sábado, 12 de fevereiro de 2011

Grande Prova Monte Cascas - Club del Gourmet Beloura

Hoje, no Club del Gourmet do SuperCor do Beloura Shopping, decorreu uma Grande Prova de Vinhos Monte Cascas com a presença do Enólogo Frederico Vilar Gomes.
O Projecto Cascas Wines nasceu do querer de dois enólogos que decidiram criam uma marca de vinhos utilizando as melhores uvas de cada região portuguesa e reavivando antigas tradições do vinho português. Minho, Douro, Lisboa, Colares, Tejo e Alentejo, de Norte a Sul de Portugal, a Cascas Wines brinda-nos com Grandes Vinhos representantes de cada região.
Na prova de hoje foi possivel ficar a conhecer melhor o Projecto e os seguintes vinhos:
Monte Cascas Reserva 2008 Branco (Regional Minho): Cor limão de tonalidade muito clara, os aromas a lima, limão e alguma flor de laranjeira, tudo muito correcto. Na boca apresenta-se limonado, lima fresca, elegante, com um final de boca surpreendentemente longo. 9,95€.
Monte Cascas Icon Malvasia de Colares 2008 (DOC COlares): Cor de uma amarelo dourado muito leve, brilhante e limpido, com aromas de alguma limão e maça reineta verde, muito fresco. Na boca define-se numa palavra... delicado. Final muito elegante, com a frescura em primeiro plano. Bom representante desta região tão dificil.33,50€
Monte Cascas Icon Fernão Pires 2008 (DOC Ribatejo): Este um dos meus preferidos da tarde. Cor amarela palha dourada e aromas complexos citrinos,lião, lima, toranja, com alperce e notas do que penso ser mel. Interessante. Na boca é um pouco gordo, cheio, algo encorpado e com um final persistente. Grande boca para um branco.23,50€.
Monte Cascas Grande Reserva 2008 Branco (DOC Douro): O último dos brancos, mas para mim o primeiro em termos de aromas. Aromas intenso a frutos citrinos, todavia também com fruto tropical doce como a manga e o alperce. Grande casamento. Adorei. Na boca é encorpado, algo untuoso, de uma acidez vibrante, marcante sem dúvida. Um final longo, longo.21,50€.
Monte Cascas Grande Reserva 2008 Tinto (DOC Alentejo): Detentor de um rubi muito concentrado e profundo, com aromas intensos a frutos silvestres bem maduros, muita aroma silvestre, especiarias e tosta. Na boca revela-se com boa estrutura, a fruta silvestre, principalmente a aroma preta volta a aparecer em força, com intensidade, fresco e final longo. 21,50€.
Monte Cascas Grande Reserva 2008 Tinto (DOC Douro): Cor também de um rubi muito concentrado e opaco. No plano aromático muita complexidade, com frutos silvestres pretos bem maduros e ameixa preta também presente. Convincente no aroma. Na boca um vinho cheio, complexo, muito equilibrio entre os seus maduros taninos e a fruta. Um final intenso. Adorei. 21,50€
Uma nota final, um pouco fora da prova realizada no espaço do Club Del Gourmet. O site internet da Casca Wines. Dá gosto só passear pelas fotografias de excelente qualidade que nos vão aparecendo à medida da nossa viagem. Muito simples e atractivo. A visitar sem dúvida.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Chaminé 2009

Chaminé 2009 Tinto

Características
Tipo:
Tinto
Castas:
Aragonez, Syrah, Outras
Região: Alentejo
Teor Alcoolico: 13,5 %
Produtor:
Cortes de Cima, SA
Preço: 5€ vap

Nota de Prova
Começo por fazer um merecido elogio a este vinho pela constância de qualidade colheita após colheita. Este 2009 apresenta-se bem na cor, intensa e apelativa, continuando intenso no nariz a fruta vermelha bem madura. Na boca revela-se bem estruturado, tanino macio dotando este vinho de uma elegância rara em vinhos de entrada de gama. Apesar de tudo, beba enquanto novo. Adapta-se bem a inúmeras incursões gastronómicas.

