terça-feira, 31 de maio de 2011

Tapada do Barão 2010

Características
Tipo: Tinto
Castas:
Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet
Região:
Alentejo
Teor Alcoólico: 14%
Produtor:
Monte dos Perdigões 
Preço: 3,99€ vap
 

Nota de Prova
Um tinto discreto. De cor rubi, com laivos violeta e de aspecto limpido e jovem. Nos aromas não engana. Aromas intensos a fruta fresca pronunciam mais uma vez a sua jovialidade. Na boca nota para taninos suaves, polidos, equilibrio correcto, sem surpresas negativas, mas também sem surpreender. O final de boca é um pouco curto, mas serve o provável intento de o fazer uma opção para o dia a dia com uma boa relação preço / qualidade. A beber novo.

Classificação: 71/100

sábado, 28 de maio de 2011

Rapariga da Quinta Colheita Seleccionada 2008

Características
Tipo: Tinto
Castas: Trincadeira, Aragonez e Touriga Nacional
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 14,5 %
Produtor: Luis Duarte Vinhos, Lda.
Preço: 5 € vap

Nota de Prova
Esperava um vinho suave, sensual. Mas na boca revelou-se musculado, forte e pesado. Bem diferente, mas nem de todo negativo. Muito pelo contrário. Mas começemos pelo aroma, intenso e vigoroso a fruta vermelha a casar bem com o carvalho americano. A especiaria encontra-se no ponto certo, presente, evidentemente presente, mas a deixar a fruta (a)parecer doce (do tipo alentejano) e fresca. Na boca é isso mesmo, prazer. Desenhado para nos alegrar a alma... e anestesiar o corpo. É que o alcool torna-o perigoso e dificil para a mesa. Mas também quem disse que a vida é fácil?

Classificação: 75/100

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Montes Claros Reserva 1993

Características
Tipo: Tinto
Castas: Trincadeira, Aragonez, Cabernet, Sauvignon, Tinta Caiada
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 12,5 %
Produtor: SAdega Cooperativa de Borba, C.R.L.
Preço: - € vap

Nota de Prova
O Hoje fui à cave e trouxe de lá um Borba Montes Claros de 1993. Já tem 18 aninhos. Já se pode abrir e beber. Já se podia antes. Este vinho é um clçássico do Alentejo. Clássica é também esta cor acetinada, envernizada, cristalina, lúcida, de uma beleza invulgar num vinho de mesa. É o oposto daqueles vinhos carregados, alicantizados, opacos. Para onde foi toda a cor do vinho novo? Saiu da garrafa sem passar pela rolha. Passando aos aromas, todo o vinhos se encontra envolvido em aromas terciários, muito fumado, notas de licor e leve resina. Mostra-se elegante na boca. Sendo do Alentejo deixou-me surpreendido. Positivamente!
Classificação: 80/100

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Adega Porta de Teira

A Adega Porta de Teira, da João Teodósio Matos Barbosa & Filhos, está localizada em Alto da Serra, Rio Maior e tem como pano de fundo uma magnifica paisagem sobre o vale e Salinas de sal gema de Rio Maior. Esta é a mais recente Adega de uma empresa de cariz familiar para a qual a Vindima é toda uma festa e uma possibilidade de juntar família e amigos num objectivo comum: produzir um grande vinho.
No passado dia 21-04-2011 tive o prazer de visitar a Adega de Teira e ficar a conhecer um pouco mais acerca desta casa e acerca dos seus vinhos Ninfa. Para esta visita contei com a disponibilidade da Teresa Barbosa que me abriu as portas e me conduziu nesta viagem pela história ainda curta da Vinha e da Adega, mas já com muito para contar.
Ao entrar na Adega, e logo ao primeiro contacto visual com a mesma, deparo-me com um espaço muito cuidado, limpo e sossegado, preparado para não só para o buliço da vindima e da produção do vinho que aqui apenas acontece uma vez por ano pois apenas é utilizada para as vindimas desta vinha, mas também para o crescente mercado do Enoturismo. Um salão com uma vista priveligiada sobre a vinha e sobre todo o Vale das Salinas de Sal Gema. Não fosse o tempo chuvoso e teríamos também a esplanada preparada para um convidativo momento de relaxe. Aqui, e sem nunca deixar de se frisar o ambiente familiar, se produzem os vinhos Tinto e Espumante Ninfa, a partir das castas Syrah, Aragonez, Touriga Nacional, Pinot Noir e Alicante Bouschet. Uma nota para o Espumante que é produzido a partir da casta Pinot Noir fruto de uma pequena vinha de 1 ha plantada apenas em 2004 e que fez crescer os já existentes 2,5 ha plantados no ano 2000 com as restantes castas referidas.

Após a prova do Ninfa 2007 Single Vineyard aumentou a minha curiosidade com os restantes e principalmente com o Espumante que infelizmente não pude provar pois já se encontra esgotado´na Adega. Ficará para outra oportunidade, outro ano.

