quinta-feira, 5 de julho de 2012

IV Dão & Douro na Assembleia da República

Decorreu no passado dia 28 de Junho o IV Dão & Douro, uma apresentação conjunta das duas regiões portuguesas na Assembleia da República. Estiveram presentes cerca de duas dezenas de alguns dos melhores produtores que se fizeram representar e deram a provar aos convidados alguns dos vinhos premium de cada um. Foi um regresso à Assembleia da República depois de no ano passado ter tido lugar no Palácio de Belém.
Destaco no Dão os vinhos Lagar de Darei, com propriedade localizada no concelho de Mangualde, atravessada pelo Rio Dão a montante da Barragem de Fagilde, com Brancos e Tintos de excelência. Vou continuar a seguir este produtor já amanhã. No Douro, o Casa de Alpajares que para mim foi uma surpresa, fica localizada nas margens do Rio Douro, na secular vila de Freixo de Espada à Cinta e produz um vinho que não demorará muito a aparecer. Pese embora a pouca produção a qualidade é elevada. Ainda no Douro o 100 Hectares Tinto 2011 e o Complexus Reserva 2010, projectos muito pessoais, com muita qualidade e bons preços. Um olhar atento ao Complexus mostra também uma imagem construída para ganhar. Bom rótulo. Ainda o destaque para a Quinta do Couquinho, Quinta de São José e Ázeo. Este último continua o portento de um BRanco do Douro, feito como o seu criador gosta, deliciosos aroma e uma boca de estalo. A Quinta do Couquinho, antiga exploração agrícola familiar situada na Horta da Vilariça. Integrada na região demarcada do Douro, Douro Superior, produz um vinho de excelência, que herdou o sabor nobre das castas tradicionais portuguesas. Destaco ainda a presença da Esporão, com a novidade Assobio 2010 e os Quinta dos Murças sempre com a marca de qualidade a que estamos habituados; os Vinhos Borges também com novidades fresquinhas, algumas delas ainda sem rótulo e recem engarrafadas. Um privilégio para os presentes provarem vinhos que irão concerteza estar já diferentes para melhor numa próxima oportunidade. 
Da Casa da Carvalha chegou ainda um queijo maravilhoso e um azeite aromatizado que puxava uma fatia de pão de  Carviçais torrada na lareira. Produtos que nos são sempre tão familiares.
Não consegui marcar presença em todos, todavia dou os meus parabéns ao autor da iniciativa e o meu obrigado a todos quantos estiveram presentes para nos mostrarem o que vem por aí de novidades.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Adega de Borba | As Novas Colheitas

No passado dia 27 de Junho, no Restaurante Belcanto, foram apresentadas em prova as novas colheitas da Adega de Borba, seguida de almoço de degustação com um menú do Chef  José Avillez.

Com a orientação e os comentários do diretor de enologia da Adega de Borba, Óscar Gato, foram provados, antes do almoço, os novos vinhos Adega de Borba Rosé 2011, Montes Claros Colheita Branco 2011, Montes Claros Colheita Tinto 2010, Senses Syrah 2010, Senses Touriga Nacional 2010 e Senses Alvarinho 2011 e depois, durante o almoço, provar as novas colheitas dos vinhos Senses Alvarinho 2011, Montes Claros Reserva Branco 2011, Adega de Borba Premium 2010, Montes Claros Reserva Tinto 2010, Montes Claros Garrafeira 2008.

Adega de Borba Rosé 2011: Um rosé fresco que emana juventude e que se quer beber enquanto jovem. cor rosada e de aspecto limpo. Aromas de média intensidade a fruta vermelha frecsca, ameixa vermelha e framboesa em destaque. Na boca é fresco, frutado e jovem. Ideal para começar uma tarde de verão.

Montes Claros Colheita Branco 2011: Mais um vinho com uma extraordinária relação qualidade-preço. Visualmente de cor citrina, claro, limpido e brilhante. Aromas predominantemente a fruta tropical e alguma fruta de caroço cozida. Equilibrado na boca, boa acidez, frescura e jovialidade com continuidade da fruta até ao final.

