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domingo, 1 de dezembro de 2013

Luis Pato Maria Gomes 2008 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Maria Gomes
Região: Regional Beiras
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Luis Pato Wines
Preço: 5,50€ vap

Nota de Prova
Escolhido da carta de vinhos de um restaurante a um empregado que me fez cara estranha quando, havendo brancos mais recentes, preferi um de 2008, este mostrou ser tudo o que esperava para a refeição que iria ter. Mais complexo, mais seguro, mais polido e continuando a marcar pela frescura e acidez ideal para uma refeição de sabores mistos. Apresenta cor citrina, aspecto surpreendentemente jovem, poucas notas de ter já esta idade. Aromas limpos, elegantes boa fruta citrina, ligeiro tropical, perfumado e fresco. Boca redonda. Está no ponto. Boa acidez, boa frescura e boa fruta. No fundo, o equilíbrio que diz tudo.

Classificação: 80/100

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Quinta do Ribeirinho Pé Franco, Parte III

"Após grande ansiedade, fizemos a primeira vindima em 1995, 7 anos após a plantação. Em 2006 comemorámos a décima primeira colheita desse arrojo."
in Luis Pato Wines Website

Para terminar a visita em grande nada melhor do que uma vertical do mítico Quinta do Ribeirinho Pé Franco. As garrafas ali, diante de nós, na companhia de Luís Pato, com relato em directo para cada um deles e uma novidade muito, muito limitada do Quinta do  Ribeirinho Pé Franco 2011 de solo argilo-calcário. Alguém quer desvendar o seu rótulo?

Quinta do Ribeirinho 1996 Pé Franco
A segunda colheita. Um vinho a não esquecer. Cor rubi, média concentração, leve nuance atijolada. Aromas com muita cereja madura, ameixa preta madura, muita fruta madura, especiaria fina e fresco. Na boca sente-se ainda uma vida espectacular, taninos presentes e marcantes, guloso e mastigável. Um portento de vinho. Ainda duraria muitos mais anos.

Quinta do Ribeirinho 1999 Pé Franco
Cor rubi de tonalidades impressionantes para a idade. No nariz, em relação ao anterior, mostra-se menos exuberante, todos os predicados do anterior estão lá, mas de forma menos intensa, menos acutilante. No palato mostra volume, quase que se trinca, de perfil seco, com muita fruta fresca. Final longo e cheio de vida. Muitos mais anos pela frente.

Quinta do Ribeirinho 2001 Pé Franco
Cor rubi de média concentração, perfeito, com lágrima espessa. Aromas intensos a fruta vermelha e preta bem madura, com as especiarias e um tostado leve a subirem o conjunto, muito guloso e cheio de frescura. Na boca está com uma finess extraordinária, com taninos presentes, secos, a fruta no sitio, um travo a canela picante. Final de boca que parece não terminar. Não é do outro mundo, é da Bairrada.

Quinta do Ribeirinho 2010 Pé Franco
Cor rubi, intenso, vermelho concentrado. No nariz muita fruta vermelha e preta madura, notas especiadas, atraentes, com madeira bem ligada e tosta leve bem medida. Na boca está redondo, guloso, com volume de boca grandioso. Um conjunto de fruta, especiarias, tosta, frescura e persistência notável. Grandes vinhos.

Quinta do Ribeirinho 2011 Pé Franco (Solo Argilo-calcário)
Cor rubi, intenso e concentrado, com violetas carregados. No nariz, apesar de claramente novo, mostra-se complexo, fruta vermelha madura, toque mineral acentuado, tosta e especiarias em evolução. Na boca surge sumptuoso, pronto a agradar desde já pese embora a sua tenra idade, com muita fruta vermelha fresca e especiados em complemento. O mais polido e pronto a beber e fugindo um pouco `*a linha condutora dos anteriores.   

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Vertical Vinha Formal Branco, Parte II

"Os nossos Vinhos aliam a precisão técnica do Novo Mundo com a tradição secular do Velho Mundo. Em todas as colheitas fazemos algo de novo, e por vezes realizamos alguns dos nossos sonhos."
in Luís Pato Wines Website

Na continuação da visita à Luís Pato Wines, e após conhecermos as instalações e provarmos alguns dos vinhos que nos irão acompanhar num futuro próximo, subimos ao piso térreo para prosseguir a visita com uma vertical de Vinha Formal branco.

