blogs nesta ideia? Cada Blog escolhe um tema e 6 vinhos, com horários diferentes e temos num dia diversas perspectivas, dentro do mesmo evento e com a possibilidade até de cada blogger ir aos Wine Walks dos outros... se assim o entender. O que acham?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Vinho Artesanal?

A semana passada tive a oportunidade de provar um vinho ao qual posso chamar de artesanal ou também vinho do desenrasco. A ideia de que qualquer um pode fazer uns litros de vinho foi-me vendida num ápice. A receita parece ter sido simples. Cachos de uva já colhidos tardiamente, castas de uva branca e tinta sem a mínima noção de que tipo de castas estariam no lotes, pisa em recipientes plásticos de larga capacidade e estágio em barrica de pvc por cerca de 3 meses. Ufa, isto de fazer vinho parece obra simples. Até parecia pelo que fui ouvindo. A curiosidade de conhecer o resultado ia aumentando.
Dos presentes que já haviam provado e bebido esta colheita de 2011 a percepção era unânime. Um vinho pouco encorpado, boa cor, leve, com pouco álcool e que parecia um sumo de fruta com algum grau alcoólico. Um experiência engraçada a repetir, com melhores resultados, para o ano - disseram bem alto.
Vamos então a isso. Directos para a adega. Chegando lá.... medo! Engarrafado em garrafas de Martini??? Ui, que se me afunila a garganta. Copo com ele. Vamos a isso.
Cor semelhante a um rosé com tonalidades mais escuras, com algumas impurezas, pequenos flocos brancos, estranho, nem quis saber. Aromas químicos, cola, verniz, com intensidade suficiente para cobrir tudo o que pudesse haver ali de suminho de fruta. Nada. Só a bela da cola cristal. Boca também ela desequilibrada, com passagem dos químicos também na boca. Bah. Deixa-me cuspir isto antes que me faça mal. Esqueçam lá o PVC que isso matou o vinho por completo. Engano meu? Continuaram a bebe-lo como se não houvesse amanhã. "Assim é que ele é bom. Levezinho e com pouco álcool." Pois fiquem lá com ele.
É isto o que podemos chamar de vinho artesanal? Penso que não e espero bem que não se pense nisto como uma forma rústica de produzir o próprio vinho. Mas o facto é que há consumidores que o preferem ao vinho de venda. Será mesmo assim? ou apenas areia para os olhos?

domingo, 4 de março de 2012

Garrafeiras On-Line ou Garrafeiras de Rua

Quando começo a pensar nos locais onde hoje posso comprar vinho não posso deixar de equacionar as Garrafeiras On-line em oposição às Garrafeiras de Rua. Não vou considerar neste momento as Garrafeiras de Super ou Hipermercado, embora também em alguns casos também existam online. Vou apenas considerar aquelas garrafeiras no tradicional sentido da palavra. As Garrafeiras de Rua  em oposição, ou não, às On-Line.
A rápida evolução tecnológica e a nossa vida cada vez mais orientada e planificada ao minuto levou a que o comércio virtual pudesse crescer em todo o tipo de mercado e, como não poderia deixar de ser, também no mercado do vinho se verificou um crescente número de lojas a nascer e a convencer.
Na "guerra" entre estes dois tipos de mercado, embora se vejam baixas em qualquer das partes, também é cada vez mais comum ver nascer as Garrafeiras On-Line filhas de Garrafeiras de Rua já existentes e com sucesso. Ambas coexistem, todavia, na maioria das vezes, com regras diferentes. Mas coexistem. Com sucesso. Com compradores que tanto compram na loja física como na On-Line, e com cada vez mais seguidores da compra de sofá. As transacções nunca estiveram tão seguras como agora, os preços são normalmente mais baixos, o acesso é rápido e cada vez com mais oferta, existem promoções só efectuadas nas lojas on-line, por vezes os portes são oferecidos e até aquela especial atenção de sugestão daquele vinho especial também já é acessível via Garrafeira On-Line.
Mas estas são apenas algumas hipóteses para o sucesso do lado do consumidor. E do lado do produtor como é visto este florescimento de Garrafeiras On-Line? Será apenas mais um simples ponto de venda para os seus produtos, mais um pequeno nicho de venda ou para além disso uma nova montra universal com direito a visualizações a nível mundial e com hipótese de venda e publicidade dos seus vinhos em todo o mundo?
Por último, faço uma pergunta a quem me segue e me lê. Costuma comprar em Garrafeiras? On-line ou de Rua? O que o leva a decidir por uma ou pela outra? Qual o futuro de ambas?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Preço e Mais Preços. Metade do Preço? Em Quem Confiar?

