quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Mercado de Vinhos do Campo Pequeno | 1 a 4 Nov 2012

O Campo Pequeno vai recriar o espírito dos mercados antigos portugueses, onde então se comprava tudo directamente aos produtores, adaptando-o à temática dos vinhos.
Vão estar reunidos os melhores vinhos, produzidos por pequenos e médios produtores de cada uma das regiões vinícolas de Portugal, para que possa descobrir todo um novo mundo de sabores e aromas, de muita qualidade e preço atractivo.

São 2 os objectivos deste evento:
- Contribuir para a divulgação, estímulo e sustentabilidade de micro actividades produtivas nacionais, que pela sua reduzida dimensão e apesar de toda a sua qualidade, tem muitas vezes enormes dificuldades em vingar. Muitas destas actividades são construídas com admirável persistência, paixão e engenho, constituindo notáveis exemplos de inovação e criatividade nacionais.
- Sensibilização do público para a aquisição de produtos portugueses, estimulando actividades da micro economia nacional e contribuindo por essa via para o fortalecimento da economia portuguesa.

Entrada Gratuita
Datas: 1 a 4 de Novembro de 2012 (5.ª F. a Domingo)
Horário: 11h00 às 21h00
Local: Arena do Campo Pequeno
(piso da arena alcatifado, em espaço coberto)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aníbal Coutinho lança sétima edição de Guia Popular de Vinhos

Já chegou às livrarias o Guia Popular de Vinhos 2013 – As melhores escolhas de vinhos entre 2 e 10 euros no supermercado. A pensar nas carteiras dos portugueses, o enólogo e crítico de vinhos português regressa com a sétima edição da publicação, após a escolha dos 529 melhores vinhos para consumo diário, que pode encontrar nas prateleiras dos estabelecimentos da distribuição moderna, desde a pequena loja de conveniência até ao hipermercado. Com qualidade, preços acessíveis e para todos os consumidores, esta é a fórmula do novo guia
Disponível nas bancas por um preço de 9,99 euros, o Guia Popular de Vinhos 2013 apresenta cada vinho com o preço (em dois intervalos de 2 a 5 euros e de 5 a 10 euros), uma breve nota de prova, a região de origem, o teor alcoólico e distingue com 1, 2 ou 3 corações os melhores entre os melhores da publicação. 
Não deixa de ser um guia direccionado para o consumidor mais comum e para os tempos que se antevêem de crise. De 2 a 10 euros. Mais preparados para a escolha.Mais um complemento.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Horácio Simões Colheita Tardia 2011

Características
Tipo: Vinho Colheita Tardia
Castas: Moscatel Galego Roxo
Região: Península de Setúbal
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: Horácio dos Reis Simões
Preço: 14,99€ vap

Nota de Prova
Foi com curiosidade que abordei a compra e prova deste vinho Colheita Tardia 100% Moscatel Galego Roxo. O produtor habituara-me já ao seu Moscatel Roxo com um grau de doçura elevado, por vezes, dirão alguns, demasiado elevado, o que fez com que fosse uma experiência um pouco à procura do doce e ao mesmo tempo do equilíbrio.
Pois bem, o que encontrei foi um colheita tardia bastante equilibrado. De cor amarelo pálido, longe dos dourados habituais, aspecto limpo e lágrima persistente. Os aromas são exuberantes. Flor de laranjeira, laranja cristalizada, alperces maduros, figos secos, notas de melaço, diria mesmo mel. Na boca o doce é equilibrado pelas notas de fruta citrina fresca, foge ao comum do extremamente doce, para ser um colheita tardia de um equilíbrio notável. Posso dizer que o prefiro um pouco mais quente, mais doce, mais espesso ao toque, mas neste equilíbrio poderemos bebe-lo sem que este nos aborreça. Numa sobremesa de fruta fresca sairá Rei.


Classificação: 81/100

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Prefácio 2009 Rosé

Características
Tipo: Vinho Rosé
Castas: Várias
Região: Douro
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: Quinta do Pôpa, Lda
Preço: - € vap

Nota de Prova
Em ano de calor por setembro a dentro, nada melhor do que ter sempre uma bebida fresca por perto. Se puder ser vinho, melhor. Se puder ser Português, óptimo. Se o fizer com o rosé, excelente. Se for este Prefácio, grande escolha. Cor de tonalidades rosa, aparência jovem, brilhante e limpido. Aromas que não enganam. Fruta vermelha fresca, morangos e groselha com boa intensidade, ligeiro toque floral, travo mineral e fresco, muito fresco. Na boca revela-se leve, fresco, frutado, bom equilibrio de acidez e bom final. Ideal para espreitar este final de verão.

