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sábado, 19 de outubro de 2013

Vinhos do Alentejo em Lisboa 2013 | O Alentejo Está Mais Fresco

O Alentejo está mais fresco. Não. Este não é mais uma publicação acerca do iminente aquecimento global. Esta é a conclusão que retiro no final de mais uma edição do evento que reúne em Lisboa o maior número de vinhos e de produtores de vinho do Alentejo. Começam a surgir vinhos diferentes,  com perfis diferentes do clássico alentejano,  novos produtores que arriscam na potencialidade de uma região para oferecer ao consumidor um produto diferenciador e de qualidade.

O evento em si, voltou para o local de onde não deveria ter saído. Este continua a ser, sem dúvida, o melhor local para o mesmo dentro dos que já o acolheram. Amplo, com uma sensação de todos estarmos a viver o mesmo evento,  com actividades paralelas a ocorrerem em locais bem sinalizados, com um espaço lounge que havia desaparecido na edição anterior, com um palco na verdadeira acepção da palavra e com muitos visitantes interessados no vinho do Alentejo.

Quer me parecer que para o ano terão de descobrir um espaço maior ou arranjar um anexo. Apesar de não ter tido acesso a números tenho a minha certeza que os visitantes presentes nesta edição voltaram a superar nova barreira em termos de números. Sem dúvida uma aposta ganha.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

22ª Feira do Vinho do Dão em Nelas

No passado fim de semana tive o prazer de visitar pela primeira vez a Feira do Vinho do Dão em Nelas. Vinho, gastronomia e cultura da região num evento ao ar livre e onde os produtores do Dão marcaram forte presença.
Como pontos fortes do evento destaco, em primeiro lugar, uma tantas vezes esquecida. O copo de prova. Copo de prova adequado, com o custo de 1,5€ e que podia ser devolvido no fim com a devida devolução do valor já pago. Para além disso, para o visitante mais distraído que pudesse não reparar no stand dos copos, foi agradável reparar que todos os stands tinham uma alternativa e ninguém iria ficar sem provar o vinho por causa da falta de um copo.

O lado mais comercial da feira também não foi descurado. Provou o vinho? Gostou do que provou? Pretende comprar o mesmo? Era logo de imediato. Todos os vinhos em prova estavam para venda a preços realmente de feira. Em alguns casos cerca de 30% a 40% de diferença do preço a que habitualmente os vejo nas garrafeiras.

Em termos de número de produtores deparei-me com um número considerável deles presentes, com stands chamativos, com muitos vinhos disponíveis, com muita disponibilidade de todos em receber o visitante e com muita descontracção e informalidade. Assim, o vinho aproxima-se de todo o tipo de consumidor.
O único ponto que gostaria de ver mais desenvolvido numa próxima edição será o de tornar a Feira mais "aberta" ao público externo à região. Apesar de melhor preparado que outros eventos do género temos por vezes a sensação que será mais para consumo interno. Com a estação de Caminhos de Ferro mesmo ali ao lado há que potenciar ainda mais o crescimento da Feira.
Para o ano estou lá outra vez. Tenho de conseguir estar lá mais tempo para juntamente com o vinho provar as delicias culinárias de uma região rica e tantas vezes esquecida. 

Para mais fotos ver aqui.

sábado, 13 de outubro de 2012

Vinhos do Alentejo Em Lisboa 2012: Lavagem dos Cestos

Terminou à poucas horas a quarta edição do Vinhos do Alentejo em Lisboa. Desta vez num espaço pertencente à Fundação Champalimaud que acabou por ser a minha maior desilusão deste ano. Voltarei a este ponto mais lá para o fim do texto.
O Alentejo entrou por Lisboa adentro e foi muito bem recebido. Grande afluência nos dois dias, sendo que no primeiro, que costumava ser mais sossegado, se sentiu também um acréscimo de participantes algo invulgar mesmo logo desde o inicio.  Em relação ao ano anterior verificou-se uma subida no número de produtores presentes para 68 e cerca de 300 vinhos em prova. Sem dúvida uma mostra significativa do que de melhor se faz em termos de vinho e azeite por terras alentejanas.

Como sempre toda a disponibilidade dos produtores e dos seus colaboradores para nos receber como se no Alentejo estivéssemos, todas as dúvidas, todas as palavras, todos os sorrisos e atenção. Há simpatia que por vezes vale mais do que provar todos os vinhos e, assim sendo, do que provei e ainda não conhecia destaco Monte dos Cabaços Reserva 2005, Margarida Encruzado 2009 e 2010, o GA Alfrocheiro 2009, Quinta do Carmo Reserva 2009, o Herdade das Servas Vinhas Velhas, o Vidigueira Cinquentenário 2009, o Santa Vitória Baga 2010, o Cortes de Cima Reserva 2009, o QP. 2009 Colheita Seleccionada, o Icon D'Azamor 2004, o Herdade da Farizoa Grande Escolha 2008 entre muitos outros. Ficou muita coisa por provar e outras que mereciam mais atenção pelo que deixarem para outra oportunidade pois o final de ano costuma ser pródigo em oportunidades como esta.

