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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Prova Quinta do Monte Travesso e "Marta Casanova n.1 - Friends Collection"

A Quinta do Monte Travesso, localizada em Tabuaço, na sub-região do Cima-Corgo, é uma propriedade do Douro de exploração familiar que se dedica ao engarrafamento de vinhos e azeites com a sua própria marca e também ao turismo. As vinhas com cerca de 16 hectares onde predominam castas tintas como a Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Nacional, Touriga Franca e Sousão e as brancas Cerceal, Fernão Pires, Malvasia Fina, Gouveio e Rabigato.
No passado dia 13 de Fevereiro, na Garrafeira Coisas do Arco do Vinho, tive o prazer de provar alguns dos seus vinhos na presença do Sommelier Bruno Antunes e de Marta Casanova que nos brindou com o seu recente projecto muito pessoal com a apresentação do vinho "Marta Casanova n.1 - Friends Collection".

TRAVESSO 2012 TINTO | DOURO | 13,5%
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA, SOUSÃO
Cor rubi concentrado, intenso e de aspecto limpo. Plano aromático intenso, com fruta vermelha madura e fresca, muito directo. Boca com vida, perfil com fruta fresca, pronto a beber, com um travo levemente mentolado e marcado. Acidez equilibrada e final de boca com bom comprimento. Uma escolha para o dia a dia.
PVP 4,50€

QUINTA DO MONTE TRAVESSO 2011 TINTO | DOURO | 14,5%
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, SOUSÃO
Cor rubi intenso, concentrado e fechado no núcleo. Nariz delicado, de media intensidade, com a fruta vermelha madura em primeiro plano e com notas florais e madeira bem integrada. Na boca grande vivacidade, acidez no ponto, taninos marcantes e com força, com muita fruta fresca e bom travo especiado. Final de boca longo. Curioso que os 14,5% passam aqui quase imperceptíveis.
PVP 6,90€

QUINTA DO MONTE TRAVESSO RESERVA 2010 TINTO | DOURO | 14,5%
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, SOUSÃO  
Cor rubi carregada, opaco e de aspecto límpido. No nariz surge a fruta vermelha e preta silvestre bem madura, compotada, com tostados finos, algum cacau e leve especiaria. Complexo. Mais boca temos mais corpo, quase que mastigável, com grande vivacidade e taninos bem marcados. Parece ainda novo, mas está no bom momento. Boca longa e persistente.
PVP 15€

Por fim, apresentação de um vinho que é o culminar de 11 anos de trabalho de Marta Casanova como Enóloga a produzir vinhos no Douro e que agora surge com um com o seu nome. Produção pequena, para beber, como indica no contra rótulo, na companhia de amigos e cuja facturação, 1% da mesma, será doada à associação de recolha de animais abandonados Cãoviver.

MARTA CASANOVA Nº 1 FRIENDS COLLECTION 2011 TINTO | DOURO | 14%
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA
Cor granada intenso, violetas carregados, opaco no núcleo. Nariz no ponto, com muita elegância, notas de  fruta vermelha madura, sempre acompanhada de frescura. Na boca, taninos presentes e marcantes, mas sem se tornarem agressivos ou moles. Mais uma vez muita elegância e frescura. A fruta madura bem presente e bem equilibrado com travo especiado subtil e tostados leves. Final de boca longo, fresco e elegante.
PVP 49,65€

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Prova de Vinhos Lima Mayer - CAV

No passado dia 16-12-2011, estive presente na prova de vinhos da Lima Mayer na garrafeira Coisas do Arco do Vinho com a presença do produtor Thomaz de Lima Mayer. Esta foi a minha primeira prova nesta garrafeira agora sob nova gestão de João Paulo Farinha. Nota-se ainda alguma falta de experiência na condução deste tipo de evento, todavia contrabalançada com muita vontade, muita disponibilidade e coragem no abraçar deste novo projecto. No próximo evento lá estarei outra vez.
A prova de vinhos tinha como especial actractivo o premiado "Petit Verdot" com reduzidíssima produção de apenas 1800 garrafas resultado de uma criteriosa selecção, em que pontuaram os mais exigentes critérios de qualidade. 
Lima Mayer Rosé 2010 (Rosé): Apresenta cor rosada intensa, brilhante e atractiva. No nariz surpreende com a magnifica intensidade a frutos vermelhos fresco de framboesa e morangos. Cheira a Verão. Na boca mostra-se de toque suave, macio, com continuidade da fruta fresca, leve e com um final curto mas muito refrescante. (75/100) 
Preço: 5,80€ 

Lima Mayer Petit Verdot 2008 (Tinto): De cor vermelho escuro, média concentração e de aspecto limpido.Apresenta aromas cheios a frutos pretos, ameixas bastante maduras, amoras silvestres pretas, maduras, maceradas pelas mãos, com tosta e fumados bem casados. Na boca nota de alguma secura inicial, gordo, complexo, enche a boca com toque macio e commuita elegancia. Final longo. Um vinho que estará ainda melhor dentro de um ou dois anos, mas que nos presenteia já com alto nível. (88/100)
Preço: 33€

Lima Mayer Reserva 2007 (Tinto): No copo revela tonalidades de vermelho, granada escuros, não completamente opaco, de aspecto límpido e com lágrima persistente. Nariz rico a fruta silvestre vermelha e preta bem madura, com muita amora, madeira bem casada, perfume levemente floral e cativante. Na boca um vinho com corpo, cheio, com toque de boca macio, pronto a beber e perfeito para guardar. O que fazer? Tem um final de boca longo, ficando notas de cacau, tostados e especiarias no copo vazio e na boca. (91/100).  
Preço: 36€

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Prova de Vinhos Herdade do Peso - CAV

A prova dos vinhos da Herdade do Peso teve lugar na garrafeira Coisas do Arco do Vinho no passado dia 19-10-2011. Esta prova tinha como grande chamariz o Ícone 2007 e não desiludiu. Mais uma prova bem seleccionada pela CAV que contou com a presença de Luís David da Sogrape.
 Actual e contemporânea, a Herdade do Peso produz vinhos do Alentejo, apresentando uma gama muito atractiva e alargada que tenta ir ao encontro das expectativas dos consumidores nos vários segmentos.