Montes Claros Colheita Tinto 2011: O irmão tinto do anterior branco. A mesma nota no capitulo da relação qualidade-preço que surpreende nesta gama. Cor rubi / granada, com traços violetas bem distintos. Nariz intenso com muita fruta madura, notas adocicadas e especiado em fundo. Palato com mais do que realmente esperava. Toque suave, macio, com continuidade da fruta madura, mas não em demasia atribuindo-lhe uma frescura muito interessante. Bom final.

Senses Alvarinho 2011: Um Alvarinho alentejano que me continua a surpreender. Havia tido com ele um primeiro contacto aquando da minha visita à Adega e já então a imagem deixada havia sido positiva. Desta vez confirmou tudo o que prometia. Apresenta cor amarela limão e aspecto cristalino. Aromas de boa intensidade a frutos tropicais e citrinos sem que sejam em demasia e se tornem chatos, com uma certa mineralidade a compor o quadro. Na boca ligeiro toque untuoso, bom casamento de notas de frescura e acidez correcta com as notas de mel, de ameixa amarela madura e ligeiro abaunilhado. Final de boca muito elegante.

Senses Syrah 2010: Cor rubi granada, violetas escurecidos, concentrado. Palete de aromas com boa intensidade a frutos vermelhos e pretos, cacau em pó (não é Carla Reis?), desafinate. Na boca não desilude. Vivo, com toque suave, continuidade de fruta bem madura, gordo, preenchendo por completo a boca. Final longo.

Senses Touriga Nacional 2010: Adoro este Touriga Nacional. Não me interessa realmente de onde vem ou para onde vai, se está por todo o lado e se será ou não verdadeiramente nacional. Este Touriga Nacional está realmente num bom patamar e com uma relação qualidade-preço de se lhe tirar o chapéu. Violetas escuros e concentrado no aspecto visual. Aromas onde notamos a harmonia existente entre a fruta vermelha e preta em compota, com as notais florais e uma frescura muito agradável. Boca pujante, complexa, cremoso, a fruta madura a continuar a marcar presença. Muito fresco. No final no copo fica aquela sensação de caixa de tabaco mentolada. Adoro.

Adega de Borba Premium 2010: Cor rubi / granada concentrado, profundo, mas não opaco com lágrima persistente. Aromas a frutos vermelhos maduros, bastante maduros mesmo, toque vegetal e especiado. Boca onde a relação entre a fruta madura e um toque a café, toffeee e chocolate funciona na perfeição. O final é longo, persitente  e elegante.

Montes Claros Reserva 2011 Branco: Apresenta uma cor amarela, com nunaces esverdeadas e alguns dourados. Aromas intensos , muito elegante, fruta tropical, um toque de ananás, com madeira bem integrada, muito subtil. Boca macia, com muita finesse , fresco e frutado. Um final longo, elegante e fino. Dúvidas?

Montes Claros Reserva 2010 Tinto: Visualmente caracterizado por cor granada, concentrado, limpo. No nariz é intenso, invade-nos os sentidos, muita fruta vermelha e preta madura, notas compotadas, adocicados com um fundo em chocolate. Rico e complexo. Na boca surge macio, ligeiramente aveludado ao toque, corpulento, com continuidade de muita fruta madura. Investimento para daqui a uns anos abrir e deliciar-me.

Montes Claros Garrafeira 2008: Tenho de o afirmar. É um dos meus rótulos preferidos desta casa. Desde que o conheço que me tem brindado com belíssimos nectáres. Aqui mais um exemplo para consumo imediato ou para guarda com qualidade. Cor granada escura, concentrada, quase opaca, de aspecto cativante. No nariz temos os frutos vermelhos bem maduros, toque de tofee, café, chocolate, cacau e pimenta preta e branca. Boca vivaz, com presença, adstringência inicial suavizando pouco depois, corpolento, largo e equilibrado. Um final delicioso, comprido, guloso e de uma elegância de top.
Na harmonização gastronómica destaco as ligações perfeitas entre o Montes Claros Reserva Tinto 2010 e o Foie Gras cozido a vapor com cerejas do Fundão, o Montes Claros Garrafeira 2008 e a Vitela de Comer à Colher e o Adega de Borba Licoroso Premium com a sobremesa de Chocolate e Framboesas com flor de sal. Um must!

