quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Moscatel de Setúbal DOC Colheita 2001

Moscatel de Setúbal DOC Colheita 2001

Características
Tipo:
Moscatel
Castas:
Moscatel de Setúbal
Região: DOC Setúbal
Teor Alcoolico: 18%
Produtor: Bacalhôa Vinhos de Portugal
Preço Médio: 6 €

Prova
Este Moscatel revelou ser uma delicia. No copo, servido a cerca de 10/11º, apresenta uma cor laranja, âmbar profundo, limpido e brilhante. Os aromas são predominantemente a flor de laranjeira, uva moscatel passa e notas fugazes a chá preto. Quando passamos à boca deparamo-nos com um Moscatel corpulento, com estrutura, com muita fruta, com toque aveludado, sensação de mel e um final muito interessante. Óptima escolha na relação preço/qualidade. À temperatura certa e acompanhando uma sobremesa com base em chocolate negro temos um casamento perfeito.

Classificação: 80/20

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tons de Duorum 2009

Características
Tipo:
Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Região: Douro
Teor Alcoolico: 13,5 %
Produtor: Duorum Vinhos, SA
Preço: 3,95€ vap

Nota de Prova
Excelente cor, límpida, rosado a pender para o violeta, cor tão característica do Douro. no nariz surgem-nos os frutos vermelhos, groselha, framboesa, amoras, um pouco e baunilha. De corpo médio, sente-se o seu carácter equilibrado, tanino macio. Final expressivo, suave e frutado. Não me parece de guarda. Assim bebe-se com grande prazer. Excelente para o dia-a-dia. Custou-me 3 euros... mas porque foi a preço de lançamento.

Classificação: 76/100

sábado, 22 de janeiro de 2011

Visita à Herdade das Servas

No passado dia 20 de Janeiro, a convite do Produtor, visitei a Herdade das Servas, em Estremoz. A visita compreendia conhecer a vinha do Azinhal (90 ha), a vinha da Judia (55 ha) e a vinha das Servas (55 ha), a Adega situada na Herdade das Servas e a prova do Herdade das Servas Touriga Nacional 2003, 2004, 2005 e 2006 harmonizada com pratos especialmente criados para esta ocasião pelo conceituado Chefe Augusto Gemelli.A Touriga Nacional, casta na qual a Serrano Mira - Sociedade Vinícola SA, sob a chancela Herdade das Servas, decidiu apostar desde sempre, é trabalhada na vinha por Carlos Mira e na Adega pelos Enólogo Luís Mira e Tiago Garcia. O resultado tem sido a produção de vinhos de elevado potencial de envelhecimento e sentido gastronómico.
A visita em si começou com a nossa chegada à Herdade, e com a degustação de tapas alentejanas de queijo e enchidos da região , acompanhadas com o Monte das Servas Branco Colheita Seleccionada 2009. Um casamento perfeito. Um branco de aromas intensos a fruta tropical bem madura , com notas de mel dando uma sensação de doce. Na boca continua a sentir-se a fruta, com corpo, untuoso até, com muita complexidade e elegância. A temperatura andava na ideal.
Devido às condições meteorológicas não foi possível a visita às vinhas, pelo que passamos de imediato à Adega. Acompanhados pelos actuais administradores da Serrano Mira - Sociedade Vinícola SA, foi-nos dado a conhecer uma Adega moderna, equipada com a mais actual tecnologia de recepção, vinificação e envelhecimentos de vinhos, e que dão origem a tintos, brancos e rosés de elevada qualidade, quer para o mercado nacional quer para exportação, sob as marcas Herdade das Servas, Monte das Servas e Vinha das Servas. Por falar em exportação, este é um dos principais desafios que actualmente a Herdade das Servas tem em mãos. Os seus vinhos estão já presentes em países como a Alemanha, Angola, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Suíça e outros. No decorrrer desta parte da visita, observámos ainda a linha de enchimento e de todas as questões colocadas recordo-me especialmente de uma que aqui faço especial referencia.
Foi perguntado se a Herdade das Servas não estaria a pensar em apostar também no emergente Bag-In-Box à qual se ouviu uma quase imediato a seguinte resposta do Luís Mira: " Enquanto puder evitar vou passar ao lado do Bag-In-Box. Nunca gostei da ideia de vinho "engarrafado" em sacos plásticos." Assino por baixo.
O espaço na Herdade das Servas tem ainda lugar para uma sala de provas, um restaurante com capacidade para 80 pessoas e a indispensável loja da Herdade.
Seguimos então para o almoço apresentado previamente com particular detalhe pelo Chefe Augusto Gemelli e que permitiu perceber muito bem o porquê da escolha de cada ingrediente em face dos Herdade das Servas Touriga Nacional que iria ser dados a provar.
De entre os Touriga Nacional servidos a minha preferência recaiu, outra vez, no de 2003. Com muita fruta vermelha madura, floral, especiarias, alguma tosta e especialmente com muita frescura. Continuo a ser surpreendido, pela positiva, por este vinho que parece estar cada vez melhor sem perder a frescura e elegância com o passar dos anos. Como parceiro do "Carpaccio" de Espadarte marinado sobre creme de grão de bico ao cominho, portou-se com distinção. Tanto o vinho como a comida andaram lado a lado sem se anularem um ao outro.
O Touriga Nacional 2004 acompanhou também com notável perfeição o Polvo caramelizado e fumado em cama de "papa" de tomate e hortelã. Também muito frutado de aromas, com especiarias e a notar-se um pouco mais a madeira. Na boca apresentada bom corpo, volume e ainda muita garra. Grande envelhecimento.
Destaco ainda a prova, não esperada, do Herdade das Servas Touriga Nacional 2008. Ou muito me engano ou temos aqui mais um diamante. Ainda não está para breve a sua comercialização pois ainda necessita de repouso, mas demonstra já qualidades premonitórias de mais um vinho de qualidade acima da média e com capacidade para se tornar em mais um clássico desta casa. Bom trabalho a toda a equipa.
Quanto à ementa destaco o "Ravioli" de massa de espinafres recheado com farinheira de presunto e azeitona e o "Carpaccio" de espadarte marinado sobre creme de grão de bico ao cominho. Adorei. Nota especial para o "Bolinho" de maçã com caril. O sabor oriental transmitido pelo caril funciona de forma interessante na relação com a maçã. Tenho de experimentar umas coisinhas.
Por último, um agradecimento especial a toda a Herdade das Servas, mas em especial à Luís Mira, ao Carlos Mira, ao Tiago Garcia, ao Artur Diogo e à Joana Pratas, ao Chefe Augusto Gemelli pela excelente harmonização e pela sua forma de estar sempre disponível, e a todos os restantes convidados que de uma forma ou de outra, pela interacção que se estabeleceu no grupo, foram também chave para o sucesso deste evento.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Teixeiró 2009