Vinha do Monte 2010 (Branco): Um branco do Alentejo que me surpreendeu pela positiva. Com muita frescura quer no aroma, quer na boca. Cor citrina e aromas com equilíbrio entre o cítrico e o tropical. Bom equilíbrio de boca, com alguma complexidade, mas despreocupado.    
Preço: 5,50€ 

Herdade do Peso Colheita 2009 (Tinto): Apresenta cor rubi que demonstra jovialidade, com traços violeta e de aspecto limpido. Nariz com intensos frutos vermelhos maduros, com notas florais e baunilha bem casados. No palato suavidade, nota-se um bom corpo, equilíbrio. Bem feito e pronto a beber. Final longo. 
Preço: 12€

Herdade do Peso Reserva 2004 (Tinto): Ainda com o antigo rótulo prosseguimos com a prova deste reserva de 2004. Cor rubi/purpura já com notas tijolo demonstrativas da sua idade. Aromas intensos a frutos pretos bem maduros, algo especiado. Na boca uma robustez admirável, cheio e quase mastigável. Equilibrado e com final de boca persistente e de grande qualidade.  
Preço: 21€

Herdade do Peso Reserva 2005 (Tinto): Apenas um ano depois temos ainda um vinho diferente. Na cor o tijolo ainda não é presença evidente, embora se percebam uns traços. No nariz a fruta vermelha e preta madura é predominante. As notas especiadas são também sentidas. Na boca boa estrutura, corpulento, com taninos suaves e bem equilibrados. Pareceu-me um vinho muito gastronómico e guloso. Cativa.
Preço: -€

Herdade do Peso Ícone 2007 (Tinto): Um Ícone. Sim. Sem dúvida. Chaga-se a nós com uma cor profunda e concentrada, com ligeiras nuances violeta, límpido e com lágrima muito definida. Aromas de uma exuberância marcante, com frutos vermelho e pretos bem maduros bem presentes, embora o destaque vá para os frutos pretos. As especiarias continuam presentes, mas a caixa de tabaco é agora também sentida. Grande complexidade aromática que se verifica também na boca. Complexo. Grande estrutura e equilíbrio, com muita fruta fresca e um final longo, longo.
Preço: -€

sábado, 15 de outubro de 2011

Prova de Vintages 2009 The Fladgate Partnership - CAV

A prova de Vintages 2009 The Fladgate Partnership reabriu o ciclo de provas na garrafeira Coisas do Arco do Vinho.Um saudoso retorno a uma casa sempre acolhedora, com grandes vinhos e um atendimento tanto familiar como profissional. Quanto à prova, dizer que as casas de vinho do Porto do grupo The Fladgate Partnership declaram 2009 ano Vintage clássico. O Vintage 2009 vem na sequência de três outros Vintages considerados igualmente "extraordinários": Os de 2000, 2003 e 2007. Segundo o director-geral da Fladgate, Adrian Bridge, "é muito raro sucederem-se quatro vintages excepcionais na mesma década". Mas aqui os temos nós em Prova.
Obrigado ao Duarte Fernandes e o Paulo Caldeira pela esclarecedora apresentação efectuada quer aos Vintage em prova quer à nota introdutória relativa ao próprio ano vintage 2009 e pela disponibilidade em proporcionar esta grande prova.

Vintage Romariz 2009: Proveniente de vinhas classificadas com categoria A e indicado com sendo, dos quatro, o vinho fácil e mais rústico. Apresenta cor retinta, opaca com ligeiro rebordo vermelho sangue. Aromas embora um pouco fechados evidentes a frutos negros, fruta jovem e frescura. Na boca surge com alguma austeridade, rústico, com notas de cacau, alguma pimenta, mas muito, muito leve. Directo e pronto para agradar.    
Preço de Lançamento: 39,50€
Vintage Croft 2009: Origem em vinha mais velha que o anterior, na Vinha da  Benedita na Quinta da Roeda.. Cor retinta, muito concentrada. Nariz com boa intensidade a frutos frescos negros, algumas notas de cacau e especiarias. Na boca presença de mais classe,  presença de cacau e pimenta vermelha. Esta última muito bem conjugada com o cacau. Mais elegante, mas à medida que a prova avança sente-se a pimenta e um fervilhar da acidez que nos leva a pensar que este terá muitos anos pela frente.      
Preço de Lançamento: 58,40€

Vintage Fonseca 2009: Aqui participam a Vinha do Rio, da Quinta Panascal, a Vinha da Quinta do Cruzeiro e a Vinha biológica da Quinta de Sta António embora em pequena percentagem.. Grande vinho. Apresenta uma cor preta, opaca, impenetrável. Plano aromático intenso com a fruta preta em destaque, bem casados com notas especiadas, cacau e grão de café. Na boca sente-se a cremosidade, corpolência, untuoso, muito aveludado. Presença do cacau, das compotas de frutos pretos. Um Vintage de Top. Mais um com este nome.    
Preço de Lançamento: 68,70€
Vintage Taylor´s 2009: Fruto do lote proveniente de vinhas da Quinta de Vargellas, da Quinta de Terra Feita e da Quinta do Junco. Apresenta cor retinta, opaca, com ligeiro arroxeado nos bordos. No nariz presença de fruta preta como a amora, a framboesa e a ameixa preta, algumas mineralidade e notas florais bem presentes. Na boca é uma autentica bomba de ligações à fruta preta em compota, com uma pujança e força notáveis. Muita elegância e com um final interminável. O casamento gastronómico com um queijo de perfil forte foi perfeito.
Preço de Lançamento: 68,70€

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Bracelete Termómetro Para Garrafas

