quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Tapada do Chaves Reserva 1999 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Trincadeira, Aragonez, Piriquita e Tinta Francesa
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Tapada do Chaves - Sociedade Agrícola e Comercial, SA
Preço: - € vap

Nota de Prova
Foi com alguma expectativa que abri esta garrafa. Não só pelo ano, que me é especial, mas também pelo vinho em si me faziam salivar um pouco mesmo antes de lhe sentir os aromas tapados pelo tempo. Com cerca de uma hora antes do momento que o queria provar dei-lhe, finalmente, ar. Garrafa aberta e primeiro contacto pelo olfato mantiveram a linha lá em cima. Continuei. No copo surgiu com uma cor já meio tijolo antigo, ainda com concentração média, mas já com notas evidentes da passagem do tempo. Bonita cor, -pensei eu -, e aspecto limpo. No nariz encontrava ainda alguma fruta, mas também a fruta seca, boa especiaria e tostado muito bem integrado e elegante. Continuava de perfil fresco. Não hesitei e provei-o. Fantástico! Continua um vinho cheio de vida, bem com os anos que carrega, com acidez e taninos já bem polidos pelo tempo. Sedoso, fresco, elegnte e com bom tempo de final de boca. Ainda bem que tenho outra na garrafeira.
Com potencial de guarda.

Classificação: 89/100

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Adegga Wine Market 2013 | Fechar o Ano em Grande

No passado sábado à tarde, quando finalmente saí do Adegga Wine Market, contava já com a pressão de um enorme atraso em relação ao planeamento que tinha feito para esse dia. Embora tivesse tentado foram várias as tentativas goradas de abandono do recinto. Tal como um íman voltava a ser puxado lá para dentro, encontrava mais uma cara conhecida, mais um motivo de conversa, mais uma oportunidade para provar um vinho, aquele vinho e o outro vinho. 

Num ambiente que a todos envolveu por completo ficou, mais uma vez, a sensação que este evento não é como os restantes. Não direi pior, nem direi melhor. Mas com certeza diferente. Aqui, ano após ano, todos parecem interessados no mesmo,


na Paixão comum pelo vinho, o que, embora estivéssemos num conceito de mercado brilhava mais do que tudo o resto.

Os sorrisos, muitos sorrisos, as gargalhadas sempre acompanhadas do convivo salutar e sempre com vinho como ligação. Interessante também um ligeiro transformar do público deste evento. Deixou de ser o evento de cariz marcadamente para o jovem público. O evento já chega a todas as faixas etárias de uma forma mais igual.

Por outro lado, todos os anos esperamos algo novo. E este ano não foi diferente. A Sala Premium, sempre recheada de tesouros imperdíveis, apresentou-se num novo conceito que confesso ser mais do meu agrado. Com calma, poderíamos desta vez provar cada um dos nectares à nossa velocidade, sem pressão que o vinho também ser quer com tempo para o apreciar. O limite era o final do evento.

A novidade das novidades caiu sobre uma sessão fotográfica, com adereços múltiplos e divertidos, que apelavam à imaginação de cada um e que encantou quem por lá passou. Uma festa. A promoção do vinho com caras bonitas, com sorrisos e com uma alegria contagiante. 
Aguardando por 2014, mais uma vez os meus parabéns. 


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Vitorino Salomé 2011 Tinto

 A Adega Mayor e Vitorino Salomé juntaram-se neste projecto e reforçaram a harmonia existente entre o Vinho e a Música. No passado dia 28 de Novembro, no Restaurante Le Jardin em Lisboa, foi apresentado o vinho com o mesmo nome que o cantor alentejano. Apreciador do vinho produzido pela Adega Mayor e produzindo já o seu próprio vinho para consumo pessoal, resolveu lançar este desafio à Adega Mayor para se lançar um vinho à sua imagem, com a sua imagem e com o seu nome. Desafio aceite e aqui está o resultado.

Neste dia juntou-se o vinho à música, à gastronomia e aos amigos de longa data. Entre um copo e outro, surgia a música de Vitorino.