Classificação: 75/100

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Grandjó 2007

Características
Tipo: Colheita Tardia Branco
Castas: Semillon
Região: Douro
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Real Companhia Velha
Preço: 18 € pvp

Nota de Prova
Os Colheita Tardia começam cada vez mais a estar na moda e cada vez são mais os produtores a ceder a esta demanda do mercado. A Real Companhia Velha já a alguns anos que nos brinda com Colheitas Tardias de qualidade e, este 2007, não foge à regra.
Começo pela sua cor palha dourada, límpida, brilhante e atraente. Os aromas são intensos a fruta passa como o alperce e uvas passa brancas, com muito mel e com notas delicadas de madeira nova. Na boca é gordo, untuoso, volumoso, com um excelente equilíbrio entre a doçura, a acidez e o corpo. Muito guloso. Com um final de boca persistente e fresco. Tem um único senão. A garrafa ser apenas de 37,5 cl....

Classificação: 92/100

Farizoa 2008

Farizoa 2008 Tinto

Características
Tipo:
Tinto
Castas:
Alicante Bouschet, Alfrocheiro, Aragonês e Trincadeira
Região: Alentejo
Teor Alcoolico: 14%
Produtor:
HCompanhia das Quintas - SAQRC, SA
Preço: 4,49 € pvp

Nota de Prova
OUm alentejano com uma cor rubi correcta e límpida. O plano aromático é bastante intenso com muita fruta vermelha madura, notas de compota e madeira muito leve. Tudo muito bem casado e agradável. Na boca perde um pouco em relação à expectativa que o nariz causara. Tudo sem dúvida muito correcto, mas sem nada que faça a diferença. Taninos suaves, fresco,bom equilibrio em termos de acidez e um final médio. Uma nota para o preço que considero um pouco alto em relação ao vinho. Talvez o correcto fosse abaixo dso 4€.

Classificação: 75/100

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Portuguese Wine Bloggers: Visita ao Porto: Andresen

Ainda continuando este magnifico dia no Porto, depois do almoço foi necessário ganhar forças para a visita programada à Andresen. Ponto de encontro, a Estação de Caminhos de Ferro de Gaia. Sempre a subir. Lá tivemos de largar uns euros e ir de táxi. à nossa espera estava Carlos Flores dos Santos, descendente de Albino Pereira dos Santos, que no ano de 1942 havia comprado a Jann Hinrich Andresen a Andresen Porto. Após alguns minutos a aguardar que todo o grupo chegasse, partimos então para a Andresen.No primeiro momento da visita fomos conhecer toda a linha de produção, exceptuando a parte da vinha, desta grande empresa. Desde a simples báscula de pesagem até à maior da barricas na Adega tudo foi visto e explicado ao pormenor. Em primeiro lugar o espaço onde o vinho é engarrafado, rotulado, pesado, embalado e guardado em armazém. Esta a zona de construção mais recente que iríamos ver. Depois passamos à Adega propriamente dita. O local onde as barricas moldavam a paisagem.Barricas e grandes balseiros mostravam-se imponentes, silenciosos, frios e com tanta história para contar. Daqueles locais que já viram muito. Seguimos para a oficina de tanoaria própria da Andresen. Parecia que tínhamos viajado em alguma espécie de máquina do tempo. As ferramentas artesanais, o cheiro, o ambiente, tudo nos fez voltar no tempo. Por último, o local de lavagem das barricas. Também com direito a viagem no tempo. O aspecto artesanal do Vinho do Porto está bem enraizado na Andresen.A visita foi longa e quando passamos para o momento da prova já Álvaro Van Zeller nos aguardava com tudo pronto para mais um momento que ficará na nossa memória. Foram colocados à nossa disposição os seguintes vinhos:
Andresen Colheita 1997
Andresen Colheita 1995
Andresen Colheita 1992
Andresen Colheita 1991
Andresen Vintage 2007
Andresen Branco Datado 1o anos
Andresen Branco Datado 2o anos
Andresen Vintage 2008
Andresen Colheita 1982
Andresen Colheita 1980
Andresen Colheita 1975
Andresen Colheita 1968
Andresen Colheita 1910
Todos eles especiais, mas a minha preferência para o Andresen Colheita 1968 e o Andresen Colheita 1910. O primeiro com um conjunto aromático de excelência, com um equilíbrio irrepreensivel, um conjunto de boca harmonioso e com um nivel de acidez distinto. O segundo, a deixar-me completamente pasmado. Grande Porto. Quer a nível aromático, quer na boca tudo com notável sentido de correcção, equilíbrio e frescura. um Porto de 1910 e ainda com este vigor, muito gordo, meloso e um final interminável.O meu muito obrigado à Andresen, ao Carlos Flores dos Santos e ao Álvaro Van Zeller pela tarde magnifica que nos proporcionaram.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Portuguese Wine Bloggers: Visita ao Porto: Sogevinus Parte 2