A bracelete termómetro para garrafas é mais uma excelente alternativa aos já existente termómetros de copo, ou de laser ou os por infra-vermelhos. Este é de facto muito simples. Basta colocar a bracelete / pulseira na garrafa e após alguns segundos teremos a temperatura do vinho. A margem de erro é de + ou - 1ºC e consegue valores entre os - 6ºC e os 65ºC. Pode encontrar-se à venda, por exemplo, na Coisas do Arco do Vinho.
Aproveitando este tema deixo de seguida um guia apenas de referência para as temperaturas a que deve ser servido cada tipo de vinho.
Vinho Tinto
Jovem: 11º a 14º
Encorporado: 15º a 17º
Reserva: 16º a 18º

Vinho Branco
Leve e doce: 6º a 8º
Jovem, meio-seco, leve, doce, encorporado: 7º a 10º
Encorporado: 10º a 12º

Vinho Rosé
Temperatura ideal: 7º a 10º

Vinho Espumante
Doce: 6º a 9º
Bruto: 6º a 12º

Vinho do Porto
Branco (servido fresco): 6º a 7º
Branco: 8º a 12º
Tawny: 12º a 16º
Vintage: 16º a 18º

Vinho Generoso
Madeira: 10º a 14º
Moscatel: 12º a 14º

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Prova de vinhos Dirk Niepoort - CAV

Hoje estive presente numa das provas mais concorridas que até ao momento participei na Coisas do Arco do Vinho. Quantos estavam presentes? Quem os conseguiu contar? Terão sido 50, 60, mais? Não paravam de chegar. Que romaria. Uma prova de vinhos Dirk Niepoort, com 11 dos seus vinhos presentes e tendo sido excelentemente conduzida pelo Enólogo Luís Seabra. Os meus parabéns à CAV por a ter feito acontecer. Grande forma de concluir o ano de provas.
Tivemos então o prazer de provas os seguintes vinhos: Tiara 2009, Redoma 2009 e Redoma Reserva 2009 nos Brancos; Vertente 2008, Redoma 2008, Batuta 2008 e Charme 2008 nos Tintos; e LVB 2005, Vintage Pisca 2007, Vintage 2007 e Colheita 2001 nos Portos.

Tiara 2009 Branco: Aroma intenso a frutos citrinos, com notas de maça verde, muita frescura que também se reencontra na prova de boca, assim como os frutos citrinos e uma mineralidade notável;
Redoma 2009 Branco: aroma mais complexo com notas de lima-limão, pêssego e alperce maduro. Na boca mantém o estilo de frescura, elegante, fino e com bom corpo e boa presença de boca;
Redoma Reserva 2009: maravilhoso. Apesar de concordar que provavelmente mais um ano em garrafa apenas o tornará melhor é já um branco de elevadíssima qualidade. Aroma muito mineral, fresco e complexo, rico em notas citrinas e fruta como o pêssego e alperce. Na boca relevo para o nível de acidez muito correcto, bem casado com a fruta, com frescura e finura em grande nível. Mais uma vez, apostava em mais uns anos de garrafa;
Vertente 2008 Tinto: um vinho onde a minha maior nota de destaque vai para o equilibrio do mesmo, para a suavidade dos taninos e para o prazer de o beber ainda novo. Ganha também na facilidade com que se bebe e no guloso que é;
Redoma 2008 Tinto: mais vinho que o anterior. Mais complexo, frutos pretos bem maduros, muito carácter. Na boca um vinho que enche a boca, taninos muito bem definidos e integrados e um final de boca delicioso e persistente;
Batuta 2008 Tinto: este um dos meus preferidos da noite. Aromas a fruta preta e vermelha bem madura, com especiarias e notas de fumo. Muita complexidade aromática. Na boca um portento. Fruta, elegância e... muita frescura. Com poder de envelhecimento e a dever poder descansar mais uns anos em garrafa. Apresenta um final de boca longo, longo, longo;
Charme 2008 Tinto: começa por ser diferente na cor. Um Rubi mais claro que o habitual. Os aromas são intensos a fruta vermelha, cerejas. Na boca destaco-o pelas notas de veludo que só tenderão a aveludar ainda mais com o tempo. Como ouvi dizer, chegava-me o vinho e uma boa conversa.

Quanto aos Portos e não querendo particularizar pois foi uma parte da prova um pouco mais corrida destaco o Porto Colheita 2001 pela sua cor tipo tijolo de barro vermelho, alaranjado; pelo aroma a fruta divinal e na boca pelo equilíbrio demonstrado a todo o nível. Fruta e madeira numa grande harmonia e com um final soberbo. Vamos tentar apostar também nestes Portos Colheita.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Prova de Vinhos Poeira com Jorge Moreira - CAV

Participei ontem, 03-11-2010, em mais uma quarta-feira de Grandes Provas na Coisas do Arco do vinho. Desta vez uma prova de vinhos Poeira que estava previsto ser com o Jorge Moreira, mas que devido a problemas pessoais não pode estar presente.
Os presentes, mais uma vez em grande número, teve o prazer de provar: Pó de Poeira Branco 2009, Pó de Poeira Tinto 2007, Pó de Poeira Tinto 2008 (ainda não rotulado) e Poeira Tinto 2008.
Pó de Poeira Branco 2009: ao iniciar a prova deste branco era impossível não pensar no seu antecessor. Todavia, este revelou ser um vinho diferente. Em primeiro lugar bastante mais exuberante de aromas. Mais quente e cheio, com os aromas frutados e algumas notas herbais e de madeira a fluírem naturalmente. Na boca revelou personalidade, fresco e elegante, continuidade da fruta e bom comprimento de boca.
Pó de Poeira Tinto 2007: seguimos para o tinto. Aroma bastante frutado a frutos silvestres bem maduros e bem definidos. A madeira está presente sem marcar demasiado. Na boca demonstra corpo definido, complexidade e equilíbrio notório. Um vinho que mantém frescura, algo untuoso e de uma final de boca muito agradável. Muito correcto e fácil de se gostar embora, está pronto a ir para o copo.
Pó de Poeira Tinto 2008: este ainda não está comercializável e também ainda faltava o rótulo. Ainda a precisar de mais algum tempo em garrafa, apresenta-se ainda um pouco fechado em termos aromáticos e algo cru na boca. Todavia, demonstra já algumas características para mais um bom vinho deste enólogo. Personilidade, equilibrio e muita fruta. Vamos ver daqui a algum tempo se o "teaser" não nos enganou.
Poeira Tinto 2008: por último, um topo, de aromas muito frutados, ao inicio com algumas notas de cacau e com nuances muito próprias de um vinho do Douro. A boca é elegante, com uma acidez diferente dos vinhos do Douro que lhe confere, mais uma vez, personalidade, robustez e de muito bom corpo. O final é bastante extenso, frutado e digno da espera por outro travo. Não digo que não se beba já, mas nas minhas mãos ficaria mais um tempinho na garrafeira.