Classificação: 79/100

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Visita à Quinta do Pôpa

No final de tarde ensolarado e quente de 18 de Julho tive o prazer de visitar um amigo. Um amigo e uma casa no Douro que se afirma cada vez mais com os seus vinhos de qualidade superior e que desta vez me fez ficar de olhar fixo e perplexo para uma das melhores paisagens sobre o Rio Douro de que me lembro. Um postal real de todo o esplendor do Rio Douro. O Stéphane deu-em a conhecer a Quinta do Pôpa e a sua história. O que está por detrás do seu logótipo. O futuro da Quinta em termos de Enoturismo. A potencialidade desta Quinta do Douro em termos de produção de vinho, azeite e enoturismo.

"(...) Todo o homem tem o seu sonho. O de Zeca do Pôpa, natural do Douro, foi o de possuir uma quinta num dos melhores locais da região vinhateira mais  antiga do mundo. Começou a juntar as pequenas parcelas , usuais na estrutura agrícola do Norte de Portugal, numa verdadeira Quinta. Em homenagem a seu pai , cuja alcunha era o "Pôpa" pela sua alegria no convívio com os seus amigos baptizou essa Quinta , construída com todo o seu esforço  económico e entusiasmo, com o nome de seu pai. Assim nasce a QUINTA do PÔPA, sita no enfiamento do rio Douro, possuindo uma localização priveligiada, contando apenas com a melhor qualificação dos vinhos da região do Douro. 
Se nessa Quinta do Pôpa, se poderia produzir dos melhores vinhos do Porto, foi opção do seu dono plantá-la com as melhores castas de Portugal, onde a Tinta Roriz é dominante, sendo esta acompanhada pela Touriga Franca, pelo Tinto Cão, pelo Sousão e certamente que não poderia deixar de ter uma grande percentagem de Touriga Nacional, a sua vocação está mais direccionada para os grandes vinhos tintos da melhor região vinhateira de Portugal. O sonho tornou-se realidade com o entusiasmo que Zeca do Pôpa colocou na sua realização.(...)"
Luis Pato, in Quinta do Pôpa Site

Nestas palavras reside a essência de um lugar que fica na memória. Certamente será no futuro um local privilegiado para em lazer, provar os seus vinhos, o seu azeite e a gastronomia de uma região de eleição. O meu conselho? Conheça os vinhos, conheça a Quinta e depois passe por aqui e conte a sua experiência. Ver mais fotografias aqui.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Series Rufete 2010

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Rufete
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Real Companhia Velha
Preço: 6,90€ vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento à Real Companhia Velha pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
A Real Companhia Velha aposta no lançamento, sob a marca "Series", de uma linha de vinhos de castas durienses com o objectivo de estudar e recuperar antigas castas do douro. O Rufete é a primeira referência. Esta é uma casta muito antiga e comummente presente nas vinhas velhas do Douro que se encontra praticamente abandonada pelo seu perfil de pouca cor, estrutura e volume de boca.
No aspecto visual chama desde logo à atenção pelas tonalidades violeta e média concentração que apresenta. Aspecto límpido. No nariz destaco a presença de fruta silvestre, fruta madura fresca, sensação de leveza, faz lembrar o lagar, trás boas recordações. Na boca é um tinto diferente. Não costumo beber muitos com este perfil. Leve e pleno de frescura, com toda a fruta bem presente. Com vida e convida a beber mais um pouco. Macio no toque e com final de boca de média duração.
Um tinto de verão. Para beber à temperatura de um branco. 

Classificação: 85/100

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Herdade do Esporão Late Harvest 2010

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Semillon
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 14,5%
Produtor: Esporão, SA
Preço: 11€ vap

Nota de Prova
Continuo a provar os Late Harvest Portugueses com bastante curiosidade. Se há uns anos atrás era raro encontrar bons Late Harvest nacionais, hoje em dia o mercado está um pouco inundado com este tipo de vinho e é agora, com bastante satisfação, que se encontram bons exemplares deste néctar.
Este espécimen alentejano apresenta cor amarela dourada, bastante intenso, com lágrima de aspecto persistente e untuoso. No nariz somos atacados pela exuberância dos aromas  de alperce, casca de laranja em compota, melaço, toque floral e ligeiro traço acidulo. No palato um primeiro toque de doçura, algum mel, textura untuosa e cremosa, mas não em extremos. Bom equilíbrio de acidez que não o deixa cair no perfil enjoativo do doce. Final de boca que perdura. Propicio a uma entrada forte como o foie gras ou a uma sobremesa à base de amêndoa e ovos. Já sabem. Consumir bem fresco.

Classificação: 82/100

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