Depois da visita às Caves da Cálem e da excelente prova de Vinhos do Porto saímos em direcção ao armazém da Cálem junto da Ponte D. Luís. Aqui a visita centrou-se na observação do espaço onde estão os Vintages da casa em torpe adormecimento à espera do momento certo para serem abertos e deliciarem o mais exigente consumidor. Pouca luz, humidade, gelado, o som da água a passar por entre as paredes. Excelente ambiente.Arrepiamos caminho até ao local onde iríamos almoçar. Um sala na continuidade deste edifício com uma vista privilegiada para o Douro, para a Ponte D. Luís, para a cidade do Porto e para a Ribeira. Acolhedora, luminosa e elegante. Por alguns minutos ali ficámos, acompanhados pelo Portonic, Porto Cálem Rosé e Burmester White. Deliciosa paisagem.A ementa, da qual destaco o folhado de cogumelos e gambas com molho rico do mar e açafrão, foi acompanhada pelos seguintes vinhos:
Curva Reserva Branco 2009 DOC Douro: Cor de uma amarelo muito leve, com aromas citrinos, muito fresco, mineral e bem integrado com o estágio em madeira. Na boca destaco o a sensação de volume e o nível de acidez muito equilibrado. Fresco, elegante e com um final bastante longo.
Kopke Reserva Tinto 2008: Cor purpura/rubi muito concentrada e profunda, muito atrativo. Um nariz de uma intensidade aromática muito interessante, muita fruta vermelha e negra, com notas florais, guloso só de sentir os aromas. Na boca sente-se alguma pujança, poderoso na estrutura, taninos presentes mas aveludados. Daqueles que gostamos desde o inicio. Aqui destaco a relação qualidade/preço muito apetecível.
Casa Burmester Tinto 2008: Um tinto bastante diferente do anterior. Preferia não ter de escolher entre nenhum deles pois sei que ficaria igualmente satisfeito. Aqui os aromas são mais de fruta preta bem madura e de cereja daquela que pinta as mãos. Interessantes notas de de cacau/chocolate. Na boca o equilíbrio é constante, assim como a sensação fresca de fruta. O final expressivo e distinto marca a boca de forma deliciosa.A sobremesa foi uma continuação da prova anterior com uma selecção de Portos Colheita.
Mais uma vez o meu muito obrigado à Sogevinus e ao Pedro Sá, à Cátia Moura, ao António Montenegro e à Joana Gonçalves pela disponibilidade de nos terem aturado toda a manhã.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Portuguese Wine Bloggers: Visita ao Porto: Sogevinus Parte 1

