domingo, 10 de junho de 2012

Quinta da Lixa Alvarinho Trajadura 2011

Características
Tipo: Vinho Branco Verde
Castas: Alvarinho e Trajadura
Região: Vinhos Verdes
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: Quinta da Lixa, Soc. Agrícola, Lda
Preço: 3,99€ vap

Uma palavra de agradecimento à Quinta da Lixa pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Continuamos com Quinta da Lixa. Continuamos com boa relação qualidade-preço. No copo cor citrina, juventude, ligeiros esverdeados,límpido e cintilante. Nariz com aromas iniciais a pêra, algum néctar pêra da Compal, depois, já com mais tempo de copo, surge fruta de caroço, citrinos e boas notas florais. Maça, pêssego e a flor de laranjeira em pleno.Boca com leveza, alguma seda e boa acidez, com a fruta citrina e a maça verde a fazerem o seu trabalho. Gostei da ligeira sensação de secura que provoca. 

Classificação: 80/100

sábado, 9 de junho de 2012

Quinta da Lixa 2011

Características
Tipo: Vinho Branco Verde
Castas: Loureiro, Trajadura e Alvarinho
Região: Vinhos Verdes
Teor Alcoólico: 11,5%
Produtor: Quinta da Lixa, Soc. Agrícola, Lda
Preço: 2,99€ vap

Uma palavra de agradecimento à Quinta da Lixa pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Esta continua a ser, na minha opinião, um excelente opção na velha relação qualidade-preço.Apresenta cor citrina, com laivos esverdeados de tonalidade clara, límpido e aspecto brilhante. Aromas a maça verde, frutos citrinos pela lima e toranja e notas florais. Tudo no sitio, tudo correcto. Boca onde ressalta a sensação de frescura e leveza, agradável limonado, secura bem interessante e bom comprimento. Neste anos de crise, venha o verão.

Classificação: 78/100

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Vinho Ao Vivo Festival Europeu do Terroir 2012 | Os Goliardos

O Vinho ao Vivo está de volta, com uma concentração de produtores de vinho autêntico soberba, não só portugueses como também de outros países europeus. Um encontro do vinho com a música, com a sensibilidade, a autenticidade e a alegria a juntarem-se no Tejo para a grande celebração do vinho! 6 e 7 de Julho, cara a cara, copo no copo!
Nesta 3ªedição do Festival Europeu do Vinho de Terroir, vamos reunir AO VIVO 40 produtores independentes de Portugal, Espanha, França, Itália e a estreia da Áustria, com 25 regiões representadas, que irão dar a descobrir os seus vinhos goliárdicos. Vinhos com tipicidade, feitos com ousadia, exigência e ética. O Vinho ao Vivo ocorre ao ar livre, à beira do Tejo, na esplanada À Margem, em Belém. Haverá concertos de jazz a música clássica e do mundo. Os vinhos provados estarão à venda no local com possibilidade de posterior entrega ao domicílio. Uma festa ímpar em Portugal em prol da diversidade, para provar uma selecção excepcional e única de vinhos de carácter.

O Vinho ao Vivo é uma produção em parceria dos Goliardos e do À Margem. Todos os produtores seleccionados são comercializados/importados pelos Goliardos. A carta de vinhos do A Margem é da responsabilidade dos Goliardos, com aposta numa selecção de qualidade de vinhos de terroir de produtores presentes no Vinho ao Vivo.

PRODUTORES CONFIRMADOS
Portugal: Qt da Pellada (Dão), Fraga Alta (Douro), Qt do Mouro (Alentejo), Sidónio de Sousa (Bairrada), Muxagat (Douro), Vale de Pios (Douro), Mte da Casteleja (Algarve), Luís Patrão (Bairrada), Vale Meão (Douro), Colares, Qta do Dorado (Minho), Qt do Pessegueiro (Douro), Casal Figueira (Lisboa), Afros (Minho), Qt do Infantado (Douro), Rita M Ferreira (Douro), Ad Mte Branco (Alentejo), Ataíde Semedo (Bairrada), Qta do Romeu (Douro), Lagar de Darei (Dão) Itália: Castell’in Villa (Toscana), Podere Le Boncie (Toscana), Cascina Corte (Piemonte), Rinaldi (Piemonte, Barolo), Roagna (Piemonte, Barbaresco), Teobaldo Rivella (Barbaresco) França: Lahaye (Champanhe), Lucas Rieffel (Alsace), La Pépière (Loire, Muscadet), Eric Texier (Ródano), Domaine La Cadette (Borgonha), Elian da Ros (Marmandais), Gonon (Ródano), JP Brun (BJL, Fleurie, Morgon), Tribouley (Roussillon), Domaine Chamonard (Morgon), Domaine Plageoles (Gaillac), C Maréchal (Bourgogne) Espanha: JL Mateo/ Quinta da Muradella (Galiza/Monterrei), Pedralonga (Galiza/Rias Baixas), Bodega Bernabeleva (Madrid), Mas d’en Gil (Priorat), O Rivière (Rioja/Arlanza), Rodrigo Mendez (Galiza/Rias Baixas) Áustria: Weingut Söllner (Wagram), Weingut Geyerhof (Kremstal)

