
Iniciou-se a prova com o Branco Passagem 2009. Um branco de aroma pouco exuberante, mas de uma complexidade aromática bastante interessante. Tal e qual um jogo das escondidas. Ao inicio um pouco de citrinos, com limão e lima, e em pano de fundo um emergir de notas de fruta tropical madura. Muito fresco. Na boca apresentou-se suave, baixa acidez e com um comprimento final considerável. Mais um bom branco a juntar a tantos que ultimanente têm aparecido em Portugal.
De seguida o Passagem Reserva Tinto 2007. Um portento de vinho. Uma cor escura, limpida e aromas a denunciar a casta dominante Touriga Nacional, mas com um equilibrio notável. A madeira, a fruta, o floral toda em perfeita harmonia e, depois na boca, também muito equilibrado e fácil de se gostar. A madeira não se sobrepõe à fruta formando um conjunto quase perfeito. Um final de boca longo, longo e a certeza que daqui a alguns anos ainda estará melhor.
Quase como comparação surge o La Rosa Reserva Tinto 2007. Mesmo ano, mesmo Enólogo, Quintas diferentes e percentagem de cada casta também um pouco diferente. Na minha opinião resultaram num vinho ainda melhor que o anterior. Mais complexo, mais corpo e mais vinho. A minha eleição para este fnal de tarde. O Terroir fez a diferença e a composição do vinho também.
Por último, o Porto Vintage 2007. Na minha opinião a surpresa ou joker da prova. Sinceramente não esperava um Vintage com este toque. Veludo, sem a marca da aguardente vinica, não muito doce, mas primando pelo equilibrio. Talvez o fio condutor a toda a prova. O equilibrio.
Ficou o convite para uma visita à Quinta. Tenho cá a impressão que não vou deixar de o honrar.
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