VITORINO SALOMÉ 2011 TINTO | Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet | 14%
Cor rubi intensa e concentrada Aromas intensos a fruta vermelha madura, notas envolventes tostadas e herbáceo final com frescura. Na boca apresenta boa estrutura, volume, com taninos polidos, perfil frutado e pronto a beber. Vai crescendo com o tempo de copo e mostra um bom potencial na ligação à comida. Final de boca persistente e fresco.
 
Esta produção apresenta-se ao público através de uma edição especial limitada de um pack de duas garrafas do vinho Vitorino Salomé, a que se junta um CD exclusivo com seis canções de Vitorino, entre as quais se encontra as “Saias de Monte Mayor”, inédito composto para este projecto.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Herdade do Arrepiado Velho 2010 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 14,5%
Produtor: Sociedade Agrícola da Herdade do Arrepiado Velho, SA
Preço: 8,90€ vap

Nota de Prova
Um 100% Touriga Nacional que não é anunciado em letras garrafais logo no rótulo, mas apenas no contra-rótulo. Fui descobri-lo sem olhar para mais nada. Cor rubi, média concentração, aspecto límpido com bonitos violetas. No nariz, de intensidade média, aparece a fruta preta silvestre, traço floral definido, com algum fumado e perfil fresco. Na boca bom volume, polido e sedoso, com boa acidez e fruta fresca em bom plano. Final de boca com bom comprimento e boa frescura.
Destaco a frescura com que se encontra no momento, nada cansativo e muito equilibrado. Óptimo para os pratos de inverno que agora apetecem. Curioso como os 14,5% não chegam a aparecer na nota.
Com potencial de guarda.

Classificação: 85/100

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Monte da Ravasqueira Reserva 2012 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Viognier, Alvarinho, Semillon e Arinto
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: Monte da Ravasqueira-Soc. Agric. D. Diniz, SA
Preço: 12€ vap

Nota de Prova
Cada vez mais fã de brancos, cada vez mais surpreso com a frescura que os últimos brancos do Alentejo que provei apresentam. Cor citrina, limpa, com algumas nuances esverdeadas. Nariz complexo e muito aromático, a fruta de caroço como o pêssego marca desde o inicio a sua presença, boa presença, e as notas perfumadas da flor de laranjeira dão um toque de elegância ao conjunto. Frescura e citrinos a envolverem-se em perfeito equilíbrio. Passei, após algum tempo a namorar os seus aromas, à prova de boca. Sou inundado por uma sensação de frescura e fruta fresca com a maça verde e o pêssego, vivaz e mineral, com bom volume e uma capacidade de nos prender ao copo viciante.
Sem dúvida uma das grandes escolhas deste ano para brancos.

Classificação: 91/100

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Central de Cervejas - Visita ao Berço da Sagres

Recordo bem os tempos idos de viagem em direcção ao Norte, e depois regresso a Lisboa, quando a A1 era única alternativa, e aquela silhueta que marcava o horizonte definia o verdadeiro ponto de saída ou entrada em Lisboa. O Edifício da Central de Cervejas (a Malteria), e que nesse tempo apenas lhe chamava de "A SAGRES".

Posteriormente, devido a razões profissionais, passei a estar bem mais perto desta casa, também fazendo parte e ajudando no sucesso desta marca, mas sem nunca ter tido a oportunidade de conhecer de perto o que faz dela uma bandeira nacional e uma marca histórica portuguesa. 

A Sociedade Central de Cervejas (SCC) nasce em 1934 fruto da associação da Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália, da Companhia de Cervejas Estrela, da Companhia da Fábrica de Cerveja Jansen e da Companhia de Cervejas de Coimbra. Nesta visita foi possível passar pela história da mesma, pelos diversos momentos que a fez crescer e chegar até hoje tal com a conhecemos, aprender acerca dos produtos com que é feita a cerveja na SCC, conhecer os processos, os vários passos até chegar à nossa mesa, loira, preta, ruiva, mas sempre fresquinha.

