sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Vitorino Salomé 2011 Tinto

 A Adega Mayor e Vitorino Salomé juntaram-se neste projecto e reforçaram a harmonia existente entre o Vinho e a Música. No passado dia 28 de Novembro, no Restaurante Le Jardin em Lisboa, foi apresentado o vinho com o mesmo nome que o cantor alentejano. Apreciador do vinho produzido pela Adega Mayor e produzindo já o seu próprio vinho para consumo pessoal, resolveu lançar este desafio à Adega Mayor para se lançar um vinho à sua imagem, com a sua imagem e com o seu nome. Desafio aceite e aqui está o resultado.

Neste dia juntou-se o vinho à música, à gastronomia e aos amigos de longa data. Entre um copo e outro, surgia a música de Vitorino.

VITORINO SALOMÉ 2011 TINTO | Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet | 14%
Cor rubi intensa e concentrada Aromas intensos a fruta vermelha madura, notas envolventes tostadas e herbáceo final com frescura. Na boca apresenta boa estrutura, volume, com taninos polidos, perfil frutado e pronto a beber. Vai crescendo com o tempo de copo e mostra um bom potencial na ligação à comida. Final de boca persistente e fresco.
 
Esta produção apresenta-se ao público através de uma edição especial limitada de um pack de duas garrafas do vinho Vitorino Salomé, a que se junta um CD exclusivo com seis canções de Vitorino, entre as quais se encontra as “Saias de Monte Mayor”, inédito composto para este projecto.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Herdade do Arrepiado Velho 2010 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 14,5%
Produtor: Sociedade Agrícola da Herdade do Arrepiado Velho, SA
Preço: 8,90€ vap

Nota de Prova
Um 100% Touriga Nacional que não é anunciado em letras garrafais logo no rótulo, mas apenas no contra-rótulo. Fui descobri-lo sem olhar para mais nada. Cor rubi, média concentração, aspecto límpido com bonitos violetas. No nariz, de intensidade média, aparece a fruta preta silvestre, traço floral definido, com algum fumado e perfil fresco. Na boca bom volume, polido e sedoso, com boa acidez e fruta fresca em bom plano. Final de boca com bom comprimento e boa frescura.
Destaco a frescura com que se encontra no momento, nada cansativo e muito equilibrado. Óptimo para os pratos de inverno que agora apetecem. Curioso como os 14,5% não chegam a aparecer na nota.
Com potencial de guarda.

Classificação: 85/100

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Monte da Ravasqueira Reserva 2012 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Viognier, Alvarinho, Semillon e Arinto
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: Monte da Ravasqueira-Soc. Agric. D. Diniz, SA
Preço: 12€ vap

Nota de Prova
Cada vez mais fã de brancos, cada vez mais surpreso com a frescura que os últimos brancos do Alentejo que provei apresentam. Cor citrina, limpa, com algumas nuances esverdeadas. Nariz complexo e muito aromático, a fruta de caroço como o pêssego marca desde o inicio a sua presença, boa presença, e as notas perfumadas da flor de laranjeira dão um toque de elegância ao conjunto. Frescura e citrinos a envolverem-se em perfeito equilíbrio. Passei, após algum tempo a namorar os seus aromas, à prova de boca. Sou inundado por uma sensação de frescura e fruta fresca com a maça verde e o pêssego, vivaz e mineral, com bom volume e uma capacidade de nos prender ao copo viciante.
Sem dúvida uma das grandes escolhas deste ano para brancos.

Classificação: 91/100

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Central de Cervejas - Visita ao Berço da Sagres

Recordo bem os tempos idos de viagem em direcção ao Norte, e depois regresso a Lisboa, quando a A1 era única alternativa, e aquela silhueta que marcava o horizonte definia o verdadeiro ponto de saída ou entrada em Lisboa. O Edifício da Central de Cervejas (a Malteria), e que nesse tempo apenas lhe chamava de "A SAGRES".

Posteriormente, devido a razões profissionais, passei a estar bem mais perto desta casa, também fazendo parte e ajudando no sucesso desta marca, mas sem nunca ter tido a oportunidade de conhecer de perto o que faz dela uma bandeira nacional e uma marca histórica portuguesa. 

A Sociedade Central de Cervejas (SCC) nasce em 1934 fruto da associação da Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália, da Companhia de Cervejas Estrela, da Companhia da Fábrica de Cerveja Jansen e da Companhia de Cervejas de Coimbra. Nesta visita foi possível passar pela história da mesma, pelos diversos momentos que a fez crescer e chegar até hoje tal com a conhecemos, aprender acerca dos produtos com que é feita a cerveja na SCC, conhecer os processos, os vários passos até chegar à nossa mesa, loira, preta, ruiva, mas sempre fresquinha.

