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domingo, 16 de março de 2014

Quinta da Murta | As Novidades do Produtor da Região de Bucelas

 Manhã chuvosa na visita à Quinta da Murta. Gorada a intenção de conhecer melhor os vinhedos deste produtor de vinhos da região de Bucelas e de deambular um pouco pelo espaço exterior à adega, fica-mo-nos por caminhar por entre uma adega pequena, mas moderna, com o brilho do inox em cada canto, e com um também pequeno mas eficaz parque de barricas tendo em vista o estágio em madeira de brancos e tinto.
O espumante tem também lugar nesta casa onde o Enólogo Hugo Mendes assume uma paixão evidente por este género de vinho. O resultado de alguns anos de trabalho resultou na produção de espumantes branco e rosé.

Por fim, fugindo do pingar da chuva fomos conhecer as últimas novidades desta casa no espaço de loja e provas da Quinta da Murta.

QUINTA DA MURTA ESPUMANTE RESERVA BRUTO 2008 BRANCO
Um espumante com quatro anos de estágio de cor amarelo definido, limpo, de aromas limpos com maçã reineta e algum marmelo, toque mineral. Na boca mousse cremosa, vivo, acidez estaladiça, citrino, limpo, prolongado e fino.
PVP 10€

MURTA ESPUMANTE EXTRA BRUT 2011 ROSÉ
Cor rosada, nuances salmonadas, aspecto limpo, bolha fina e persistente. Aromas florais, leve, muito leve e com alguma fruta vermelha, groselha, notas fermento, finess. Na boca boa cremosidade, limpo, ligeiro travo ácido, vegetal, seco, com boa intensidade e comprimento.
PVP 8€

QUINTA DA MURTA 2012 BRANCO
Cor amarelo citrino, aspecto jovem, muito limpo. No nariz perfil delicado, notas de flores, algum citrino, toque mineral e directo. Na boca acidez equilibrada, vivaz, perfil frutado citrino fresco, travo mineral mais directo, final de boca de média duração.
PVP 7€

 QUINTA DA MURTA CLÁSSICO 2012 BRANCO
Cor amarelo citrino, aspecto jovem, brilhante e limpo. Nariz com pouca intensidade, madeira presente, mas muito fina, escondida, notas florais, fruta citrina, mineral e fresco. Na boca toque mais untuoso, com acidez alta, palpitante, vivaz, ainda novo para quem se habituou a gostar do perfil deste branco, cheiro de fruta citrina sumarenta, com algum corpo, e final de boca longo.
PVP 12€

MURTA TOURIGA NACIONAL & SYRAH 2011 TINTO
Cor rubi intenso, concentrado, de aspecto limpo. No nariz surgem as boas notas a fruta vermelha madura, notas florais bem integradas e alguma especiaria, tosta leve e boa frescura. Boca com estrutura, composto, ligeira untuosidade, boa fruta, madura, suculenta e fresca, alguma rusticidade, com algum vegetal final. Ainda um pouco novo na globalidade. Final de boca longo.
PVP 7€

quinta-feira, 6 de março de 2014

LusoVini e Jantar com Vinhos Pedra Cancela

As antigas instalações da Adega Cooperativa de Nelas são hoje a casa da LusoVini. Preservando o traço original e mantendo viva a história do vinho que ali teve lugar, as antigas instalações, aos poucos, dão lugar a uma infra-estrutura moderna e apta a abraçar os desafios futuros.

A LusoVini afirma-se como Criadora de Marcas, para além, claro, de no mercado aparecer como uma distribuidora de serviço integrado. Fundada e gerida por elementos com fortes ligações à viticultura, enologia, produção e distribuição de vinhos, oferece aos seus representantes toda essa experiência quer no desenvolvimento enológico dos seus produtos quer no marketing e comercialização dos mesmos.

Atenta aos mais recentes desenvolvimentos no mercado mundial de vinhos, a LusoVini desenvolve alguns vinhos com responsabilidade em toda a fileira. Tratam-se de vinhos desenhados desde a vinha até à garrafa final para responderem às últimas tendências que surgem no mercado português e internacional.
A visita ocorreu já a noite havia caído, ainda assim, foi possível verificar todo o trabalho que está a ser feito para que rapidamente toda a infra-estrutura esteja a 100% para que de Nelas, para Portugal e para o Mundo, partam vinhos de qualidade superior das várias regiões de Portugal. 