Neste dia, fomos recebidos e acompanhados, com excelência, pelo Diretor de Comunicação Institucional e Provedor Nuno Pinto de Magalhães, pela Diretora de Relações Públicas Paula Portugal e pela Mestre Cervejeira Maria José Sousa. A visita decorreu de forma interactiva, em certos momentos com todos os presentes a recordar memórias do passado longínquo e mais recente, em outros quase como se estivessemos em plena visita escolar, respondendo a questões e querendo fazer boa figura acerca do que se conhecia. No final, como não poderia deixar de ser, saboreando algumas das cervejas aqui produzidas com os também tradicionais tremoços e outros petiscos tão amigos de uma cerveja bem fresca.

fruto da associação da Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália, da Companhia de Cervejas Estrela, da Companhia da Fábrica de Cerveja Jansen e da Companhia de Cervejas de Coimbra. - See more at: http://www.centralcervejas.pt/pt/sobre-nos/historia.aspx#sthash.is0FTV0z.dpuf
fruto da associação da Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália, da Companhia de Cervejas Estrela, da Companhia da Fábrica de Cerveja Jansen e da Companhia de Cervejas de Coimbra. - See more at: http://www.centralcervejas.pt/pt/sobre-nos/historia.aspx#sthash.is0FTV0z.dpuf
A matéria prima, de importância vital para a qualidade do produto final, sempre produtos naturais tais como a água, a cevada, o lúpulo ou o malte. Apenas produtos naturais entram na confecção das cervejas da SCC. 

A grandiosidade das suas instalações em Vialonga. Continua a ser a única com Malteria própria em terreno nacional e chegou a ser fornecedora de Malte da UNICER. Em Vialonga conta com Malteria, Fermentação, Estágio, Produção, Engarrafamento, Museu, Escritórios, Distribuição, Tratamento de Resíduos... é toda uma pequena cidade destinada à produção de cerveja e outros produtos também aqui produzidos.

O Museu e as peças que o compõem são por si só satisfação garantida no final de uma visita que para alguém como eu conseguiria passar lá dentro um dia inteiro a ver cada objecto e a questionar a razão de ser de cada um e tudo o que o envolve. Vale a pena dar cá um saltinho para uma visita.

Ora, são 200$00 (+- 1 €) de cerveja se faz favor. Dava para a tarde toda.

Sabiam que a Imperial nasce em 1941 como uma marca de cerveja de luxo e que viria mais tarde a ser o nome para a cerveja de barril? Ora aqui está a primeira "máquina" de imperial.

Deixo os dados para a vossa futura visita. Assim não têm desculpas para deixar de visitar uma parte da história de Portugal.

SCC - Sociedade Central de Cervejas e Bebidas S.A.
Morada: Estrada da Alfarrobeira - 2625-244 Vialonga
Tel: 808 204 771
Email: servicoclientes@centralcervejas.pt
Visitas: De Seg a Sex, entre as 9:30 e as 10:30 horas e as 14:00 e as 15:00horas
Site: Sociedade Central de Cervejas

domingo, 1 de dezembro de 2013

Luis Pato Maria Gomes 2008 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Maria Gomes
Região: Regional Beiras
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Luis Pato Wines
Preço: 5,50€ vap

Nota de Prova
Escolhido da carta de vinhos de um restaurante a um empregado que me fez cara estranha quando, havendo brancos mais recentes, preferi um de 2008, este mostrou ser tudo o que esperava para a refeição que iria ter. Mais complexo, mais seguro, mais polido e continuando a marcar pela frescura e acidez ideal para uma refeição de sabores mistos. Apresenta cor citrina, aspecto surpreendentemente jovem, poucas notas de ter já esta idade. Aromas limpos, elegantes boa fruta citrina, ligeiro tropical, perfumado e fresco. Boca redonda. Está no ponto. Boa acidez, boa frescura e boa fruta. No fundo, o equilíbrio que diz tudo.

Classificação: 80/100

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