Prova de Vinhos Poeira com Jorge Moreira - CAV

Participei ontem, 03-11-2010, em mais uma quarta-feira de Grandes Provas na Coisas do Arco do vinho. Desta vez uma prova de vinhos Poeira que estava previsto ser com o Jorge Moreira, mas que devido a problemas pessoais não pode estar presente.
Os presentes, mais uma vez em grande número, teve o prazer de provar: Pó de Poeira Branco 2009, Pó de Poeira Tinto 2007, Pó de Poeira Tinto 2008 (ainda não rotulado) e Poeira Tinto 2008.
Pó de Poeira Branco 2009: ao iniciar a prova deste branco era impossível não pensar no seu antecessor. Todavia, este revelou ser um vinho diferente. Em primeiro lugar bastante mais exuberante de aromas. Mais quente e cheio, com os aromas frutados e algumas notas herbais e de madeira a fluírem naturalmente. Na boca revelou personalidade, fresco e elegante, continuidade da fruta e bom comprimento de boca.
Pó de Poeira Tinto 2007: seguimos para o tinto. Aroma bastante frutado a frutos silvestres bem maduros e bem definidos. A madeira está presente sem marcar demasiado. Na boca demonstra corpo definido, complexidade e equilíbrio notório. Um vinho que mantém frescura, algo untuoso e de uma final de boca muito agradável. Muito correcto e fácil de se gostar embora, está pronto a ir para o copo.
Pó de Poeira Tinto 2008: este ainda não está comercializável e também ainda faltava o rótulo. Ainda a precisar de mais algum tempo em garrafa, apresenta-se ainda um pouco fechado em termos aromáticos e algo cru na boca. Todavia, demonstra já algumas características para mais um bom vinho deste enólogo. Personilidade, equilibrio e muita fruta. Vamos ver daqui a algum tempo se o "teaser" não nos enganou.
Poeira Tinto 2008: por último, um topo, de aromas muito frutados, ao inicio com algumas notas de cacau e com nuances muito próprias de um vinho do Douro. A boca é elegante, com uma acidez diferente dos vinhos do Douro que lhe confere, mais uma vez, personalidade, robustez e de muito bom corpo. O final é bastante extenso, frutado e digno da espera por outro travo. Não digo que não se beba já, mas nas minhas mãos ficaria mais um tempinho na garrafeira.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Prova de Vinhos do Enólogo João Brito e Cunha - CAV

Realizou-se hoje na Coisas do Arco do Vinho uma Prova de Vinhos do Enólogo João Brito e Cunha aos seus Ázeo Colheita Branco 2009, Ázeo Rabigato Branco 2009, Ázeo Reserva Branco 2008, Quinta de S. José Colheita Tinto 2008 e Quinta de S. José Reserva Tinto 2007. Projectos pessoais de João Brito e Cunha onde se apostam em vinhos de qualidade, diferentes, com muita personalidade e garra.
Ázeo Colheita Branco 2009: Viosinho e Rabigato com cerca de 5% de madeira num branco de cor e aromas predominantemente citrinos e notas secundárias florais e minerais. Na boca demonstra frescura, elegância, continuidade de fruta citrina, maça verde. Com boa estrutura e um final longo com bastante frescura.
Ázeo Rabigato Branco 2009: apenas com Rabigato e sem passagem por madeira, apresenta aromas um pouco diferentes do anterior. Ainda citrino, mas mais floral e também mineral. Na boca é mais redondo, mais corpulento mas continuando elegante e com um fim de boca bastante comprido.
Ázeo Reserva Branco 2008: elaborado a partir de vinhas velhas, passou por estágio em madeira de barricas novas e uma parte de barricas usadas. A cor continua a ser citrina mas o aroma é bastante mais complexo que qualquer um dos anteriores, Mais intenso, com fruta citrina e notas especiadas e muita mineralidade. Na boca apresenta-se cheio, untuoso e acidez correcta. Revela grande potencialidade de envelhecimento e sem medo dos anos que podem passar. A frescura continua a ser nota de destaque e puxa a gastronomia.
Quinta de S. José Colheita Tinto 2008: este tinto conseguiu surpreender o meu olfacto. Um conjunto de aromas com a fruta bem madura à cabeça, com notas de frescura, algum mentol, cacau, especiarias e fumados. Na boca um tinto de entrada que bate alguns de topo. Corpo, estrutura, equilíbrio, fruta e um final com persistência admirável. Grande impacto nos meus sentidos.
Quinta de S. José Reserva Tinto 2007: por fim um reserva que já não causou tanta impressão devido a anteriormente termos tido o Colheita 2008. Contudo a mesma personalidade e frescura. Um vinho para apostar para daqui a mais uns anos de garrafa, com um poder de envelhecer bem em potência.
Tal como falado com João Brito e Cunha só é pena haver tão pouco "exemplares" destes verdadeiros néctares por isso é aproveitar enquanto há e nas Coisas do Arco do Vinho... ainda há.