Acompanhados pelo Administrador da Empresa Casimiro Gomes, pela sua equipa e pelo Produtor e Enólogo João Paulo Gouveia,prosseguimos depois para o espaço onde nos estava reservado um jantar com referências gastronómicas da região que seriam harmonizadas com vinhos Pedra Cancela desde colheitas mais recentes até algumas com alguns anos mais mostrando-se em excelente forma.

Com uma entrada de enchidos da região foi servido o PEDRA CANCELA MALVASIA ENCRUZADO 2012, cor amarelo citrino, quase translúcido, transpira juventude. No nariz sobressaem os aromas citrinos e florais de média intensidade e sem cansar. Na boca mantém o perfil frutado da fruta citrina, toque quase impercetivel do estágio em madeira dá-lhe algum corpo e a sua acidez faz com que se porte muito bem no inicio de refeição.

De seguida, com o bacalhau assado na brasa e servido, como gosto, com bastante azeite, foi servido em primeiro o PEDRA CANCELA SIGNATURA 2012 BRANCO fruto de vinhas velhas com mais de 40 anos e que aqui se mostra como vinho de eleição. Vivacidade, frescura e sumarento. A madeira proveniente do estágio em barrica, embora presente, não marca demasiado nem nariz nem boca. Grande equilíbrio. Com um final de boca cheio de frescura e elegância. Vou gostar de voltar a este branco.

A meio da viagem com o bacalhau alterámos o SIGNATURA e passámos para o PEDRA CANCELA SIGNATURA 2008 TINTO de cor ainda bastante concentrada, fechado e opaco. No nariz é uma verdadeiro desafio, complexo, com muita fruta preta compotada, macerada, notas de cacau e especiaria fina. Delicioso. Na boca uma acidez vivaz que me limpa a gorfura em excesso e me faz comer mais um pouco, opulento e com a fruta no ponto. Está no ponto.

Seguimos para o prato de carne com "notas" de entusiasmo do que viria para acompanhar um entrecosto no forno com arroz de feijão. Duas referências para provar. O PEDRA CANCELA SIGNATURA 2010 TINTO, à semelhança do 2008 a sua cor é de um rubi concentrado, opaco e espesso. Nariz exuberante, a fruta parece querer sair, notas compotadas, muita frescura e pronto a ir à mesa. Na boca apesar de o considerar num patamar elevado e pronto para a mesa prefiro comprar, mais do que uma garrafa, e beber daqui a 2 anos. Se assim já é um prazer, imagino depois de descansar algum tempo em garrafa.

De seguida a surpresa PEDRA CANCELA 2002 TINTO que mostrou estar num momento de forma espectacular. Pena não haver mais pois está vivaz e fresco como se fosse bastante mais jovem. Mais polido e macio, com notas -poucas- da passagem do tempo e guloso. A garrafa foi num ápice. Tenho de ver se encontro alguma destas perdida em alguma garrafeira.

Por último a sobremesa. Pêra Bebeda. Deliciosa e que ligou muito bem com os tintos acima descritos. Tintos para peixe, carne e sobremesa. Versatilidade e qualidade superior.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Tiago Cabaço Wines | Bloggers Provam Blogs

No passado dia 14 de Dezembro, a convite do produtor, rumámos em direcção ao Alentejo para uma prova dos vinhos Tiago Cabaço Wines. O objectivo era fazer uma vertical da gama Blog assim como provar já o mais recente Blog 2011

Em plena adega, com vista privilegiada para Estremoz, decorreu em ambiente informal a prova das últimas colheitas produzidas por Tiago Cabaço. Jovem, descontraído, inovador, apaixonado e transmissor de todos estes atributos para os seus vinhos.
Curiosidade para o facto de numa visita de Bloggers a um produtor de vinhos os aguardados topo de gama do mesmo dêem pelo nome de Blog. Que ocasião mais perfeita do que esta para efectuar uma vertical desta referência?
Em jeito de estágio/preparação, as provas começaram por conhecer melhor as diversas gamas deste produtor para além do topo.

.COM 2012 BRANCO | 4€
Cor amarelo citrino, aspecto límpido. Aroma citrino e fruta tropical, directo, fresco. Boca com volume, acidez e fruta em equilíbrio. Frescura, toque mineral num perfil jovem.

.BEB PREMIUM 2011 BRANCO | 7€
Cor amarelo citrino, aspecto translúcido, limpo e brilhante. Aromas com boa intensidade a fruta exótica, fresco e directo. Na boca encontra-se macio, sedoso, com uma boa untuosidade, com perfil frutado, tropical e fresco. Final de boca persistente.