6 e 7 de Julho de 2012
das 19h00 às 24h00
Esplanada à Margem, Belém, Lisboa.
20€ um dia, 30€ dois dias, 50% de desconto se comprados até ao dia 21 de Junho.
Bilhetes à venda através do mail info@osgoliardos.com, basta indicar o nº de bilhetes e se os bilhetes são para 1 ou 2 dias, e nós indicaremos o nib para transferência bancária.

Olho no Pé 2008 Colheita Tardia

Características
Tipo: Vinho Branco Colheita Tardia
Castas: Vinhas Velhas
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Folias de Baco, Unipessoal, Lda
Preço: 15€ vap

Nota de Prova
Ultimamente tenho ficado um pouco desapontado com os Colheita Tardia que tenho provado e/ou bebido. Não sei. Falta-lhes qualquer coisa. Este foi um pouco fuga à regra. Deixou-me um leve sorriso no canto do bico.
Cor amarela palha, laivos dourados, muito límpido e atraente. No nariz temos os tão ansiado potencial próprios da botrytis, aquele alperce maduro, mel, fruta seca, flor de laranjeira e fazendo também lembrar as meloas quando já em sobre-maturação. No palato surge untuoso e pastoso, doce, com uma acidez que tenta acompanhar e dar frescura no meio do doce travo. Acaba por não se tornar enjoativo, nem causar um arrepenhamento na garganta causado pelo doce excessivo.  Gostei. Tenho que provar o 2009.

Classificação: 85/100

terça-feira, 5 de junho de 2012

Blogger's Day na Herdade do Mouchão‏ | Os Vinhos

"Os 38 hectares de vinha são constituídos por diversas parcelas, colocadas em diferentes pontos da propriedade.
As mais antigas situam-se em solos de aluvião, numa zona única e irreproduzível, perto da adega, e estão particularmente vocacionadas para a produção de uvas de Alicante Bouschet de elevada qualidade.
Esta casta encontrou na Herdade do Mouchão um “terroir” de eleição
."


Os vinhos foram escolhidos pelo John da Herdade do Mouchão e numa ordem que acabaria por fazer todo o sentido. O local da prova? Na adega, por entre as barricas e paredes que fazem pare da história da casa.

Dom Rafael 1996 Tinto: Cor tijolada de concentração média no núcleo, bastante menos densa nos bordos. Aroma intenso a fruta muito madura, madeira bem integrada, especiarias e leves notas a frutos passa. Na boca ainda guloso e com uma secura no final de boca bastante interessante par a sua idade. Final persistente.

Dom Rafael 2010 Tinto: Cor rubi, aspecto jovem e lágrima visível e persistente. Nariz com predominancia da fruta, madura, com notas de madeira nova, ligeiro adocicado. Boca com boa estrutura, de secura média e com boa fruta . Bom comprimento de boca, sempre fresco.

Ponte das Canas 2009 Tinto: Aqui começámos pelo mais novo. Cor rubi, ligeiro granada com tonalidades violetas e de aspecto límpido. No nariz a fruta vermelha, algum álcool acima da fruta que também tapou um pouco as notas de madeira nova. Na boca a sensação de álcool sobrepõe-se ao conjunto e acidez não acompanha esta sensação. Final prolongado mas um pouco carregado.

Ponte das Canas 2006 Tinto:  Mais uns anos de garrafa e continuamos com um bonito rubi de concentração média, ligeiros atijolados mesclados com rasgos violetas. Aroma com fruta em bom plano, o álcool sente-se mas um pouco mais escondido do que no de 2009, notas licorosas e notas vegetais interessantes. Boca macia, com secura marcante, as notas de álcool voltam a surgir. Final de boca longo, mas com o rasto do travo de álcool.

Mouchão 1984 Tinto: Primeira nota de admiração na cor. Que cor! Um atijolado espesso, de núcleo concentrado, escuro, lembra o tijolo maciço e o barro. Aromas com marca de fruta seca e passas, adocicado, ligeiro cacau, guloso. Boca com atrito, boa acidez, seguro, maduro, com vida ainda pela frente e com notas voláteis de álcool. Boca vivaz, notas balsâmicas, ainda com comprimento e frescura. Muito interessante para a idade.