Prova de Vinhos do Enólogo João Brito e Cunha - CAV

Realizou-se hoje na Coisas do Arco do Vinho uma Prova de Vinhos do Enólogo João Brito e Cunha aos seus Ázeo Colheita Branco 2009, Ázeo Rabigato Branco 2009, Ázeo Reserva Branco 2008, Quinta de S. José Colheita Tinto 2008 e Quinta de S. José Reserva Tinto 2007. Projectos pessoais de João Brito e Cunha onde se apostam em vinhos de qualidade, diferentes, com muita personalidade e garra.
Ázeo Colheita Branco 2009: Viosinho e Rabigato com cerca de 5% de madeira num branco de cor e aromas predominantemente citrinos e notas secundárias florais e minerais. Na boca demonstra frescura, elegância, continuidade de fruta citrina, maça verde. Com boa estrutura e um final longo com bastante frescura.
Ázeo Rabigato Branco 2009: apenas com Rabigato e sem passagem por madeira, apresenta aromas um pouco diferentes do anterior. Ainda citrino, mas mais floral e também mineral. Na boca é mais redondo, mais corpulento mas continuando elegante e com um fim de boca bastante comprido.
Ázeo Reserva Branco 2008: elaborado a partir de vinhas velhas, passou por estágio em madeira de barricas novas e uma parte de barricas usadas. A cor continua a ser citrina mas o aroma é bastante mais complexo que qualquer um dos anteriores, Mais intenso, com fruta citrina e notas especiadas e muita mineralidade. Na boca apresenta-se cheio, untuoso e acidez correcta. Revela grande potencialidade de envelhecimento e sem medo dos anos que podem passar. A frescura continua a ser nota de destaque e puxa a gastronomia.
Quinta de S. José Colheita Tinto 2008: este tinto conseguiu surpreender o meu olfacto. Um conjunto de aromas com a fruta bem madura à cabeça, com notas de frescura, algum mentol, cacau, especiarias e fumados. Na boca um tinto de entrada que bate alguns de topo. Corpo, estrutura, equilíbrio, fruta e um final com persistência admirável. Grande impacto nos meus sentidos.
Quinta de S. José Reserva Tinto 2007: por fim um reserva que já não causou tanta impressão devido a anteriormente termos tido o Colheita 2008. Contudo a mesma personalidade e frescura. Um vinho para apostar para daqui a mais uns anos de garrafa, com um poder de envelhecer bem em potência.
Tal como falado com João Brito e Cunha só é pena haver tão pouco "exemplares" destes verdadeiros néctares por isso é aproveitar enquanto há e nas Coisas do Arco do Vinho... ainda há.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Prova Lavradores de Feitoria - Coisas do Arco do Vinho

Hoje, na Loja Coisas do Arco do Vinho, com os comentários do Enólogo Paulo Ruão, teve lugar uma Prova de vinhos da Lavradores da Feitoria, na qual foram servidos o Três Bagos Sauvignon Blanc 2009, o Meruge 2007, o Quinta da Costa das Aguadeiras Tinto 2007 e o Três Bagos Grande Escolha 2007.
Antes de começar, vou mais uma vez dar os meus parabéns à Coisas do Arco do Vinho pela continuidade na aposta em qualidade das provas propostas; dar os parabéns à Lavradores de Feitoria pela comemoração de uma década de vida de um projecto que continua a crescer; e parabéns aos participantes nas provass cada vez mais participativos juntando-se assim à prova dos vinhos a conversa acerca dos vinhos.
Começámos então a prova pelo Três Bagos Sauvignon Blanc 2009. Um vinho de cor citrina, muito limpida e detentor de uma exuberância aromática notável. Adorei. Notas florais e muita fruta tropical madura em destaque, muito elegante. Na boca, o destaque para o equilibrio da acidez com a fruta, com estrutura e corpo perfeitos. Com um final de boca bastante longo, este é um branco a não perder.
Seguimos para os tintos com o Meruge 2007. E que dizer? Detentor de uma cor rubi/violácea escura e com um verdaeiro perfume a fruta vermelha bem madura, revela-se na boca um vinho portentoso, com equilibrio entre a madeira, taninos e acidez em perfeito estado. Muito sedoso no paladar, quase mastigável e dono de um final commmmmprido. Guardar uma destas garrafas para daqui a 2/3 anos é o conselho.
Depois, um vinho oposto ao anterior, todavia na mesma rota de qualidade: O Quinta da Costa das Aguadeiras 2007. Tonalidade vermelha vivaz e intensa, com nariz a fruta, algum chocolate, mas não em excesso, alguma intensidade, mas algo contida. Na boca sente-se um vinho com pujança, de taninos gordos e redondos. Tudo correcto com a harmonia em plano de destaque. Sinceramente mais pronto para o copo que o anterior, mas o ideal serão duas garrafinhas. Uma para beber o quanto antes e outra para daqui a um par de anos... se aguentar a espera.
Por último, o topo da Lavradores de Feitoria. e agora em lançamento: O Três Bagos Grande Escolha 2007. Cor vermelho escuro, profundo, opaco mesmo, revela aromas intensos a fruta vermelha, a especiarias e fumados. Na boca denota força com elegância, corpulento, cheio, com estrutura e complexidade. A fruta continua a aparecer, sempre muito bem casada com a madeira e os seus taninos bem firmes. O final de boca persistiu durante muito tempo, sempre com notas de fruta presentes.
Uma Grande prova com uma longa conversa com o Paulo Ruão e o lembrar de Terras do Douro e de um restaurante: o Restaurante O Artur de Carviçais... marca sempre.