O Portuguese Wine Bloggers, grupo do qual faço parte, realizou no passado dia 29 de Janeiro uma viagem ao Porto com visita, durante a manhã, às Caves da Cálem, Prova de Vinhos do Grupo Sogevinus (Cálem, Barros, Burmester, Kopke e Gilbert) e almoço oferecido pela Sogevinus e, durante a tarde, com visita à Andresen, com Prova de Portos Colheita, Vintages e Brancos datados. Mas vamos ao relato da manhã.Chegados bem cedo ao Porto, dirigi-mo-nos às Caves da Cálem para começar o nosso primeiro ponto da agenda. Aqui fomos recebidos pela Cátia Moura, pela Joana Gonçalves e pelo Pedro Sá que cordialmente nos acolheram e de imediato nos guiaram por entre a História da Cálem na visita às Caves e Museu existentes no mesmo espaço. A primeira vez que cá estive, apenas como simples "turista", tinha podido desde logo aperceber-me da grandeza desta casa e, deste modo, foi com prazer que repisei de espaços já conhecidos e outros que ficaram por conhecer nessa data, mas que agora farão parte da minha memória.Logo de seguida, numa sala especialmente preparada para o efeito, decorreu a tão esperada prova de Portos com condução pelo Enólogo Pedro Sá. A prova decorreu de forma muito dinâmica, interactiva e com um final algo inesperado onde todos os participantes tiveram de sugerir um novo lote de entre os vinhos provados. O que será que vai sair daí? Fico à espera. Os Portos provados foram os seguintes e por esta ordem:- Kopke White 40 Years Old: Cor âmbar dourada, muito límpido e brilhante, com aromas intensos a frutos secos, muita casca de laranja cristalizada, toque citrino. Na boca destaque para o equilíbrio entre acidez, álcool e corpo, muito redondo.
- Cálem Colheita 1961: Cor âmbar dourado com ligeiros esverdeados no contorno, muito mel, passas e folha de tabaco. Mais intenso que o anterior, mais duro. Na boca corpulento, sente-se mais o álcool, mas sem cair em desequilibro. Final com notas de madeira nova de carvalho.
- Burmester Colheita 1960: Cor muito brilhante, dourada, aromas frutados, menos intensos e directos, com muita casca de laranja cristalizada tipo do Bolo Rei. Na boca fruta passa em predominância, com alperce, tâmara e/ou damasco. Muito mel e final intenso.
- Barros Colheita 1950: Cor ambar no centro, tonalidades esverdeadas no contorno, muito atraente. Aromas intensos a fruta seca e muito mel na boca. Gordo, gordo, gordo. Untuoso e mastigável. Até este momento o mais acídulo e seco, todavia mais retro-nasal do que boca.
- Burmester Colheita 1940: Cores em continuidade com os anteriores apresentando agora uns esverdeados escuros bem definidos. O plano aromático dominado por notas de tosta, algum iodo e leve verniz, sem madeira nova. Boca de corpo médio, relembrando o rebuçado de caramelo da Régua. Muito elegante.- Kopke Colheita 1937: Tonalidades âmbar, com os esverdeados cada vez mais perceptíveis, menos intenso, mas mais delicado com presença de mel, frutos secos e passa, figos e nozes. Muita frescura e uma acidez alta. O final é guloso.
- Barros Colheita White 1935: Este será porventura o mais antigo Porto Branco conhecido. Com aromas muitos complexos, muito aromático e perfumado, sempre com presença de mel, tipo favo de mel. Na boca apresenta-se com corpo, gordo, com toque de veludo. Diferente, distinto marcante.
- Burmester Colheita 1900: Poderia apenas dizer sem palavras. De sonho. Cores topázio com esverdeados brilhantes, palete aromática complexa, onde tudo funciona em perfeita harmonia. Muito volumoso, com toques de veludo, mel e fruta passa. Este é daqueles que não se esquece, que perduram. De Excelência, Magnifico, Portentoso.
A seguir foi o almoço. Fica para amanhã.

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