Neste dia, fomos recebidos e acompanhados, com excelência, pelo Diretor de Comunicação Institucional e Provedor Nuno Pinto de Magalhães, pela Diretora de Relações Públicas Paula Portugal e pela Mestre Cervejeira Maria José Sousa. A visita decorreu de forma interactiva, em certos momentos com todos os presentes a recordar memórias do passado longínquo e mais recente, em outros quase como se estivessemos em plena visita escolar, respondendo a questões e querendo fazer boa figura acerca do que se conhecia. No final, como não poderia deixar de ser, saboreando algumas das cervejas aqui produzidas com os também tradicionais tremoços e outros petiscos tão amigos de uma cerveja bem fresca.

fruto da associação da Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália, da Companhia de Cervejas Estrela, da Companhia da Fábrica de Cerveja Jansen e da Companhia de Cervejas de Coimbra. - See more at: http://www.centralcervejas.pt/pt/sobre-nos/historia.aspx#sthash.is0FTV0z.dpuf
fruto da associação da Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália, da Companhia de Cervejas Estrela, da Companhia da Fábrica de Cerveja Jansen e da Companhia de Cervejas de Coimbra. - See more at: http://www.centralcervejas.pt/pt/sobre-nos/historia.aspx#sthash.is0FTV0z.dpuf
A matéria prima, de importância vital para a qualidade do produto final, sempre produtos naturais tais como a água, a cevada, o lúpulo ou o malte. Apenas produtos naturais entram na confecção das cervejas da SCC. 

A grandiosidade das suas instalações em Vialonga. Continua a ser a única com Malteria própria em terreno nacional e chegou a ser fornecedora de Malte da UNICER. Em Vialonga conta com Malteria, Fermentação, Estágio, Produção, Engarrafamento, Museu, Escritórios, Distribuição, Tratamento de Resíduos... é toda uma pequena cidade destinada à produção de cerveja e outros produtos também aqui produzidos.

O Museu e as peças que o compõem são por si só satisfação garantida no final de uma visita que para alguém como eu conseguiria passar lá dentro um dia inteiro a ver cada objecto e a questionar a razão de ser de cada um e tudo o que o envolve. Vale a pena dar cá um saltinho para uma visita.

Ora, são 200$00 (+- 1 €) de cerveja se faz favor. Dava para a tarde toda.

Sabiam que a Imperial nasce em 1941 como uma marca de cerveja de luxo e que viria mais tarde a ser o nome para a cerveja de barril? Ora aqui está a primeira "máquina" de imperial.

Deixo os dados para a vossa futura visita. Assim não têm desculpas para deixar de visitar uma parte da história de Portugal.

SCC - Sociedade Central de Cervejas e Bebidas S.A.
Morada: Estrada da Alfarrobeira - 2625-244 Vialonga
Tel: 808 204 771
Email: servicoclientes@centralcervejas.pt
Visitas: De Seg a Sex, entre as 9:30 e as 10:30 horas e as 14:00 e as 15:00horas
Site: Sociedade Central de Cervejas

domingo, 1 de dezembro de 2013

Luis Pato Maria Gomes 2008 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Maria Gomes
Região: Regional Beiras
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Luis Pato Wines
Preço: 5,50€ vap

Nota de Prova
Escolhido da carta de vinhos de um restaurante a um empregado que me fez cara estranha quando, havendo brancos mais recentes, preferi um de 2008, este mostrou ser tudo o que esperava para a refeição que iria ter. Mais complexo, mais seguro, mais polido e continuando a marcar pela frescura e acidez ideal para uma refeição de sabores mistos. Apresenta cor citrina, aspecto surpreendentemente jovem, poucas notas de ter já esta idade. Aromas limpos, elegantes boa fruta citrina, ligeiro tropical, perfumado e fresco. Boca redonda. Está no ponto. Boa acidez, boa frescura e boa fruta. No fundo, o equilíbrio que diz tudo.