Prova Lavradores de Feitoria - Coisas do Arco do Vinho

Hoje, na Loja Coisas do Arco do Vinho, com os comentários do Enólogo Paulo Ruão, teve lugar uma Prova de vinhos da Lavradores da Feitoria, na qual foram servidos o Três Bagos Sauvignon Blanc 2009, o Meruge 2007, o Quinta da Costa das Aguadeiras Tinto 2007 e o Três Bagos Grande Escolha 2007.
Antes de começar, vou mais uma vez dar os meus parabéns à Coisas do Arco do Vinho pela continuidade na aposta em qualidade das provas propostas; dar os parabéns à Lavradores de Feitoria pela comemoração de uma década de vida de um projecto que continua a crescer; e parabéns aos participantes nas provass cada vez mais participativos juntando-se assim à prova dos vinhos a conversa acerca dos vinhos.
Começámos então a prova pelo Três Bagos Sauvignon Blanc 2009. Um vinho de cor citrina, muito limpida e detentor de uma exuberância aromática notável. Adorei. Notas florais e muita fruta tropical madura em destaque, muito elegante. Na boca, o destaque para o equilibrio da acidez com a fruta, com estrutura e corpo perfeitos. Com um final de boca bastante longo, este é um branco a não perder.
Seguimos para os tintos com o Meruge 2007. E que dizer? Detentor de uma cor rubi/violácea escura e com um verdaeiro perfume a fruta vermelha bem madura, revela-se na boca um vinho portentoso, com equilibrio entre a madeira, taninos e acidez em perfeito estado. Muito sedoso no paladar, quase mastigável e dono de um final commmmmprido. Guardar uma destas garrafas para daqui a 2/3 anos é o conselho.
Depois, um vinho oposto ao anterior, todavia na mesma rota de qualidade: O Quinta da Costa das Aguadeiras 2007. Tonalidade vermelha vivaz e intensa, com nariz a fruta, algum chocolate, mas não em excesso, alguma intensidade, mas algo contida. Na boca sente-se um vinho com pujança, de taninos gordos e redondos. Tudo correcto com a harmonia em plano de destaque. Sinceramente mais pronto para o copo que o anterior, mas o ideal serão duas garrafinhas. Uma para beber o quanto antes e outra para daqui a um par de anos... se aguentar a espera.
Por último, o topo da Lavradores de Feitoria. e agora em lançamento: O Três Bagos Grande Escolha 2007. Cor vermelho escuro, profundo, opaco mesmo, revela aromas intensos a fruta vermelha, a especiarias e fumados. Na boca denota força com elegância, corpulento, cheio, com estrutura e complexidade. A fruta continua a aparecer, sempre muito bem casada com a madeira e os seus taninos bem firmes. O final de boca persistiu durante muito tempo, sempre com notas de fruta presentes.
Uma Grande prova com uma longa conversa com o Paulo Ruão e o lembrar de Terras do Douro e de um restaurante: o Restaurante O Artur de Carviçais... marca sempre.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Prova Quinta do Crasto - Coisas do Arco do Vinho

No passado dia 13/10/2010, na loja Coisas do Arco do Vinho, participei na Prova Quinta do Crasto, excelentemente conduzida pelo Pedro Almeida que nos guiou pelos vinhos da Quinta e por um pouco da sua história. Os vinhos em prova foram: Crasto DOC Branco 2009, Crasto DOC Tinto 2008, Crasto Superior Tinto 2007, Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2008 e o Porto Quinta do Crasto Vintage 2008.
O primeiro vinho dado a prova foi o Crasto DOC Branco 2009 com um aroma bastante intenso a fruta tropical bem madura, com algumas notas citrinas iniciais muito bem integradas. Na boca nota particular para a sensação de equilíbrio e harmonia do conjunto, com uma acidez não muito elevada, demonstrando ser um vinho elegante, muito directo e com um final de médio comprimento.
De seguida, o Crasto DOC Tinto 2008. Um vinho com uma cor violeta escura, com notas aromáticas bem destacadas a frutos vermelhos bem maduros e o floral da Touriga Nacional também com boa presença. Na boca temos mais um vinho correcto, bem equilibrado, com algum corpo, com os frutos silvestres em permanente destaque e um final de boca agradável e de persistência adequada.
O Crasto Superior Tinto 2007 elevou de seguido o patamar de qualidade da prova. Superior no rótulo devido à origem das uvas para produção do mesmo serem de Quintas do Douro Superior, mostrou estar já no ponto para fazer as nossas delicias. Uma cor violeta límpida e brilhante, com aromas intensos a frutos vermelhos e preto e no palato sente-se um vinho corpulento, com os taninos bem presentes, equilibrado com a fruta sempre a acompanhar e com um final de boca com um comprimento bem longo.
Por último, nos vinhos de mesa, o Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2008. Para mim uma prova que perdeu um pouco ao inicio, mas que foi ganhando outra vida ao longo dos minutos em copo. Talvez se tivesse sido aberto com alguma antecedência ou colocado num decanter tivéssemos tido outra oportunidade. Deste modo, apesar da inegável qualidade deste vinho, penso ter estado muito fechado e a necessitar de respirar um pouco. Daqui a alguns anos será uma prova a não perder.
O Porto Quinta do Crasto Vintage 2008 fechou a noite em beleza. Um Porto com uma cor bastante opaca e onde os aromas a fruta vermelha bem madura ou mesmo já compota são Reis. Na boca revela um excelente volume, corpo e uma estrutura bastante firme. Guardem na garrafeira para uma oportunidade especial ou bebam-no já. Gostei e gravei a frase do Pedro Almeida. O Vinho não é um biblot... é para ser bebido.
Os finais de tarde das Quartas-feiras continuam a significar Grandes provas, Grandes vinhos e Grandes experiências tendo como anfitrião esta pequena Grande loja: Coisas do Arco do Vinho.