.COM 2011 TINTO | 4€
Cor rubi de média intensidade, nuances violetas, aspecto jovem. No nariz, de média intensidade, surge a fruta vermelha madura, fruta silvestre, com notas florais e minerais presentes e bem colocadas. Boca pronta. Estrutura e volume médio, perfil frutado com boa mineralidade e frescura. Jovem e pronto a beber.

.COM SYRAH+TOURIGA NACIONAL 2011 TINTO | 5,50€
Cor rubi de média concentração, aspecto jovem com nuances violeta bem definidas. Nariz intenso, floral e com fruta vermelha e preta bem marcada. Notas de algum cacau e vegetal com traço especiado. Boca segura, boa estrutura, com vivacidade, taninos presentes, prontos, com fruta preta bem presente, mineral e fresco. Final de boca longo.

.BEB SELECTION 2011 TINTO | 7€
Cor rubi, média concentração, aspecto limpo e jovem. Aromas com a intensidade da fruta vermelha madura e do floral delicado, com tostado leve, harmonioso, muito fino e com frescura final. Boca cheia, volumoso, ainda um pouco bruto, rebelde, a necessitar de mais um pouco de tempo em garrafa. Tem um final de boca prazenteiro, persistente e muito gastronómico. 

BLOG BIVARIETAL ALICANTE BOUSCHET+SYRAH 2010 TINTO | 25€
Cor rubi, intenso e concentrado no núcleo, mais aberto no bordo do copo, aspecto limpo. Aroma intenso a fruta vermelha e preta, madura e sedutora, com boa tosta, especiado e com muita frescura. Boca cheia de estrutura, volumoso, cheio, a pulsar de vida, pujante, continua à espera que o tempo passe mais por ele. Perfil fruta fresca, guloso, complexo e persistente. 

BLOG BIVARIETAL ALICANTE BOUSCHET+SYRAH 2009 TINTO | 25€
Cor rubi mais aberto, mais evoluído. Nariz intenso, fruta vermelha e preta madura, mas mais gasta e escondida, tosta leve. Boca com estrutura menos complexa que o 2010, como se fosse algo diferente, mais evoluído. Um diferença na evolução de um ano para o outro muito grande.

A partir deste ponto a prova teve uma pausa. Ninguém estava cansado, mas o relógio não deixava de ditar a sua lei e, deste modo, teve então lugar uma visita à adega para quem ainda não tivesse tido o prazer de a conhecer ou que quisesse repetir a experiência e depois, mudar de local de prova, para o centro de Estremoz, no espaço de restaurante do Gadanha Mercearia.


BLOG 2011 TINTO | 25€
Cor rubi, concentrado, intenso, bonitas nuances violeta e vermelhão. Aroma intenso, muita fruta vermelha e preta madura, notas especiadas, tostados leves, toque mineral, fresco. Boca larga, pujante, volume e estrutura. Apesar de ainda precisar de descanso em garrafa está já pronto para a mesa. Final de boca final.

BLOG 2010 TINTO | 25€
Cor rubi, média concentração, aspecto limpo, com tonalidades violeta. Nariz limpo, boa intensidade, fruta vermelha e preta madura muito delicada em proporção, notas especiadas, tosta muito bem integrada. Na boca está perfeito, redondo e polido, taninos gulosos, frescura da fruta, bem definida, com profundidade, intensidade. Um final de boca que dura e dura. Está lindo.

BLOG 2009 TINTO | 25€
Cor rubi de média concentração, nuances violeta e aspecto limpo. Aromas com boa intensidade da fruta vermelha e preta madura, bem ligada com os toques definidos das especiarias, dos tostados, complexo, desafiante. Boca grandiosa, na linha do 2010 e "vice versa", volume, largura, guloso, com boa especiaria, profundo e persistente. Que grande vinho.

BLOG 2008 TINTO | 25€
Cor rubi de média intensidade, continuidade das tonalidades já presenciadas nos anos anteriores. Nariz com a fruta vermelha e preta bem ligada com as notas especiadas e tostadas. Mantém a frescura dos anteriores. Na boca, apesar de parecer mais madurão, continua no mesmo caminho dos anteriores. Macio, sedoso, com fruta definida, prazeiroso, com muita continuidade, persistência, viciante. 