Por último, a nota menos positiva do certame. Para mim o local e o espaço. Sinceramente não compreendo como se passou do ano passado para este. Estive até hoje presente em todas as edições deste evento e, quando se assistia a uma melhoria gradual em cada ano que passava, eis que este ano voltamos um passo atrás. Espaço confuso, claustrofóbico, reduzido, segmentado, tudo muito em cima de tudo, sem o espaço de relaxe que vinha sendo presença todos os anos, enfim, não foi propriamente a melhor escolha. Com o aumentar de visitantes havia claramente a sensação que faltava passar neste ou naquele produtor, mas parecia impossível perceber quais. Será algo a ter em atenção numa próxima edição.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Peixe Em Lisboa 2012: Vinho e Gourmet

Ainda vou a tempo? Claro que sim. Depois da minha opinião acerca do evento não queria deixar a oportunidade de deixar algumas palavras acerca do que se passou no lado dos expositores Vínicos e dos produtos ditos como Gourmet.
Logo para despachar, assim rapidamente, devo dizer que fiquei com a sensação que esta sala do evento teve menos protagonismo do que a dos restaurantes. Talvez por alguma falta de aposta dos presentes, talvez porque os visitantes vinham com outra ideia do Peixe em Lisboa. Talvez. O certo é que nunca tão calmamente passeei por entre as bancadas de produtores de vinho e produtos gourmet neste género de evento e fazendo as minhas provas com bastante calma e podendo assim estabelecer bons diálogos com os seus representantes.
A primeira nota de registo vai para a Quinta das Carrafouchas. Voltei a provar o Quinta das Carrafouchas 2009 Tinto e apesar de notar um certo abrandamento em relação à última prova que efectuei no Addega Wine Market continuo a dizer que temos ali vinho. Depois, também da Quinta das Carrafouchas, o 2010 Branco deixou-me também impressionado. Pé ante pé vamos vendo este nome aparecer. O bom trabalho tem destas coisas.
Ainda na mesma bancada, mas da Quinta da Murta, pude provar o novo Espumante Rosé Bruto que faz com que desejemos que o tempo quente venha depressa. Gostei especialmente da mousse leve que nos assalta a boca e do facto de apesar de Rosé, manter o perfil Bruto.
Também muito boa surpresa foi provar em primeira mão, estou bastante curioso acerca do rótulo com que será apresentado, o primeiro branco Ninfa da Sociedade Agrícola João Barbosa. Provei o apenas com Inox e a versão com estágio em madeira. O primeiro está já muito bom. Embora ainda precise de algum tempo e o facto de ser o primeiro. No entanto, revela que vem aí mais uma coisinha muito boa. No caso do com estágio em barrica, noto que ainda está, na minha opinião, um pouco marcado pela madeira. Pouco tempo de garrafa. Mais no nariz do de na boca. Embora se perceba o potencial. Com certeza que irei prová-lo mais adiante.
Ainda nos vinhos destaco os vinhos da Quinta do Rol. Todos os brancos com um perfil muito comum, excelente mineralidade e frescura, com um travo seco como gosto num branco. Também a curiosidade de um branco com a casta Pinot Gris que, sinceramente, nem sabia que em Portugal havia produtoras a apostar nela. E que bem apostado.
No Gourmet destaco os produtos da Venda da Vila. Produtos primam por continuar a obedecer à tradição. à forma como antigamente se fazia o fumeiro, os queijos e outras iguarias alentejanas. Uma perdição em cada produto, os cheiros e sabores que por vezes parecem ter desaparecido. 
Depois, também a nota para os chocolates e a Flor de Sal aromatizado da Sal Marim. Já havia uma vez provado chocolate com sal no Museu do Chocolate em Barcelona e após provar o da Sal Marim posso dizer confiante que o que é nacional é bom... muito melhor. E o chocolate com sal marinho então é de nos fazer cair no pecado capital da gula.
No conjunto, o que mais me agradou foi poder deambular, sem grandes apertos, por todo o espaço, todavia talvez devido ao que menos me agradou que foi essa estranha sensação de que não foi dada a importância real a este evento pelos verdadeiros interessados em mostrar e vender aquilo que melhor têm.  

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