Prova Quinta do Crasto - Coisas do Arco do Vinho

No passado dia 13/10/2010, na loja Coisas do Arco do Vinho, participei na Prova Quinta do Crasto, excelentemente conduzida pelo Pedro Almeida que nos guiou pelos vinhos da Quinta e por um pouco da sua história. Os vinhos em prova foram: Crasto DOC Branco 2009, Crasto DOC Tinto 2008, Crasto Superior Tinto 2007, Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2008 e o Porto Quinta do Crasto Vintage 2008.
O primeiro vinho dado a prova foi o Crasto DOC Branco 2009 com um aroma bastante intenso a fruta tropical bem madura, com algumas notas citrinas iniciais muito bem integradas. Na boca nota particular para a sensação de equilíbrio e harmonia do conjunto, com uma acidez não muito elevada, demonstrando ser um vinho elegante, muito directo e com um final de médio comprimento.
De seguida, o Crasto DOC Tinto 2008. Um vinho com uma cor violeta escura, com notas aromáticas bem destacadas a frutos vermelhos bem maduros e o floral da Touriga Nacional também com boa presença. Na boca temos mais um vinho correcto, bem equilibrado, com algum corpo, com os frutos silvestres em permanente destaque e um final de boca agradável e de persistência adequada.
O Crasto Superior Tinto 2007 elevou de seguido o patamar de qualidade da prova. Superior no rótulo devido à origem das uvas para produção do mesmo serem de Quintas do Douro Superior, mostrou estar já no ponto para fazer as nossas delicias. Uma cor violeta límpida e brilhante, com aromas intensos a frutos vermelhos e preto e no palato sente-se um vinho corpulento, com os taninos bem presentes, equilibrado com a fruta sempre a acompanhar e com um final de boca com um comprimento bem longo.
Por último, nos vinhos de mesa, o Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2008. Para mim uma prova que perdeu um pouco ao inicio, mas que foi ganhando outra vida ao longo dos minutos em copo. Talvez se tivesse sido aberto com alguma antecedência ou colocado num decanter tivéssemos tido outra oportunidade. Deste modo, apesar da inegável qualidade deste vinho, penso ter estado muito fechado e a necessitar de respirar um pouco. Daqui a alguns anos será uma prova a não perder.
O Porto Quinta do Crasto Vintage 2008 fechou a noite em beleza. Um Porto com uma cor bastante opaca e onde os aromas a fruta vermelha bem madura ou mesmo já compota são Reis. Na boca revela um excelente volume, corpo e uma estrutura bastante firme. Guardem na garrafeira para uma oportunidade especial ou bebam-no já. Gostei e gravei a frase do Pedro Almeida. O Vinho não é um biblot... é para ser bebido.
Os finais de tarde das Quartas-feiras continuam a significar Grandes provas, Grandes vinhos e Grandes experiências tendo como anfitrião esta pequena Grande loja: Coisas do Arco do Vinho.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Prova de Vinhos La Rosa - Coisas do Arco do Vinho

A Coisas do Arco do Vinho brindou-nos hoje com uma prova de Vinhos da Quinta de La Rosa, apaixonadamente apresentada pela Sophia Bergqvist que nos conduziu em primeiro lugar a um breve resumo da História da Quinta de La Rosa e depois no acompanhar comentando dos vinhos Passagem Branco 2009, Passagem Reserva Tinto 2007, La Rosa Reserva Tinto 2007 e La Rosa Porto Vintage 2007. As uvas dos vinhos Passagem, apesar do mesmo produtor, não têm origem na Quinta de La Rosa, mas da Quinta das Bandeiras que foi adquirida no ano de 2006.
Iniciou-se a prova com o Branco Passagem 2009. Um branco de aroma pouco exuberante, mas de uma complexidade aromática bastante interessante. Tal e qual um jogo das escondidas. Ao inicio um pouco de citrinos, com limão e lima, e em pano de fundo um emergir de notas de fruta tropical madura. Muito fresco. Na boca apresentou-se suave, baixa acidez e com um comprimento final considerável. Mais um bom branco a juntar a tantos que ultimanente têm aparecido em Portugal.
De seguida o Passagem Reserva Tinto 2007. Um portento de vinho. Uma cor escura, limpida e aromas a denunciar a casta dominante Touriga Nacional, mas com um equilibrio notável. A madeira, a fruta, o floral toda em perfeita harmonia e, depois na boca, também muito equilibrado e fácil de se gostar. A madeira não se sobrepõe à fruta formando um conjunto quase perfeito. Um final de boca longo, longo e a certeza que daqui a alguns anos ainda estará melhor.
Quase como comparação surge o La Rosa Reserva Tinto 2007. Mesmo ano, mesmo Enólogo, Quintas diferentes e percentagem de cada casta também um pouco diferente. Na minha opinião resultaram num vinho ainda melhor que o anterior. Mais complexo, mais corpo e mais vinho. A minha eleição para este fnal de tarde. O Terroir fez a diferença e a composição do vinho também.
Por último, o Porto Vintage 2007. Na minha opinião a surpresa ou joker da prova. Sinceramente não esperava um Vintage com este toque. Veludo, sem a marca da aguardente vinica, não muito doce, mas primando pelo equilibrio. Talvez o fio condutor a toda a prova. O equilibrio.
Ficou o convite para uma visita à Quinta. Tenho cá a impressão que não vou deixar de o honrar.

