Este fim de semana, após visitar a Adega Cooperativa de Borba, e depois do assentar da poeira que me poderia turvar o discernimento, pude olhar, em jeito retrospectivo cinematográfico, para toda a experiência. A velocidade das imagens foi galopante, todavia, pude perceber a grandiosidade de uma Adega Cooperativa de topo, quer em termos físicos, humanos e qualitativos. Momentos houve em que fiquei de boca aberta (acho que não fui só eu), atónito e siderado. Toda a infraestrutura, controlo de qualidade e produto final. Ainda antes de vós presentear com a reportagem de um dia inesquecível, gostaria de vos deixar uma pergunta. Eu já tenho a minha resposta, mas não posso deixar de vos deixar a questão. Uma Adega Cooperativa pode produzir vinhos de qualidade superior? e ombrear com os grandes produtores nacionais? As Adegas Cooperativas são história do passado ou realidade no presente e auspicioso futuro?
domingo, 29 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Dia do Vinho do Porto
Dentro de alguns minutos entraremos no dia 27 de Janeiro. Dia do Vinho do Porto. Em tempos de crise que dizer de um produto tão nosso, de um néctar que à muito é um dos símbolos de Portugal, de uma das maiores imagens de marca nacionais.
Amanhã esqueça a crise, festeje o dia do Vinho do Porto. Deixo à vossa disposição algumas sugestões mais sociais, mas se não poderem estar presentes em nenhuma delas, deixo um brinde e abra aquela garrafa que tem lá no fundo da garrafeira. Beba e desfrute.
Desafios da Adega: #Portday #PORTday 27thJanuary in Lisbon... Quinta do Portal will be there!
Global #PortDay Celebration & Chance to win iPad 2
GN Cellar
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Ervideira Lusitano Reserva 2009
Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Trincadeira, Aragonês e Castelão
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Ervideira Soc. Agrícola, Lda
Preço: 5,5 € vap
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Trincadeira, Aragonês e Castelão
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Ervideira Soc. Agrícola, Lda
Preço: 5,5 € vap
Nota de Prova
Este vinho sobressaiu numa noite em que as condições para bem beber vinho eram diminutas. Ambiente quente e copos inadequados foram os principais inimigos, todavia a qualidade deste vinho veio ao de cima. Tenho pena que as condições não tivessem sido melhores pois decerto esta minha apreciação poderá não ser a mais justa. Talvez no futuro aqui volte.
Cor rubi com rasgos violeta bem definidos, jovem na cor e no plano aromático assim continuou. Jovem e fresco. Intenso, com muita fruta vermelha madura, amoras pretas silvestres em predomínio, com um cacau e tostado envolvente e muito agradável. Na boca a parte da prova que me deixou mais desiludido apenas porque esperava mais. Presença suave, redondo e com corpo qb, num conjunto todo muito equilibrado e correcto, tudo no sitio certo. Final de boca fresco e com muita fruta.
A relação preço-qualidade não o torna proibitivo. Uma escolha acertada para o valor pedido.
Classificação: 79/100
Cor rubi com rasgos violeta bem definidos, jovem na cor e no plano aromático assim continuou. Jovem e fresco. Intenso, com muita fruta vermelha madura, amoras pretas silvestres em predomínio, com um cacau e tostado envolvente e muito agradável. Na boca a parte da prova que me deixou mais desiludido apenas porque esperava mais. Presença suave, redondo e com corpo qb, num conjunto todo muito equilibrado e correcto, tudo no sitio certo. Final de boca fresco e com muita fruta.
A relação preço-qualidade não o torna proibitivo. Uma escolha acertada para o valor pedido.
Classificação: 79/100
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Painel Reserva 2000
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Jaen e Tinta Roriz
Região: Dão
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Caves do Freixo SA
Preço: 9,5 € vap
Castas: Touriga Nacional, Jaen e Tinta Roriz
Região: Dão
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Caves do Freixo SA
Preço: 9,5 € vap
Nota de Prova
Antes de começar a prova algumas palavras para o rótulo. O vestuário deste vinho também me merece particular atenção. Pelo que representa e pela sua beleza os Paineis de São Vicente comummente associados a uma dupla função, votiva e evocativa, dos triunfos guerreiros da dinastia de Avis no norte de África, singular “retrato colectivo” na história da pintura europeia, é uma obra de enorme importância simbólica na cultura portuguesa. Esta garrafa é também uma peça de colecção.
Este é um Dão Tinto natural de cor granada com nota de alguma evolução, alguns reflexos laranja escuro. Aromas também com notórios sinais de boa evolução em garrafa, fruta preta compota, notas florais e frescas, com tostados e madeira muito bem casados. Harmonioso. Boa encorpada, nota-se a Jaen, dá-lhe força e complexidade. Está na altura certa para ser bebido. Tem um final longo aveludado. Um valor seguro na relação qualidade / preço.