Classificação: 80/100

sábado, 30 de novembro de 2013

António Madeira Vinhas Velhas 2011 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Vinhas Velhas (Tinta Pinheira, Negro Mouro, Tinta Amarela e Baga)
Região: Dão
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Quinta da Pellada - Unipessoal, Lda
Preço: 22€ vap

Nota de Prova
António Madeira, francês luso descendente, com raízes familiares no sopé da Serra da Estrela, depois de durante algum tempo ter vindo a estudar o potencial das vinhas velhas na região do Dão, decidiu apostar numa vinha com cerca de 50 anos, salvando-a do abandono e produzindo este primeiro vinho da colheita de 2011. A primeira etapa de uma aventura ainda no inicio está cumprida e o resultado é um vinho de cor rubi intenso e concentrado, com aromas bem delineados a fruta vermelha e preta silvestre, com traço mineral marcado, algum terroso, floral e vegetal. Cheira aos lameiros cheios de água a correr, com aquelas notas de terra e pedra no ar. Complexo. Na passagem ao palato temos um tinto vivaço,ainda um pouco rebelde, com uma acidez, mineralidade e frescura no topo e com a fruta a aparecer também bem colocada. Um Vinho de qualidade a pedir gastronomia local e a pedir também, para quem souber esperar, um tempinho de guarda.

Classificação: 90/100

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Rui Roboredo Madeira | Os Novos Vinhos do Enólogo

O Restaurante Petra Rio foi palco, no passado dia 3 de Outubro, para a apresentação dos novos vinhos do Enólogo Rui Roboredo Madeira.
Beira Interior, Douro e Vinhos Verdes. Estas são as regiões onde Rui Reboredo Madeira escolheu para produzir os seus vinhos. Todos eles ligados pelo Rio Douro e todos eles demonstrativos de cada Terroir e com uma dose extra de Paixão que o Enólogo dedica a cada vivência, a cada cheiro e a cada particularidade existente em cada região.

Assim, foram apresentados os vinhos abaixo com as respectivas harmonizações elaboradas para cada um deles pelo Chef Tiago Vaz Santos.

BEYRA 2012 BRANCO | PVP: 2,99€
Cor citrino, aspecto jovem, quase translúcido. No nariz aromas intensos a fruta citrina, toranja, muito mineral, muito pó. Na boca está macio, com boa acidez, equilibrado, perfil fruta citrina, notas de lima e toranja bem compostas, bem definidas, toque mineral. Final de boca fresco. Manter fresco durante a refeição.
Prato: Cogumelos Paris Recheados Com Bacon e Mozarella

BEYRA QUARTZ 2012 BRANCO | PVP: 3,99€
Cor amarelo citrino, limpo, muito claro e jovem. Aromas mais delicados, mais escondidos. Notas mais florais, mineral, com a fruta citrina mais escondida. Na boca surge com mais intensidade, mais corpo, acidez e mineralidade mais marcante, com um fruta citrina mais discreta. Final mais duradouro e fresco.
Prato: Atum Braseado com Arroz Basmati e Molho de Caril e Amêndoas

CASTELO D'ALBA VINHAS VELHAS RESERVA 2011 TINTO | PVP: 9,99€
Cor rubi, concentrado, fechado e opaco, com nuances violetas. Aromas com muita fruta vermelha madura, alguma compota, toque floral bem ligado, algum tostado muito leve. Boca larga, corpulento, fruta vermelha com muita frescura, especiaria e tosta leve, bom comprimento.
Prato: Tempura de Polvo com Risotto de Beterraba e Rúcula

ATALAYA 2011 TINTO | 14,90€
Cor rubi, concentrado e opaco, muito fechado. No nariz muita fruta vermelha e preta madura, com madeira a dizer presente, especiado, fresco, algum toffe, muito complexo mas também ainda jovem. Na boca está vivaz, macio, muito equilibrado, com boa fruta, fresca, muito bem ligado com as notas de estágio em barrica. Boca larga, profunda e fresca.
Prato: Peito de Pato Braseado com Puré de Requeijão e Castanha

BEYRA SUPERIOR 2011 TINTO | (Ainda não se encontra à venda)
Tinta Roriz, Touriga Nacional, Jaen e Alfrocheiro / 12 Meses de Barrica
Cor rubi retinta, espesso. Aromas de fruta preta compotada, ameixa preta, flores, fresco. Boca pujante, vivaz e rebelde, fruta fresca, madeira bem ligada, especiado, ligeiro vegetal, cacau. Final longo.
Prato: Novilho em Queijo Gratinado com Batata Fonte Nova e Couve de Bruxelas

Por último, voltamos ao BEYRA BRANCO mas o de 2011 para acompanhar uma sobremesa citrina. Uma Tarte de Lima e Mel de Rosmaninho que se juntou em prefeição ao vinho. Grande escolha e alguma surpresa por parte de todos. Fica na memória e será uma harmonia a repetir.

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