Hoje, enquanto folheava as páginas das Revista Visão desta semana, sou surpreendido com uma crónica/nota de prova de José A. Salvador  sob o titulo "Portos, Moscatéis e Madeiras" com alguns espécimes bem meus conhecidos. Um deles ainda bem mais fresco na memória pois comprei-o à pouco mais de uma semana por achar uma excelente compra no capitulo da relação preço/qualidade. Estou a falar do Blandy's Madeira Malmsey 10 anos. Na página 16 do suplemento Visão Sete, o preço para esta garrafa é de 29,90€. Caramba pá. 30€?????? Ou eu enganei alguém ou isto é sem dúvida uma errata pois nos três locais de venda onde aprecei esta garrafa em nenhum passava sequer metade desse valor.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Rolha de Cortiça, Rolha Sintética ou Screw Cap?

Estava eu a preparar um pequeno texto acerca do uso da rolha de cortiça versus a rolha sintética e screw cap quando o Hugo Mendes no seu Blog The Wizard Apprentice publicou "Vedante sintético ou rolha de cortiça?" e veio alterar um pouco a minha opinião acerca do tema. Sim, alterou um pouco. Porque no fundo continuo a ser bastante pro-rolha de cortiça e muito contra screw cap.
Antes de ler o artigo do TWA, tinha um ideia muito definida acerca do assunto. Se um dia fosse confrontado com o poder de decidir entre rolha de cortiça e rolha sintética iria, com 100% de certeza, escolher a rolha de cortiça. Para além do vulgo lugar-comum de que a cortiça é um produto nacional e temos que defender o que é nacional (blá, blá, blá), também a ideia presente de que um boa rolha de cortiça seria sempre o indicado para qualquer tipo de vinho contribuíam para este meu sentido de estabilidade neste pensamento. 
As rolhas sintéticas ainda não as consigo ver como uma opção, embora já tenha levado com elas em alguns vinhos estrangeiros, principalmente brancos, e não tenha visto nenhum impacto negativo no vinho. 
A screw cap apenas a vejo mesmo como uma imposição de alguns mercados, principalmente o do Norte europeu, nada mais. Vamos a ver se alguém me tira esta opinião....
Mas eis que agora entra em campo uma condicional IF que não estava à espera.. E a condicional IF aqui é representada pelo técnico, pelo enólogo. Deve o técnico ter uma palavra a dizer na escolha do tipo de rolha a utilizar? Ou devemos escutar mais o consumidor habitual e continuar a mimá-lo com a tradicional rolha de cortiça?
Penso que continuamos muito ligados à cortiça. Talvez demais para ver o outro lado. Contra mim falo neste aspecto. Sempre que vejo que o vinho que vou abrir não tem rolha de cortiça torço logo o nariz. Com razão?

domingo, 29 de janeiro de 2012

Adegas Cooperativas: O que podemos esperar?