Este é um Dão Tinto natural de cor granada com nota de alguma evolução, alguns reflexos laranja escuro. Aromas também com notórios sinais de boa evolução em garrafa, fruta preta compota, notas florais e frescas, com tostados e madeira muito bem casados. Harmonioso. Boa encorpada, nota-se a Jaen, dá-lhe força e complexidade. Está na altura certa para ser bebido. Tem um final longo aveludado. Um valor seguro na relação qualidade / preço.
Classificação: 87/100
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Bridão Clássico 2008
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Castelão, Tinta Roriz e Trincadeira
Região: Tejo
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: Adega Cooperativa do Cartaxo
Castas: Touriga Nacional, Castelão, Tinta Roriz e Trincadeira
Região: Tejo
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: Adega Cooperativa do Cartaxo
Preço: 2,75 € vap
Nota de Prova
Mais um vinho "low-cost". Mais um produto de Adega Cooperativa. Mais uma boa escolha para o dia a dia com uma boa relação qualidade -preço. Nos dias que correm é sempre importante saber também quais são.Apresenta cor purpura, profundo, concentrado, praticamente opaco. Aromas com fruta madura em destaque, alguma tosta e especiaria em fundo sem perturbar a fruta e a frescura do mesmo. Na boca vinho feito para consumir, macio, equilibrado e final de média duração. Não deslumbra, mas não desilude. Por este preço está até muito bem.
Classificação: 72/100
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Pancas 2009 Tinto
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Aragonez, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet
Região: Lisboa
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Companhia das Quintas, SA
Castas: Touriga Nacional, Aragonez, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet
Região: Lisboa
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Companhia das Quintas, SA
Preço: 2,15 € vap
Nota de Prova
Parti para este vinho sabendo que o seu preço seria abaixo dos 3€, produção da Companhia das Quintas e de venda generalizada em alguns super e hipers deste país. Tentei não ser condicionado por isso, quer pelo positiva quer fosse pela negativa. E penso que não fui! Achei o vinho correcto para o dia a dia, tendo em conta o valor do mesmo, a facilidade com que se encontra à venda e a qualidade que se pode esperar do mesmo. Cor rubi escuro levemente violeta. Aromas jovens, com fruta madura e tímidos florais e especiados. Na boca um vinho correcto e feito para agradar nesta gama, presença de fruta madura e especiarias em final de boca. Com final de boca de curta-média duração aconselha-se a seu consumo jovem.Classificação: 69/100
sábado, 14 de janeiro de 2012
TWA Prova de Enólogos: Anselmo Mendes e Rui Reguinga
No passado dia 7 de Janeiro de 2011, teve lugar no Restaurante "O Jacinto", mais um encontro promovido pelo The Wizard Apprentice Facebook. O tema lançado pelo David Rego para mais uma jornada enófila foi "Prova de Enólogos". Após votação durante o mês de Dezembro de 2011 os escolhidos foram Anselmo Mendes e Rui Reguinga. O objectivo deste encontro não foi objectivamente o proporcionar um confronto face to face entre Enólogos, embora as conclusões mais simples nos atirem sempre nesses caminhos, mas perceber se o enólogo imprimia um cunho pessoal e reconhecível em qualquer que fosse o seu vinho, qualquer que fosse o produtor ou mesmo região.
O vinhos em colocados em prova cega foram: Monte da Ravasquiera Branco 2010, Grou Cabeção 2007, Casa Cadaval Trincadeira 2006, Quinta do Soque 2006, Pedra Basta 2008, Quinta da Carregosa Colheita 2008, Intensus 2010, Lua Nova em vinhas Velhas 2009 e Quinta das Maias Jaen 2006. O único que ficou de fora foi o Casa Cadaval Trincadeira 2006 que estava completamente alterado. Fica para a próxima.
Depois de todos os vinhos provados, onde surgiram dois vinhos colocados na prova cega para baralhar os presentes - Social Reserva Branco 2010 e Social Reserva Tinto 2010-, depois de todas as notas assentes, depois de alguma discussão de ideias entre cada vinho, as conclusão são para mim muito simples. Em primeiro lugar, para conclusões mais profundas, necessitaríamos de um leque de vinhos mais vasto ou até vinhos diferentes; depois, pelos que tivemos a oportunidade de provar, ficou a ideia de que não se conseguiu definir um estilo único e pessoal de cada enólogo, mas perceber que o querer do produtor, a sua força e as suas ideias ainda têm muita influência sobre o resultado final. A própria região na qual o vinho é produzido tem a sua percentagem de influencia, e que não sendo pequena, marca também o estilo de cada vinho e de cada enólogo.
A última conclusão que retirei deste encontro foi a de que estes encontros têm futuro e começam a criar uma rotina. Discute-se, dialeticamente, muito e bem, e principalmente vamos aprendendo uns com os outros.
Por último, referência para o local escolhido. O Restaurante "O Jacinto". Fiquei, de facto, extremamente agradado com toda atenção e carinho com que se trata o vinho nesta casa. Condições e Conhecimento não faltam. Sem dúvida que recomendo para outras ocasiões.
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