Mouchão Colheitas Antigas 2002 Tinto: Cor concentrada, de uma granada atraente e com lágrima de aspecto escorreito. Aromas com fruta bastante madura, madeira em excelente integração, subtil, notas especiadas e agradáveis tostados. Na boca está brutal, pujante, com vida, acidez no ponto para este tipo de vinho não tocando na frescura da fruta. Final intenso e extenso, longo, longo, longo....

Mouchão 2007 Tinto: Este ainda não foi para as prateleira. Que pena. Do tipo de vinho que nos coloca um sorriso na face e um turbilhão de expectativa para o momento em que estará à venda. Cor rubi, limpo, com lágrima já espessa no correr pelo copo. Aroma fino, elegante, fruta madura, toque certo da madeira e de especiaria, complexidade e desafiante. No palato enche-nos por completo, vivaz e gordo, posante. Grande vinho. Acidez ideal apenas com necessidade de arredondamento, por mais um pouco, dos taninos, todavia já muito acima da fasquia. Grande final. Deixa vir o dia.

"Nas outras vinhas situadas em zonas mais elevadas, em solos de boa drenagem, castas tintas autóctones tradicionais como a trincadeira, o Aragonez ou o Castelão, partilham os encepamentos com algumas castas brancas como o Antão Vaz, Arinto e Fernão Pires."

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Blogger's Day na Herdade do Mouchão‏ | A Visita

"No coração do alto Alentejo, pontuado por florestas de sobreiro, azinheira, eucaliptos e extensos olivais, está localizada a Herdade do Mouchão."

No passado dia 2 de Junho de 2012, a convite da Herdade do Mouchão, um grupo de Blogger's onde me incluo, rumou ao alto Alentejo e foi conhecer uma das casas emblemáticas de produção de vinho em Portugal: a Herdade do Mouchão.
O nosso guia durante esta visita foi John Fordyce. Na sua companhia foi possível ficar a conhecer um pouco mais cerca da história e tradições deste lugar mítico, não esquecendo todavia, pequenos pedaços menos conhecidos, visitar as vinhas que foram o berço da casta Alicante Bouschet em Portugal, deambular pela histórica adega datada de 1901 e provar as mais recentes colheitas da casa. O dia começou um pouco cinzento, mas com o decorrer dos minutos foi clareando e terminou num belo dia ensolarado.

Marcantes foram, sem dúvida, a visita à Vinha dos Carapetos e à Adega. Percorrer aqueles passos por entre as videiras de Alicante Bouschet, sentido o cheiro da história a cada passo, do saber como viver o vinho a cada palavra ouvida, da natureza que nos envolvia em cada olhar e do simbolismo da mesma nos poucos minutos de silêncio foi como fazer parte de um momento único. Na Adega, os aromas a carvalho, misturado com o toque do vinho, leve e sumptuoso, fez crescer água na boca para a prova que se seguiu. Fomos deixados sozinhos com as garrafas, os copos e as nossas expectativas.
Depois da prova o almoço. Os secretos de porco preto abriram como prato principal acompanhados de um arroz magnifico (alguém me arranje a receita se faz favor). Seguiu o entrecosto e umas costeletas de borrego no ponto tudo regado com Herdade do Mouchão do inicio ao fim. Azeite, vinho de mesa, vinho licoroso, Abafado e uma aguardente para fechar. Não fechou porque não conseguimos deixar de voltar um pouco atrás. Só um pouco. Até ao licoroso. Que bem que acompanhou aquele queijo.
Os meus agradecimentos por um dia onde pude, para além do convívio são, alargar o conhecimento sobre esta casa familiar que nos fez sentir em família.
"Mais de um século após a sua fundação, e depois de ter recuperado das expropriações agrícolas que ocorreram após a revolução de 1974, a Herdade do Mouchão continua na posse da mesma família, com a mesma paixão de determinação desde sempre."

domingo, 3 de junho de 2012

Grandes Quintas Colheita 2009 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional, Tinto Cão, Tinta Roriz e Touriga Franca
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Sociedade Agrícola Casa d'Arrochella, Lda
Preço: 6,5€ vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento à Casa d'Arrochella pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Douro com cor rubi de média concentração, violetas marcam o bordo do copo num conjunto de aspecto limpo e que cativa.Nariz intenso, ainda antes de me aproximar devidamente e os seus aromas já nos chamavam. Muita fruta vermelha madura, cereja bem madura, notas adocicadas, compotas, especiarias e baunilhados no ponto. Complexo e desafiante. Neste momento estava já bastante satisfeito. Na boca continua a excelente impressão. Corpo, taninos com boa presença, toque suave e já bem redondo. Equilibrio de fruta com os predicados deixados pelo estágio em madeira. Frescura final, persistente. O futuro promete não lhe fazer mal caso não o queira beber já.


Classificação: 89/100

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