A longevidade destes brancos foi colocada à prova e, num misto de surpresa e confirmação das expectativas, foi possível aferir da qualidade, frescura, vivacidade e personalidade destes brancos 100% Bical que desenhariam um sorriso na face de qualquer enófilo do mundo.

Vinha Formal 1998 Branco
Os dourados brilhantes pintam o copo. Cor definida, manga madura e aspecto limpo. No nariz é intenso a fruta amarela madura, ameixas brancas bem maduras acompanhando com fruta seca, notas florais e bons químicos. Na boca está bem definido, linear, com fruta fresca em boa forma, boa acidez, volume e alguma untuosidade. Viciante.

Vinha Formal 2001 Branco
Continuamos nas tonalidade douradas, manga madura, alaranjado definido, de aspecto límpido e sem dúvida cativante. Os aromas surgem agora mais tropicais, com notas de massa de pão e fermento, com notas de nozes em fundo. No boca destaque para o volume, corpulento, largo, com fruta seca e fruta fresca em harmonia. O final afunila um pouco, mas não deixa de surpreender.

Vinha Formal 2003 Branco
Cor amarela, laivos de palha seca, dourados, límpido, com lágrima persistente, chorosa e gorda. Aromas mais quentes e sedutores. Perfil mais floral com notas de fruta amarela - ameixa - fresca. Ligeiras notas de fruta seca. Na boca mostra vivacidade, boa acidez, perfil frutado, com maça verde e alguma secura. Deixa-nos salivar. Deixa-nos pedir por mais. O final é longo.

Vinha Formal 2005 Branco
Último desta série e continuação de um perfil. Sabíamos que não haveria lugar à decepção. Cor de nuances douradas, aspecto límpido e lágrima espessa e definida. Aromaticamente mais delicado, notas florais e de fruta amarela de caroço com menor doseamento que os anteriores, muita frescura. Na boca o mais elegante, menos gordo, com acidez no ponto e de secura média. Linear do inicio ao fim.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Prova de Barricas, Parte I

Criar vinhos para nós não é só uma paixão, é também um prazer. À nossa visão de rigor na forma de os elaborar na adega, junta-se a capacidade criativa própria da origem latina.
in Luis Pato Wines Website

No passado dia 15 de Junho de 2013 a Luís Pato Wines abriu as suas portas para um pequeno grupo de Bloggers. Recebidos com toda a simpatia pelo Eng. Luís Pato, por ele fomos guiados pela Loja da Adega,passando pela garrafeira pessoal e terminado na Adega, por entre as barricas onde descansam os próximos vinhos do produtor.
Aqui, em ambiente informal e percorrendo o nosso trajecto por entre barricas e de copo na mão, pudemos efectuar uma prova aos seguintes vinhos:

Vinha Formal 2012 Branco
Aromas com muita maça verde, nuances a cidra. Boa acidez, com fruta muito elegante e toque de madeira já bem ligada e quase imperceptível no nariz. Está praticamente pronto.

Vinha Pan 2011 Tinto
Este 100% Baga está já num nivel extraordinário. Boa cheia, volumoso, com uma estrutura e acidez brutal, faz-nos salivar. Quase que mastigável. Perdura na boca. Este vai ser para durar muitos anos.

Barrosa 2011 Tinto
No nariz predominando os toques especiados e as notas vegetais. Na boca voltamos a ter um vinho complexo, mastigável, com volume de boca, que causa secura e com taninos marcantes. Ficamos com a boca ocupada por algum tempo.

Pé Franco 2011 (Solo de Areia)
Aromaticamente intenso, com muita fruta vermelha e preta madura, especiado, com notas trufadas leves, complexo. Boca larga, com taninos pujantes, seco, seco, seco e com um final de boca que parece nao terminar.

Vinha Formal TN 2011(Solo Argila)
Aromas com muita sensação de frescura, com notas florais intensas e algum adocicado. O mais polido de todos os que foram provados embora mantenha um perfil seco. Um Touriga Nacional um pouco diferente. De aromas mais terrosos e boca mais seca. Muito fresco, muito intenso.