Este fim de semana, após visitar a Adega Cooperativa de Borba, e depois do assentar da poeira que me poderia turvar o discernimento, pude olhar, em jeito retrospectivo cinematográfico, para toda a experiência. A velocidade das imagens foi galopante, todavia, pude perceber a grandiosidade de uma Adega Cooperativa de topo, quer em termos físicos, humanos e qualitativos. Momentos houve em que fiquei de boca aberta (acho que não fui só eu), atónito e siderado. Toda a infraestrutura, controlo de qualidade e produto final. Ainda antes de vós presentear com a reportagem de um dia inesquecível, gostaria de vos deixar uma pergunta. Eu já tenho a minha resposta, mas não posso deixar de vos deixar a questão. Uma Adega Cooperativa pode produzir vinhos de qualidade superior? e ombrear com os grandes produtores nacionais? As Adegas Cooperativas são história do passado ou realidade no presente e auspicioso futuro?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A espreitar 2011

Chega ao fim mais um ano. Em data propicia a balanços posso concluir que o 2010 foi para mim um ano anormalmente intenso no campo enológico, no crescimento como enófilo, no viver de novas experiências e partilhá-las com outros que comungam da mesma Paixão, no aprender e fortalecer-me em conhecimento ou no simples campo de provas regulares. Foi um ano do qual não posso retirar a importante participação e ajuda de alguns produtores, enólogos e comerciais naquele que defino como um projecto pessoal, que cresceu de âmbito e que atingiu todos os objectivos que pensei poder alcançar. O Blog Comer, Beber e Lazer cresceu e tem recebido cada vez mais visitantes e de cada vez mais nacionalidades. Por isso, não quero deixar também de agradecer a todos quantos, de uma forma ou de outra, passaram por cá pontualmente ou se tornaram assíduos leitores. Este mês o Blog recebeu até ao momento cerca de 4500 visitas. Um sincero obrigado.Amanhã será um novo ano. O desafio será maior. O ponto de partida não é igual ao de um ano atrás e o de chegada também não se quer o mesmo. O Blog Comer, Beber e Lazer vai sofrer algumas alterações para acompanhar esta dinâmica de mudança. Conto com todos para a nova etapa. Há ideias novas para os três temas em destaque, há amadurecimento de ideias e há o descartar de algumas que se provou não fazerem sentido. Vamos a isso!

Desejo a todos um Grande Ano de 2011!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

As Horas do Douro - Documentário RTP 2

Assisti ontem, no canal 2 da RTP, ao Documentário "As Horas do Douro" de António Barreto e Joana Pontes e posso afirmar que fiquei surpreendido, um pouco nostálgico, com alguma saudade das experiências que foram sendo relatadas e por algumas pessoas que lá apareceram e que conheço. Este documentário, que se iniciou nas vindimas do ano de 2007 e que terminou em Janeiro de 2009, retrata a cultura do vinho na região duriense, a produção vinícola e as suas gentes ao longo de várias estações do ano. O título "As Horas do Douro", advém daqui mesmo. Segundo António Barreto, "foi concebido como os antigos Livros das Horas da Idade Média, que registavam para os reis e princesas as orações e os trabalhos agrícolas da semana e de cada mês, e muitos deles tinham iluminuras maravilhosas, que davam à vinha um relevo especial”.
Gostei especialmente do ênfase que se coloca nas gentes da "terra", nas suas experiências e vivências, no relatar em primeira pessoa de tudo o que já suaram no Douro e nas vindimas. Do passar das páginas, lentamente. Da presença de alguns dos grande nomes do Douro que acederam a participar neste documentário e dos interessantes planos de imagem, a fotografia, a cor e a banda sonora.
O único senão que coloco neste documentário é a imagem um pouco sombraceira e triste com que alguns planos são apresentados. Talvez dando a ideia de um passado trabalhoso, mas glorioso que aparenta estar neste momento suportado em poucos intérpretes de qualidade suficiente para continuar a fazer do Douro um local de excelência para a produção do vinho. Não acredito nessa imagem. Por um lado porque vivi já algumas vindimas enquanto garoto e pude perceber a alegria que existia em todo o processo. Por outro lado, porque continuo a conhecer "gente da terra" que continua com a mesma Paixão e alegria por esta vida.

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