Mais um vinho da região Tejo que aparece no mercado com qualidade acima da média, com uma filosofia muito bem definida e a dar os primeiros passos no mercado nacional. Poderão encontrá-lo à venda no El Corte Inglés. 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Forcadas 2007

Características
Tipo: Tinto
Castas:
Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Barroca
Região:
Douro
Teor Alcoólico:
14,5%
Produtor:
AJ. Pinto Leal - Sociedade Agrícola, Lda
Preço: 25,50R$ vap
 

Nota de Prova
Para os leitores que acompanham este Blog no Brasil aqui afica a nota de prova de um vinho produzido no Douro e apenas comercializado no Brasil sob esta marca.
Apresenta cor rubi, definida, límpida e de lágrima persistente. Aroma intenso a fruta vermelha madura, alguma fruta silvestre preta, com leves notas de madeira e especiaria. Tudo correcto. Na boca apresenta-se equilibrado, de taninos suaves, com acompanhamento da fruta madura já sentida no nariz, fresco e de final de duração média, com muita fruta. Ideal para o dia a dia. 

Classificação: 75/100

sábado, 21 de maio de 2011

Prova Especial de Vinhos do Porto Dalva da C. da Silva

No passado dia 09/04/2011, em Vila Nova de Gaia, estive presente na Prova Especial de Vinhos do Porto da Dalva na Loja da C. da Silva. Uma prova especialmente preparada para um pequeno grupo Bloggers nacionais conduzida pelo Gonçalo Devesas ao qual agradeço desde já a sua disponibilidade para nos guiar pelos Vinhos do Porto Dalva e empresa C. da Silva.

Dalva White
Cor amarela dourado palha, brilhante e límpido. Aromas florais, alguma lima. frita de caroço cozida. Na boca revela-se untuoso e algo encorpadado, equilibrado e alguma secura final. Também na boca se sente a fruta cozida, mais marmelo. Final envolvente.

Dalva White Lote Miguel Castro Silva
Cor âmbar clara e definida. Plano aromático um pouco fechado de inicio, todavia revelando notas de melaço e alguma fruta passa. Na boca apresenta-se suave, muita fruta seca com destaque para as nozes e fruta passa. Alguma acidez em excesso. Final algo seco.

Dalva White 20 anos
Cor âmbar alaranjada, com notas esverdeadas. Aromas com muita fruta seca e fruta passa, bem casadas com melaço e casca de laranja confeitada. Na boca um porto seco, equilibrado, com nível de acidez muito correcto. Notas tostadas. Final de boca persistente, com um nível de secura muito interessante.

Dalva LBV 2005
Cor rubi opaca, concentrada. Aromas intensos com muita fruta madura, com as amoras em destaque. Na boca nota para a juventude, muita garra, ainda um pouco cru e a necessitar que o tempo lhe lime algumas arestas. Final persistente e algo doce. 

Dalva Tawny Reserve
Cor âmbar límpida e cristalina, com alguns laivos castanho-esverdeados. Aromaticamente fechado de inicio, revelou posteriormente fruta seca, amêndoas, avelãs e nozes com leve caramelo. Na boca nuances de caramelo, tostado, toffee, laranja confeitada, bom nível de acidez e um final de boca bastante longo.

Dalva Tawny 40 anos
Cor âmbar escura tijolo, com alguns esverdeados. Boa intensidade aromática a fruta seca, a alperce passa, com notas de madeira. Muito equilibrado. Boca gorda, untuosa, com caramelo, laranja confeitada, algum melaço, um pouco rebuçado de caramelo da Régua e tostado muito leves. Final de boa intenso, longo e marcante. Delicioso.


Dalva Colheita 1995
Cor âmbar escura, bonita e brilhante. Aromas a fruta seca, muita avelã, algum caramelo em fundo. Entrada algo doce na boca, com laranja confeitada, mel, fruta passa, uva branca e alperce, com um equilibrado nível de acidez. Final de boca elegante, fresco, muito bom.

Dalva Colheita 1963 Golden White
Cor âmbar cintilante, apelativa, dourada. Nariz exuberante com fruta passa e seca, casca de laranja, noz e avelãs e perfeito matrimonio, com leve tostado em fundo. Ficaria por aqui mais tempo se pudesse. Na boca... que boca. Pujante, vivo, sedoso, muito equilibrado e com fruta confeitada, fruta seca, fruta passa em perfeita envolvência. Algumas notas cítricas adicionam frescura e elegância. Adorei.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Creme Verde com Aroma a Hortelã

Mais uma receita na linha cozinha saudável. Veludo na boca e um aroma intenso . O nome foi dado pela minha filhota.

Ingredientes:
- 2 Nabos Grandes
- 2 Courgettes Médias
- 1 Beterraba Média
- 1 Cebola Média
- 2 Cenouras Grandes
- 2 Dentes de Alho
- Folhas de Hortelã
- 1 Folha de Louro
- Azeite
- Sal

Preparação:
Corte todos os legumes em pedaços, coloque numa panela com água a tapar os legumes, tempere com fio e azeite e sal a gosto. Deixe cozer por cerca de 30 minutos. Neste momento, retire do lume, retire a folha de louro, e passe tudo muito bem com a varinha. Recoloque ao lume por mais 30 minutos, adicione dois copos de água, confira o tempero e adicione 5/6 folhas de hortelã. Delicia.

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