Uma primeira amostra do futuro já com todas as propriedades e características dos vinhos produzidos nesta casa, a deixarem antever mais uma série de vinhos com reconhecida qualidade.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

TRePA 2008

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Tinta Roriz e Baga
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Quinta do Pôpa, Lda e Luis Pato
Preço: 22 € vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento à Quinta do Pôpa pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Este é um daqueles vinhos que nos fazem companhia antes da refeição, durante a refeição e algum tempo após a refeição. Tem história, curiosidade e isso faz com que um vinho não sirva apenas para beber e falar acerca das suas qualidades, mas sirva também para conversar acerca do que está à volta do vinho.
Em primeiro lugar, este é o nome para comercialização internacional. Em território nacional iremos encontrar o Papo. TRePA para reflectir as junção de TR da casta Tinto Roriz e PA de vinha Pan. Já o Papo, reflete as duas letras iniciais dos nomes dos produtores Pato e Popa. O vinho surge da ideia da dupla de produtores Quinta do Pôpa e Luis Pato em criar um vinho a partir da combinação de duas castas autóctones da região do Douro e da Bairrada, neste caso a Tinta Roriz e a Baga, proveniente da Vinha Pan.
O vinho em si apresenta uma cor rubi concentrada e opaca, com nunaces violetas escuros e de aspecto limpo. Aroma intenso a fruta vermelha bem madura, ameixas pretas, fruta silvestre, amoras, com traço vegetal subtil. Na boca é um ser vivo ainda com muita força. Grande conjugação esta de tinta roriz e baga. Guloso, com bom corpo, muita frescura, com bom balanceamento com o toque da barrica.  Com um final longo e com um final de copo que se transforma em chocolate preto, um perfume a cacau muito interessante.
 
Classificação: 87/100

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Quinta do Moinho 1998

Características
Tipo: Tinto
Castas: Baga
Região: Bairrada
Teor Alcoólico: 13,5 %
Produtor: Luis Pato
Preço: -€ vap

Nota de Prova
Fui à garrafeira e trouxe de lá um vinho do saudoso ano da Expo: 1998. Por norma a Baga é uma casta que evolui bem com o tempo em garrafa e este Quinta do Moinho é disso um bom exemplo. Ainda prenhe de força aromática, terá perdido alguma acidez e corpo, mas ganhou uma elegância requintada. Na boca aparece-nos com uma frescura surpreendente, seco, delicado, com notas de madeira antiga, alguma resina. Valeu a pena guardá-lo.
Classificação: 81/100

BTT 2009

Tenho de confessar que fui primeiramente atraído para este vinho devido ao seu nome: BTT. A minha ligação ao Vinho e ao BTT aguçou-me a curiosidade desta novidade de Luis Pato, tanto que tive de escrever acerca do BTT 2009.
O nome adoptado para este tinto foi BTT porque este é um corte de 1/3 de cada casta portuguesa plantada em solo argilo calcário. Como eu percebo esta ligação. A Baga (B), lote amadurecido em pipo de terceiro ano de carvalho Francês; A Touriga Nacional (T), lote maturado em pipos novos de carvalho Francês; e a Tinto Cão (T) lote guardado em pipo de quinto ano de carvalhoGaulês.
Segundo o produtor, é uma desconstrução da dificuldade de beber um "vinho da Bairrada quando novo sem usar mão de castas Internacionais."
Integra-se na filosofia de que um vinho novo e bebível não necessita de graduação elevada (tem realmente 12,8% e 13% na roupagem). Pode durar, menos que um clássico da região, mas bem mais que outros vinhos famosos deste nosso Portugal, em principio 15 a 20 anos. Destaco ainda a beleza e originalidade do rótulo.
O destino deste vinho é ser comercializado fora de Portugal pelo que por cá só se encontra ao balcão das Adegas Luis Pato, ou seja, tenho que lá passar numa das minha viagens até à Curia. Quando o aquirir colocarei aqui a minha nota de prova.
O PVP é , à porta da adega de 15,0€, com IVA incluso.

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