 Um conjunto de vinhos que tem como linha condutora a grande qualidade desde o entrada de gama até ao topo da pirâmide e o potencial de guarda dos Blog surpreende. Na gama Blog até o preço surpreende. O Blog 2010 e o 2009 foram para mim Reis.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Central de Cervejas - Visita ao Berço da Sagres

Recordo bem os tempos idos de viagem em direcção ao Norte, e depois regresso a Lisboa, quando a A1 era única alternativa, e aquela silhueta que marcava o horizonte definia o verdadeiro ponto de saída ou entrada em Lisboa. O Edifício da Central de Cervejas (a Malteria), e que nesse tempo apenas lhe chamava de "A SAGRES".

Posteriormente, devido a razões profissionais, passei a estar bem mais perto desta casa, também fazendo parte e ajudando no sucesso desta marca, mas sem nunca ter tido a oportunidade de conhecer de perto o que faz dela uma bandeira nacional e uma marca histórica portuguesa. 

A Sociedade Central de Cervejas (SCC) nasce em 1934 fruto da associação da Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália, da Companhia de Cervejas Estrela, da Companhia da Fábrica de Cerveja Jansen e da Companhia de Cervejas de Coimbra. Nesta visita foi possível passar pela história da mesma, pelos diversos momentos que a fez crescer e chegar até hoje tal com a conhecemos, aprender acerca dos produtos com que é feita a cerveja na SCC, conhecer os processos, os vários passos até chegar à nossa mesa, loira, preta, ruiva, mas sempre fresquinha.

Neste dia, fomos recebidos e acompanhados, com excelência, pelo Diretor de Comunicação Institucional e Provedor Nuno Pinto de Magalhães, pela Diretora de Relações Públicas Paula Portugal e pela Mestre Cervejeira Maria José Sousa. A visita decorreu de forma interactiva, em certos momentos com todos os presentes a recordar memórias do passado longínquo e mais recente, em outros quase como se estivessemos em plena visita escolar, respondendo a questões e querendo fazer boa figura acerca do que se conhecia. No final, como não poderia deixar de ser, saboreando algumas das cervejas aqui produzidas com os também tradicionais tremoços e outros petiscos tão amigos de uma cerveja bem fresca.

fruto da associação da Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália, da Companhia de Cervejas Estrela, da Companhia da Fábrica de Cerveja Jansen e da Companhia de Cervejas de Coimbra. - See more at: http://www.centralcervejas.pt/pt/sobre-nos/historia.aspx#sthash.is0FTV0z.dpuf
fruto da associação da Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália, da Companhia de Cervejas Estrela, da Companhia da Fábrica de Cerveja Jansen e da Companhia de Cervejas de Coimbra. - See more at: http://www.centralcervejas.pt/pt/sobre-nos/historia.aspx#sthash.is0FTV0z.dpuf
A matéria prima, de importância vital para a qualidade do produto final, sempre produtos naturais tais como a água, a cevada, o lúpulo ou o malte. Apenas produtos naturais entram na confecção das cervejas da SCC. 

A grandiosidade das suas instalações em Vialonga. Continua a ser a única com Malteria própria em terreno nacional e chegou a ser fornecedora de Malte da UNICER. Em Vialonga conta com Malteria, Fermentação, Estágio, Produção, Engarrafamento, Museu, Escritórios, Distribuição, Tratamento de Resíduos... é toda uma pequena cidade destinada à produção de cerveja e outros produtos também aqui produzidos.

O Museu e as peças que o compõem são por si só satisfação garantida no final de uma visita que para alguém como eu conseguiria passar lá dentro um dia inteiro a ver cada objecto e a questionar a razão de ser de cada um e tudo o que o envolve. Vale a pena dar cá um saltinho para uma visita.

Ora, são 200$00 (+- 1 €) de cerveja se faz favor. Dava para a tarde toda.

Sabiam que a Imperial nasce em 1941 como uma marca de cerveja de luxo e que viria mais tarde a ser o nome para a cerveja de barril? Ora aqui está a primeira "máquina" de imperial.

Deixo os dados para a vossa futura visita. Assim não têm desculpas para deixar de visitar uma parte da história de Portugal.

SCC - Sociedade Central de Cervejas e Bebidas S.A.
Morada: Estrada da Alfarrobeira - 2625-244 Vialonga
Tel: 808 204 771
Email: servicoclientes@centralcervejas.pt
Visitas: De Seg a Sex, entre as 9:30 e as 10:30 horas e as 14:00 e as 15:00horas
Site: Sociedade Central de Cervejas

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