Teixeiró 2009 Branco

Características
Tipo:
Branco
Castas:
Avesso e Loureiro
Região: Douro
Teor Alcoolico: 11,5%
Produtor:
Montez Champalimaud, Lda
Preço: 8 € pvp

Nota de Prova
Vinho branco de uma zona já de transição de terroirs Douro/Vinho Verde. Resulta num vinho com uma frescura bem apelativa, frutos citrinos, simples e directo. A boa acidez que exibe faz dele um bom companheiro para a mesa, ligando bem com pratos simples de tempero e saladas.

Classificação: 70/100

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Preta. 2005

Preta. 2005 Tinto

Características
Tipo:
Tinto
Castas:
Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon
Região: Alentejo
Teor Alcoolico: 14,5%
Produtor:
Fita Preta Vinhos Lda
Preço: 21 € pvp

Nota de Prova
Garrafa negra, escura, como a cor deste vinho. Um rubi violeta concentrado, opaco, muito fechado. Os aromas são intensos a fruta vermelha e preta. Notas de ameixa, amora e mirtilo em destaque bem casados com leves tostados. Na boca sente-se o "ataque" inicial, adstringente, a secar a boca por completo para depois, com subtileza, a estabilizar. Encorpado, cheio, taninos bem presentes, com sensação de sumo de fruta, muito elegante e distinto.O final é longo, longo, longo. Está bem em garrafa e mais uns anos de guarda apenas causaram boas surpresas.

Classificação: 82/100

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Monte da Peceguina 2008

Monte da Peceguina 2008 Tinto

Características
Tipo:
Tinto
Castas:
Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Syrah e Cabernet Sauvignon
Região: Alentejo
Teor Alcoolico: 14,5%
Produtor:
Herdade da Malhadinha Nova
Preço: 8 € pvp

Nota de Prova
Os vinhos Monte da Peceguina continuam a revelar-se uma boa aposta quando queremos qualidade, mas não é nossa intenção gastar muito dinheiro. Os seus rótulos continuam também a atrair-me pela sua simplicidade. Espero que quando as crianças crescerem arranjem mais crianças com este talento.
A sua cor é ainda jovem, límpida, de um rubi algo escuro e concentrado. Apresenta aromas intenso e complexos com muita fruta preta bem madura, bagas, amoras, ameixa preta, alguma especiaria e um leve tostado. Quando passamos à boca deparamo-nos com um vinho com volume, taninos suaves, toque de veludo, fácil de gostar e de repetir. Guloso e apetecível. Com continuidade da fruta e um final de boca persistente.

Classificação: 80/100

sábado, 15 de janeiro de 2011

Pêra-Grave 2007

Pêra-Grave 2007 Tinto

Características
Tipo:
Tinto
Castas:
Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Alfrocheiro
Região: Alentejo
Teor Alcoolico: 14%
Produtor:
Quinta de S. José de Peramanca
Preço: 16,50 € pvp

Nota de Prova
No copo um Alentejano com história, elegido como um dos preferidos da Corte de Bragança e Avis e que agora retorna novamente para que também nós possamos desfrutar deste Grande néctar vínico.
Apresenta-se com um rubi profundo e concentrado. No plano aromática somos invadidos por notas de fruta vermelhas madura bem casada com a madeira e com alguns, leves, especiados em fundo. Na boca demonstra a sua força, de uma pujança notável. Redondo, com boa estrutura e taninos bem definidos e presentes. Com toda a certeza beneficiará com mais algum tempo em garrafa. Excelente final. Longo, guloso, marcante e distinto. Quem me dera ter mais uma garrafinha para abrir só daqui a 1 ou 2 anos. Adorei.

Classificação: 83/100

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