Casa Burmester Reserva 2009 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca
Região: Douro
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: J.W. Burmester & C, SA
Preço: 10 € vap

Nota de Prova

Cor granada concentrado, intenso, bastante escuro e praticamente opaco. Nuances violáceas completam o conjunto. Aromas de boa intensidade a fruta vermelha madura, cereja madura, com leve adocicado e presença da madeira muito subtil. Bom equilíbrio com boas notas tostadas em fundo. Boca com muita força, taninos presentes ainda a necessitar de algum polimento pelo tempo, com continuidade da fruta, com boa frescura, largo e um final longo e persistente.

Classificação: 85/100

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pancas 2011 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Arinto, Vital e Chardonnay
Região: Lisboa
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: Companhia das Quintas, SA
Preço: 2,99€ vap

Uma palavra de agradecimento à Companhia das Quintas pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Novo no mercado, fácil de encontrar numa prateleira de super ou hipermercado e com um preço muito convidativo. Pronto para o Verão? Com toda a certeza. Daqueles que não desilude na relação qualidade - preço. Cor amarela citrina, traços esverdeados claros, aspecto translúcido e limpo. Aromas muito directos e de média intensidade a fruta tropical bem casados com toque citrino e mineral. Na boca o principal é a frescura e a fruta citrina em equilibribrio com uma acidez engraçada para este vinho. Toque com algum creme. Descontraído, mas com qualidade.

Classificação: 75/100

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Redoma 2011 Rosé

Características
Tipo: Vinho Rosé
Castas:Tinta Amarela, Touriga Franca, Outras
Região: Douro
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Niepoort Vinhos, SA
Preço: 7,80€ vap

Uma palavra de agradecimento à Niepoort Vinhos pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Encontro-me na presença de um rosé moldado para ser bebido a dois. O vinho mais a gastronomia. Portou-se muito bem num primeiro momento a solo, mas cresceu mais um pouco quando lhe juntei a refeição. Numa entrada de refeição, uma massa fria, saladas, pizza e carnes brancas.
A cor rosada intensa de aspecto jovem atrai o olhar, prepara o olfacto para aromas elegantes de morango, groselha e nota minerais estupendas. Na boca mostrar estrutura, base com acidez em perfeito equilíbrio com a fruta fresca. Final elegante, fino e comprido.

Classificação: 82/100

terça-feira, 26 de junho de 2012

Quinta da Cassa 2008

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: António Emilio Rocha
Preço: 7 € vap

Nota de Prova
Este tinto acompanha idealmente "caça" ou "cassa", mas também prova estar à altura para outro tipo de cozinha portuguesa. No copo surge com uma cor avermelhada escura, de média concentração, mas a caminhar para uma cor mais compacta, violetas escuros e aspecto limpo. Os aromas são intensos a fruta vermelha e preta silvestre bem madura, ameixa preta, floral, com a toque a esteva muito bem integrado com as notas de presença em madeira. Um ligeiro cacau, torrado e final com toque fresco. Na boca toque suave, macio, algo untuoso, que nos enche o palato. Equilibrado e com continuidade de boa fruta e final fresco, longo e que fica. Vamos à caça?

Classificação: 83/100

Rótulo | Castellões Vinho Velho do Porto

Como faço colecção de rótulos de vinho, de vez em quando chegam-me às mãos coisas deste género. Para lám da beleza deste exemplar, com relevos nas moedas, brasão e nome, achei muito curioso um rótulo de vinho do Porto ter na sua imagem o Palácio da Pena aqui da minha Sintra. Tentei encontrar alguma história acerca da mesma, todavia sem sucesso. Alguém conhece ou pode ajudar?

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