Prova de Vinhos La Rosa - Coisas do Arco do Vinho

A Coisas do Arco do Vinho brindou-nos hoje com uma prova de Vinhos da Quinta de La Rosa, apaixonadamente apresentada pela Sophia Bergqvist que nos conduziu em primeiro lugar a um breve resumo da História da Quinta de La Rosa e depois no acompanhar comentando dos vinhos Passagem Branco 2009, Passagem Reserva Tinto 2007, La Rosa Reserva Tinto 2007 e La Rosa Porto Vintage 2007. As uvas dos vinhos Passagem, apesar do mesmo produtor, não têm origem na Quinta de La Rosa, mas da Quinta das Bandeiras que foi adquirida no ano de 2006.
Iniciou-se a prova com o Branco Passagem 2009. Um branco de aroma pouco exuberante, mas de uma complexidade aromática bastante interessante. Tal e qual um jogo das escondidas. Ao inicio um pouco de citrinos, com limão e lima, e em pano de fundo um emergir de notas de fruta tropical madura. Muito fresco. Na boca apresentou-se suave, baixa acidez e com um comprimento final considerável. Mais um bom branco a juntar a tantos que ultimanente têm aparecido em Portugal.
De seguida o Passagem Reserva Tinto 2007. Um portento de vinho. Uma cor escura, limpida e aromas a denunciar a casta dominante Touriga Nacional, mas com um equilibrio notável. A madeira, a fruta, o floral toda em perfeita harmonia e, depois na boca, também muito equilibrado e fácil de se gostar. A madeira não se sobrepõe à fruta formando um conjunto quase perfeito. Um final de boca longo, longo e a certeza que daqui a alguns anos ainda estará melhor.
Quase como comparação surge o La Rosa Reserva Tinto 2007. Mesmo ano, mesmo Enólogo, Quintas diferentes e percentagem de cada casta também um pouco diferente. Na minha opinião resultaram num vinho ainda melhor que o anterior. Mais complexo, mais corpo e mais vinho. A minha eleição para este fnal de tarde. O Terroir fez a diferença e a composição do vinho também.
Por último, o Porto Vintage 2007. Na minha opinião a surpresa ou joker da prova. Sinceramente não esperava um Vintage com este toque. Veludo, sem a marca da aguardente vinica, não muito doce, mas primando pelo equilibrio. Talvez o fio condutor a toda a prova. O equilibrio.
Ficou o convite para uma visita à Quinta. Tenho cá a impressão que não vou deixar de o honrar.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Prova Horizontal Herdade das Servas Touriga Nacional

Hoje, na Coisas do Arco do Vinho, teve lugar uma prova horizontal da Herdade das Servas Touriga Nacional - 2003 a 2006, prova esta conduzida pela equipa de enologia permanente: Luis Mira e Tiago Garcia.
Em primeiro lugar, uma referência para a Loja Coisas do Arco do Vinho, que continua a apostar na divulgação do Vinho, na realização de provas comentadas e pelo próprio espaço em si bem acolhedor e com muitas surpresas nas suas prateleiras.
Depois a prova em si, na qual foram servidos quatro Herdade das Servas Touriga Nacional relativas aos anos de 2003 a 2006.
O 2003 abriu a prova. Um vinho que apesar da sua cor já um pouco marcada pelo tempo exibia a nivel do nariz um leque de aromas bastante exuberante. Frutado e floral no inicio, para um final de prova com notas especiadas, de fumo e algum cacau. Um vinho com estrutura e a convidar a uma nova prova daqui a mais 3 ou 4 anos com a certeza de um envelhecimento de qualidade.
De seguida o 2004, que foi o que mais apreciei, com notas aromáticas já um pouco diferentes do 2003 e a demonstrar na boca a verdadeira diferença. Complexo e estrturado, muito corpulento e pujante de vida. Também aqui a prova mais prolongada fez com que me apercebesse da evolução bastante interessante em copo. Um final onde as notas aromáticas mais fumadas e especiadas se notaram com mais relevância.
Logo depois o 2005. Diferente. Aroma com notas mentoladas a sobresairem do conjunto a transmitirem frescura ao vinho. Talvez um vinho que, numa prova cega, dificilmente o ligaria à Touriga Nacional. Talvez o vinho que tenha ficado em 4º no top da prova. Ainda assim um vinho muito interessante e com um final muito em linha com os anteriores, especiado, fumado, o cacau muito ao de leve e alguma flor de laranjeira.
Por último, o 2006 também ele em sequência do anterior. No primeiro contacto o mesmo aroma mentolado e fresco,, tipo after-eight, mas agora mais exuberante. Nota de relevo para um final onde aparentemente o mentol cai e surge a folha de laranjeira.
Aceitando o repto do Artur Diogo, lá estarei no LX Factory para provar o reserva da Herdade das Servas e o branco... se ainda houver.

Prova Horizontal Herdade das Servas Touriga Nacional

Hoje, na Coisas do Arco do Vinho, teve lugar uma prova horizontal da Herdade das Servas Touriga Nacional - 2003 a 2006, prova esta conduzida pela equipa de enologia permanente: Luis Mira e Tiago Garcia.
Em primeiro lugar, uma referência para a Loja Coisas do Arco do Vinho, que continua a apostar na divulgação do Vinho, na realização de provas comentadas e pelo próprio espaço em si bem acolhedor e com muitas surpresas nas suas prateleiras.
Depois a prova em si, na qual foram servidos quatro Herdade das Servas Touriga Nacional relativas aos anos de 2003 a 2006.
O 2003 abriu a prova. Um vinho que apesar da sua cor já um pouco marcada pelo tempo exibia a nivel do nariz um leque de aromas bastante exuberante. Frutado e floral no inicio, para um final de prova com notas especiadas, de fumo e algum cacau. Um vinho com estrutura e a convidar a uma nova prova daqui a mais 3 ou 4 anos com a certeza de um envelhecimento de qualidade.
De seguida o 2004, que foi o que mais apreciei, com notas aromáticas já um pouco diferentes do 2003 e a demonstrar na boca a verdadeira diferença. Complexo e estrturado, muito corpulento e pujante de vida. Também aqui a prova mais prolongada fez com que me apercebesse da evolução bastante interessante em copo. Um final onde as notas aromáticas mais fumadas e especiadas se notaram com mais relevância.
Logo depois o 2005. Diferente. Aroma com notas mentoladas a sobresairem do conjunto a transmitirem frescura ao vinho. Talvez um vinho que, numa prova cega, dificilmente o ligaria à Touriga Nacional. Talvez o vinho que tenha ficado em 4º no top da prova. Ainda assim um vinho muito interessante e com um final muito em linha com os anteriores, especiado, fumado, o cacau muito ao de leve e alguma flor de laranjeira.
Por último, o 2006 também ele em sequência do anterior. No primeiro contacto o mesmo aroma mentolado e fresco,, tipo after-eight, mas agora mais exuberante. Nota de relevo para um final onde aparentemente o mentol cai e surge a folha de laranjeira.
Aceitando o repto do Artur Diogo, lá estarei no LX Factory para provar o reserva da Herdade das Servas e o branco... se ainda houver.

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